<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558</id><updated>2012-01-25T13:58:53.246-02:00</updated><category term='conto'/><category term='conto intantil'/><category term='A Fada e o Nobre Pirata'/><title type='text'>CAMINHO DOS CONTOS</title><subtitle type='html'>Um caminho repleto de fantasia e aventura que vai levá-lo a mundos jamais visitados.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6571291791347190142</id><published>2011-12-20T15:54:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T15:54:14.723-02:00</updated><title type='text'>A Fada e  Nobre Pirata XVIII - Seguindo as regras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S8gGUitW5vc/TvDLYPhMzLI/AAAAAAAACkA/vFGfiM8vRKQ/s1600/barco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-S8gGUitW5vc/TvDLYPhMzLI/AAAAAAAACkA/vFGfiM8vRKQ/s320/barco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A confusão foi geral. Piratas gritavam apavoradas, chamaram Lisandra de bruxa assassina, sacaram suas espadas e partiram para cima dela. Não fosse a capitã arrastá-la do convés e trancá-la em sua cabine, a situação ia ficar pior.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A capitã Magar queria entender o que havia acontecido, mas antes tinha que acalmar as demais tripulantes do Ondinas antes que seu navio virasse um campo de guerra.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Será que podem ficar quietas para eu poder pensar? - gritou Magar a plenos pulmões, pois as sereias estavam inconformadas com o desaparecimento de Fobia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Capitã não viu o que aquela bruxa fez? - gritou Madruga.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim eu vi.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você acha certo o que aquela fedelha fez? Ela a matou. E olha que confiávamos naquela guria. Agora olha no que deu. - resmungou a pirata.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As outras vieram dar razão a colega e importunaram a capitã até ela gritar novamente pedindo calma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Preciso interrogar a garota, mas antes quero que vocês parem com essa baderna. Não precisamos de mais platéia do que já temos. - Magar se referia aos piratas do navio negro que ainda estava ancorado ao lado do Ondinas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sei não capitã, tô achando que você vai amarelar. Esqueceu de suas próprias regras? - disse Bafo da Morte, uma pirata ossuda, de nariz aquilino e que possuía um bafo fétido. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não esqueci nada! Apenas quero fazer justiça do jeito certo. - disse Magar se afastando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Queremos justiça! O Ondinas clama por justiça! - gritaram todas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A capitã sabia de antemão que não havia como manter Lisandra no Ondinas por mais tempo. Mesmo o Tritão, não a aceitaria. A verdade é que não haveria salvação para a garota. Magar suspirou exasperada, enquanto descia os três degraus que separavam a parte superior do navio de sua cabine. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os tripulantes do Tritão, o navio negro, estavam assombrados com o desaparecimento de Fobia. Nunca tinham visto nada parecido antes. O capitão Bodardo tentava manter a ordem, mas os rapazes estavam inquetos demais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lair não sabia o que pensar. Ele vira a garota subir no navio, depois de sua "invasão" ao cemitério flutuante, vira seu olhar determinado e logo após a confusão com a outra pirata. Não dava para acreditar. Num momento a pirata atacava a garota e noutro desaparecia no ar sem deixar rastro. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Capitão Bodardo o que foi aquilo? - perguntou Lair apontando para o navio ao lado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Juro que nunca vi nada parecido em toda minha vida. Já ouvi falar em magias, em bruxas, mas nunca acreditei nessas lendas. - respondeu Bodardo enquanto ajeitava as botas de couro de jacaré.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não seria melhor se a gente fosse até lá e tentar acalmar aquela gente? - Lair estava impaciente e detestava não pode fazer nada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Ninguém pode ir contra as regras de um navio como o Ondinas. Até mesmo esse navio tem suas regras. Eu não seria capitão por tanto tempo se não cumprisse as leis de meu próprio navio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Mas capitão, não vê que elas vão acabar matando a garota? Não sou homem de ficar parado só asistindo. - Lair enrolou as mangas da camisa, virou-se e foi segurado com força pelo braço.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Você não tem que fazer nada, pelo menos por enquanto. Vamos ver qual vai ser a resolução da capitã e depois deixo você agir. Apenas saiba que uma vez que descer desse navio não há como voltar a não ser sozinho. - alertou o capitão soltando o braço de Lair.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lair respirou fundo e foi recostar-se a amurada do navio. Seu olhar estava fixo na movimentação frenética do Ondinas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cabine da capitã era apenas um cômodo pequeno, com uma pequena janela próxima ao teto, paredes de madeira cheia de farpas e tendo como mobília, uma esteira, um baú com roupas espalhadas por cima e uma mesa improvisada com caixotes de legumes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lisandra estava sentada na beirada do baú quando ouviu o barulho de chaves. Levantou-se num salto. Sabia que não era sua culpa. Nunca quisera que Fobia acabasse daquele jeito, mas as consequências cairíam sobre sua cabeça mesmo assim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Magar abriu a porta e trancou-a em seguida. Como não era de fazer rodeios, foi logo interrogar a garota.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pode me dizer o que aconteceu? - perguntou olhando nos olhos de Lisandra enquanto torcia um velho chicote.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu pedi pra ela não tocar no punhal. - tentou desculpar-se mantendo a voz firme. Não havia lágrimas toldando-lhe a vista, mas seu coração estava apertado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não foi isso que perguntei! Olha, estou numa situação emergencial aqui. Gosto de você, mas não posso ser injusta com as outras. - Magar colocou a mão na parede ao lado esquerdo de Lisandra de modo a intimidá-la, mas a garota nem piscou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ela não está morta, eu acho. Apenas foi levada para outro lugar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Que lugar é esse? Vamos, desembuche logo! Onde Fobia está? - gritou Magar sacudinho Lisandra pelos ombros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não sei. Juro! Me disseram que é assim que funciona. Lamento muito! - Lisandra abaixou a cabeça envergonhada por não poder fazer nada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A capitã soltou a garota se afastando. Andava de um lado a outro da pequena cabine tentando decidir qual decisão tomar. De repente um pensamento passou por sua mente e ela virou-se pra confrontar a garota novamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Isso já aconteceu antes não é? Responda! - Magar estalou o chicote no chão com força fazendo Lisandra pular de susto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim. Foi na ilha de Sotavento. Enquanto eu andava pelas ruas, logo que saí da taberna, um homem me agarrou no momento em que eu parara para admirar o navio negro. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E o que aconteceu depois?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ele sabia que eu estava com o punhal. Tentou tirá-lo de mim à força e quando o teve em suas mãos, desapareceu da minha frente. - Lisandra confessou respirando fundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como era esse homem? Para onde ele foi?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lisandra contou todo o ocorrido para Magar, ocultando apenas sua comunicação mental com a avó no Ondinas. Isso ela não podia revelar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sei. Já sabia que a arma era mágica depois daquele episódio com o rodamoinho. A cobiça leva a consequências desastrosas. Também conheço o homem. Era amante de Fobia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Por isso implorei para que ela me deixasse em paz, mas Fobia não quis me ouvir. - lamentou a garota.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Entendo que você não fez de propósito, mas as outras não farão o mesmo. Lisandra, as regras do Ondinas são muito claras. Se uma delas for infringida e nesse caso posso dizer que foi, então não posso permitir mais sua presença entre nós. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que vai acontecer comigo? - perguntou Lisandra sem demonstrar medo, o que deixou a capitã mais emburrada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Ondina faz suas regras, eu as acato. Não há meio termo e não posso voltar atrás numa decisão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu aceito. - disse Lisandra resignada. - Não se preocupe, vai dar tudo certo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não queria que terminasse assim. Gosto muito de você garota e me dói ter que tomar decisão tão drástica. Peço apenas que me perdoe. - disse a capitã dando-lhe o último abraço.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Também gosto de você capitã. Amo o Ondinas. Aqui aprendi muita coisa que vou levar sempre comigo. Agradeço por tudo. - disse Lisandra enquanto Magar amarrava firmemente o chicote em volta das mãos da garota e levava-a de volta ao convés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6571291791347190142?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6571291791347190142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6571291791347190142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6571291791347190142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6571291791347190142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2011/12/fada-e-nobre-pirata-xviii-seguindo-as.html' title='A Fada e  Nobre Pirata XVIII - Seguindo as regras'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S8gGUitW5vc/TvDLYPhMzLI/AAAAAAAACkA/vFGfiM8vRKQ/s72-c/barco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-342905587938648447</id><published>2011-05-18T13:37:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T13:37:57.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto intantil'/><title type='text'>A Borboletinha Triste (conto infantil)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-L61Y73Q94q0/TdP1MFdUlSI/AAAAAAAACXg/P_-iVIu9CjI/s1600/Borboleta+triste.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-L61Y73Q94q0/TdP1MFdUlSI/AAAAAAAACXg/P_-iVIu9CjI/s320/Borboleta+triste.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;A Borboletinha Triste&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Numa campina de grama bem verdinha, muitas margaridas se balançavam ao sabor da brisa suave daquela manhã de primavera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Procurando um lugar para descansar suas asinhas, a pequena borboletinha cinza pousou sobre uma margarida vermelha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Quando estava quase dormindo ela ouviu uma risada vindo do chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Ri! Ri! Ri!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Era uma cobra, que veio se rastejando até chegar perto da margarida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Ri! Ri! Ri! Borboleta feia igual a você eu nunca vi. - disse a cobra para a borboletinha cinza antes de seguir seu caminho rastejando pela grama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A borboletinha ficou triste com o que a cobra disse, mas estava tão cansada de voar que resolveu esquecer o insulto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Ela mal fechou os olhinhos e outra risada veio atrapalhar seu descanso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Ra! Ra! Ra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Era um besouro que voava pela campina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Ra! Ra! Ra! Que borboletinha mais feia! - disse o besouro e depois saiu voando para longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A borboletinha estava tão triste que começou a chorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Muitas nuvens se juntaram no céu e solidárias com a borboletinha, também choraram gotas de chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Uma abelha que procurava mel para sua colônia encontrou a borboletinha chorando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;-Por que está chorando borboletinha? - perguntou a abelha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Porque a cobra e o besouro disseram que sou muito feia. - soluçou a borboletinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A abelha não queria ver a borboletinha tão triste e então tratou de alegrá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- Não precisa chorar. A cobra e o besouro não conhecem a sua verdadeira beleza. - disse a abelha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- E qual é minha verdadeira beleza? - perguntou a borboletinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;- É aquela que vive em seu coração, linda borboletinha. - explicou a abelha sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A borboletinha cinza enxugou as lágrimas feliz. Agora sabia que não precisava mais chorar, pois era muito bela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A borboletinha saiu voando pela campina batendo suas asinhas e sorrindo satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;A beleza que existe dentro de nós nem todos conseguem enxergar. Essa beleza é a mais linda que existe e a única que realmente importa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Autoria: Cláudia Valéria Miqueloti (Chellot)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-342905587938648447?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/342905587938648447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=342905587938648447&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/342905587938648447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/342905587938648447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2011/05/borboletinha-triste-conto-infantil.html' title='A Borboletinha Triste (conto infantil)'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-L61Y73Q94q0/TdP1MFdUlSI/AAAAAAAACXg/P_-iVIu9CjI/s72-c/Borboleta+triste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5448262993899017781</id><published>2011-05-18T13:25:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T13:25:36.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Fada e o Nobre Pirata'/><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata XVII - O Medalhão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3s68o21vDlw/TdPylJvEamI/AAAAAAAACXc/2ErzY38O9so/s1600/img.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-3s68o21vDlw/TdPylJvEamI/AAAAAAAACXc/2ErzY38O9so/s1600/img.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;XVI – O MEDALHÃO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vento rugia tempestuoso varrendo do mar o cheiro ocre de madeira queimada. Lisandra caminhava cuidadosamente por sobre os destroços de um navio mercante. Seu coração estava apertado ao ver tanta destruição, tantas vidas ceifadas por puro egoísmo. Ela estava aflita, mas seguia perseverante em seu único propósito de encontrar a pessoa que a chamara, implorando por socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava escuro no navio e o pouco de luminosidade vinha da tocha em sua mão esquerda, providência tomada as pressas usando o próprio fogo que queimava o navio. Lisandra avistou um longo pedaço do mastro e percebeu que algo se mexia debaixo dele. Aproximando-se viu que era um homem muito ferido. Balançava um medalhão de ouro na mão esquerda e murmurava ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Morsa, meu filho. medalhão... Baía dos Gatunos. Por favorrrr!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Lisandra pegou o medalhão, o homem olhou para ela e sorriu com seus dentes amarelos enquanto seu olhar se tornava vazio e se extinguia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra tremia dos pés a cabeça. Não conseguira salvar aquele homem, mas ele lhe dera uma missão que ela faria de tudo para executar. Afinal era o último pedido de um homem desesperado e ela não sossegaria até realizá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardou o medalhão no bolso do corpete junto ao punhal das fadas. Estaria seguro ali. — pensou. Lisandra deu meia-volta e partiu em direção ao Ondinas no pequeno bote que deixara amarrado num pedaço de madeira firme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na amurada do Ondinas as sereias a olhavam intrigadas, todas querendo saber o que Lisandra encontrou no cemitério. O mesmo se passava no Tritão, mas apenas um olhar incomodou Lisandra a ponto de ela procurá-lo. Um pirata mascarado de cabelos negros e compridos estava debruçado na amurada com os olhos fixos em Lisandra. Ela ficou intrigada, mas não deu tanta atenção a sensação de inquietação que comprimia seu peito. Por outro lado, Lair sentia-se assustado, o coração aos pulos como se quisesse saltar boca afora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ele se foi. — respondeu Lisandra a pergunta lida no olhar da capitã depois que içaram o bote e o amarraram ao navio.&lt;br /&gt;— Então havia realmente alguém lá! — exclamou a capitã surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Sim, havia, mas não pude ajudá-lo. Já era tarde demais. — lamentou abaixando a cabeça tristemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não precisa ficar desse jeito. Você fez o que pode. — disse Magar gentilmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu sei disso. Obrigada por esperarem por mim. — disse Lisandra apertando a mão da capitã em seu ombro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Hum! Hum! Vamos sair daqui agora cambada! Todas para seus lugares. Força total! — gritou a capitã, mas quando se dirigia ao leme foi interrompida pela voz de Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Capitã onde fica a Baía dos Gatunos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não muito longe. Por quê? — perguntou a capitã desconfiada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Porque é pra lá que tenho que ir agora. Eu prometi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ei! Pera aí! Nós vamos para Passo Estreito. Tenho negócios a tratar com um certo sujeitinho lá. E vamos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Desculpe capitã. Não precisa me levar até lá. Só peço que me deixe em algum lugar onde encontre um guia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você pirou? Sabe o que te espera naquele lugar? — Lisandra negou. Não sabia, mas não iria desistir. — Pois vou lhe explicar. A Baía dos Gatunos é um lugar infestado por gente da pior espécie. Eles não tem piedade por nenhum ser vivo. Não respeitam seus familiares e até escravizam as mulheres que são diariamente violentadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Mais um motivo para eu ir até lá. — teimou Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Quem você pensa que é garota? Uma deusa? Eles não tem fé em nada. Rainha? Eles cospem em sua moeda todos os dias. Esses caras sugam sua energia, roubam seus pertences e até mesmo sua alma. Você será o prato do dia para aquela gente, isso sim. — desabafou Magar exasperada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra ouviu os argumentos de sua capitã e os entendia. Apenas seu coração se apertava ainda mais, pois sabia que as deixaria em breve. Fora muito gratificante ser a Encantadora de Mares do navio Ondinas. Quem diria que navegaria ao lado de piratas. O medalhão em seu peito parecia querer feri-la e a lembrança do homem que o confiara lhe pesava na alma e no coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Obrigada por tudo o que fez por mim capitã. Sei que minha presença culminou em algumas situações desagradáveis. Desculpe, não era minha intenção. — Lisandra curvou-se perante a capitã como se estivesse perante uma rainha e isso deixou Magar desconcertada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Foi uma honra ser aceita como Encantadora de Mares do Ondinas. Eu amo esse navio e o defenderia com minha própria vida, mas meu caminho ainda não terminou. Aprendi muito com todas e vou levá-las na lembrança por toda minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra endireitou o corpo e caminhou em direção as outras piratas. Fúria, a pirata que nutria sentimentos ruins pela garota, deu um passo a frente e encostou um facão serrilhado no peito de Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não estou nem aí pra essa conversa fiada. Estou sentindo cheiro de ouro. O que você pegou naquele cemitério sua ladrazinha. Vamos! Mostre o que está escondendo no meio das suas tetas malditas? — Fúria forçou o facão para baixo rasgando o corpete de Lisandra e deixando a mostra o medalhão dourado e o punhal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não! — gritou Lisandra aterrorizada. — Não toque nele!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grito de Lisandra chamou a atenção dos piratas do outro navio que já tinham voltado a seus afazeres. Alguma coisa lhes diziam que aquilo não acabaria bem. E não é todo dia que participavam de tantas emoções afinal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Afaste-se dela Fúria! — gritou a capitã desembainhando a espada da cintura e apontando-a para a companheira pirata. As outras, posicionadas atrás de Fúria estavam hipnotizadas pelo brilho que vinha do peito de Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ahahahahahaha! — Fúria gargalhou enlouquecida. — Vejam todas vocês. A gatuna fingida a santa é uma ladra da pior espécie. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fúria arrancou o medalhão com a ponta do facão e o girou mostrando-o para quem quisesse ver. Mas a pirata não se contentou apenas com o medalhão. Desde que o vira pela primeira vez quando Lisandra desviou o Ondinas de um rodamoinho que estralhaçaria o navio, ela cobiçou o punhal. Em um ato insano a pirata arrancou o punhal com a mão direita e triunfante mostrou a todos o objeto brilhante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra chorava apavorada, pois sabia o que viria a seguir. A felicidade de Fúria não durou nem dez segundos. Todos os piratas e sereias ficaram assombrados quando o punhal brilhou numa luz intensa cobrindo todo o corpo da pirata. Logo após tanto o punhal quanto o medalhão caíram ao chão. A luz brilhante dissolveu-se no ar fazendo Fúria desaparecer com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5448262993899017781?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5448262993899017781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5448262993899017781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5448262993899017781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5448262993899017781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2011/05/fada-e-o-nobre-pirata-xvii-o-medalhao.html' title='A Fada e o Nobre Pirata XVII - O Medalhão'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3s68o21vDlw/TdPylJvEamI/AAAAAAAACXc/2ErzY38O9so/s72-c/img.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-915550465598133927</id><published>2011-01-12T15:55:00.000-02:00</published><updated>2011-01-12T15:55:23.083-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Fada e o Nobre Pirata'/><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata XVI: Impasse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A brisa marinha carregava em suas dobras um odor nefasto, que se infiltrava nas frestas dos navios Ondinas e Tritão incomodando seus tripulantes. Lair estava de pé ao lado do capitão Bodardo que segurava seu chapéu de três pontas sobre o peito. A maioria dos piratas do Reino Lamonte teria ignorado o véu de fumaça que sondava o céu naquela noite sombria e teria virado seu navio para longe do cheiro da morte. A capitã Magar do navio Ondinas e o capitão Bodardo do navio Tritão não eram excessão, mas a atitude de uma menina fez com que os dois capitães rivais se "unissem" para ajudar as almas de seus compatriotas piratas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra remava o pequeno bote de madeira para o centro do cemitério flutuante. O que a garota pensava em fazer ninguém sabia. Tinha impedido Lair de auxiliá-la e fora contra as ordens de sua capitã. Lisandra tinha pouco tempo, mas sabia que alguém pedira-lhe socorro e ela precisava encontrá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto os piratas do Tritão quanto as sereias do Ondinas sentiam-se inquietos. Os navios e seus tripulantes foram dizimados. Não foi uma disputa leal. Os navios estavam tombados, com os mastros quebrados e as velas queimadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses navios eram tripulados por famílias rústicas que procuravam um meio de sobreviver a guerra e ao abandono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas águas que ladeavam o navio Tritão era possível ver pedaços de madeira podre, barris vazios e outras coisas boiando. Uma "sereia" deu um grito ao avistar uma cabeça boiando sem o corpo. O cabelo desgenhado ondulava sobre as ondas. Ao perceber que era de uma criança a pirata apoiou-se na amurada do Ondinas e vomitou tudo o que havia ingerido até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lair olhava consternado a menina remando solitária. Era como se estivesse preso a um sonho tenebroso. Queria acompanhá-la, mas seu olhar o impediu. Era um olhar resoluto, impregnado de coragem e comando. Sabia que já vira esse olhar antes, mas não conseguia lembrar de onde. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Capitão? Precisamos fazer alguma coisa. O que estamos esperando senhor? - perguntou Lair caminhando de um lado para outro impaciente. Ao ver a negação nos olhos de Bodardo ele xingou um palavrão e caminhou até a proa do navio para fazer a única coisa que lhe era permitido, acompanhar de longe a travessia de Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Ondinas a situação era insustentável. A capitã Magar tentara de todas as formas dissuadir Lisandra de descer no bote até as águas do Mar Impetuoso. Não havia mais nada para ver ali. - dissera a capitã. Lisandra não a ouvira e teimava em dizer que alguém a chamava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fobia, a pirata que contratara um ladrão para roubar a adaga mágica de Lisandra e acabou desaparecendo ao tocar a arma, também decidiu descer do Ondinas, mas foi impedida pela capitã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu a proibo de sair do navio, entendeu? - gritou Magar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Capitã seja razoável. Somos piratas ou um bando de maricas? - retrucou Fobia segurando o cabo da espada. Era uma pirata sanguinolenta. Nada temia e sonhava em enriquecer as custas de quem quer que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não há mais nada lá eu já disse. - Magar fuzilou-a com o olhar e sua mão arranhava o cabo da espada que usava no cinturão de couro de jacaré.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Talvez haja tesouros e bebidas. Você sabe o quão difícil é encontrar uma boa bebida por aqui sem ter que pagar por ela. - teimou a outra dando um passo a frente. Fobia tinha os olhos brilhantes de euforia, pensando no que poderia ganhar com os objetos valiosos que com certeza encontraria nos navios incendiados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você ou mais alguém (Magar olhou para as outras piratas) quiser roubar alguma coisa desses navios pode ir se despedindo do Ondinas. - as "sereias" baixaram o olhar anteriormente animado. - Estou sendo clara ou preciso lutar com vocês para entenderem? - perguntou a capitã voltando-se para encarar Fobia. - Pois bem. Vamos aguardar que Lisandra volte, caso contrário vamos embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém desejava abandonar o navio ou ser explusa dele. Isso significaria mais que a morte para a maioria delas. Primeiro porque não tinham para onde ir. O Ondinas era o único navio pirata que contratava mulheres para o trabalho árduo do mar. Segundo porque não queriam perder o pouco do respeito que conseguiram diante dos piratas do sexo oposto. E terceiro não tinham mais a quem recorrer, nem sabiam fazer outra coisa na vida. Eram mulheres independentes e queriam permanecer assim.Fobia percebeu que perdera a batalha quando viu as outras recuarem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No pequeno bote, Lisandra olhava para a noite negra e estremeceu quando ouviu o som daquela voz perturbadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por favor! Alguém está me ouvindo? Preciso de ajuda? Por favor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz estava ficando fraca e Lisandra temia chegar tarde para socorrê-lo. Tivera um vislumbre de uma mão magra e morena espremida por uma pilha de madeira quebrada. Seu peito estava apertado e Lisandra orava para que as fadas lhe dessem mais tempo. Forçou os magros braços a remarem com mais força e rapidez e poucos minutos depois estava amarrando com uma corda o pequeno bote a ponta da proa de um dos navios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-915550465598133927?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/915550465598133927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=915550465598133927&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/915550465598133927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/915550465598133927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2011/01/fada-e-o-nobre-pirata-xvi-impasse.html' title='A Fada e o Nobre Pirata XVI: Impasse'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5904327481348795900</id><published>2010-08-06T16:32:00.000-03:00</published><updated>2010-08-06T16:32:18.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Fada e o Nobre Pirata'/><title type='text'>A Fada o Nobre Pirata: XV - Sementes da Traição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os piratas estavam acostumados a lidar com a morte, seja em brigas, em jogos ou em lutas por tesouros ou em bombardeios entre outros navios piratas. Aquilo, no entanto, era diferente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os navios foram massacrados e incendiados por puro capricho. Os tripulantes não tiveram a mínima chance de lutar, pois eram na maioria velhos, mulheres e crianças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era difícil ver aqueles seres de olhos vítreos, que mais pareciam fantasmas. Eram pessoas simples que perderam suas terras e seus bens, restando-lhe apenas embarcar em navios de carga rumo à ilha dos refugiados. Lá os homens seriam empregados nas minas de carvão enquanto as mulheres e crianças trabalhariam na lavoura e na criação do gado. Um sonho acalentado no desespero de sobreviver numa terra distante lhes foi arrancado brutalmente sem um pingo de piedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma voz melodiosa espalhou-se tristemente pelo ar. Lisandra cantava em respeito aquelas pobres almas. Sabia o sofrimento que passaram, pois tivera uma visão do horror por qual passaram. Nesse momento ela sentia-se impotente. Não era fada nem humana, apenas um ser com sentimentos que transbordavam de sua alma escorrendo pela face clara como a lua nova, que hoje estava escondida por uma nuvem de fumaça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio foi geral. Mesmo quando o navio Tritão emparelhou-se com o Ondinas ninguém conseguia verbalizar o que sentia. Lair viu a menina que cantava e sentiu o peito apertar-se e um nó criou-se em sua garganta. Lisandra parecia um anjo negro que viera levar as almas para o sepulcro eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O canto teve seu fim. Lisandra estava esgotada, mas ainda não terminara sua missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Tenho que descer e chegar mais perto. — disse olhando para a capitã e apontando o indicador direito para o bote de madeira atrelado a amurada no navio, próximo a popa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não seja tola menina. Temos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandra interrompeu-a e encaminhou-se para as cordas que prendiam o bote. Começou a desatar os nós com dificuldade, mas não desistiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Por todos os reinos do inferno pense na loucura que está fazendo! — implorou Magda segurando o braço de Lisandra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não é loucura! Só vou atender a um último pedido e voltarei ao Ondinas. — disse Lisandra olhando para a mão que ainda apertava-lhe o braço. A capitã recuou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Se você quer assim, não a impedirei. — disse a capitã finalmente. Do outro navio ouve exclamações de recusa, mas quando o capitão Bodardo tentou se intrometer a capitã do Ondinas pediu silêncio e continuou a falar com Lisandra ignorando seus protestos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ficarei esperando durante trinta minutos, nenhum segundo a mais. Se você não tiver voltado dentro desse tempo, partiremos sozinhas. Essa é a lei e pretendo cumpri-la. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim a capitã ajudou-a a soltar o bote e Lisandra sentou-se. A uma ordem da capitã duas piratas ajudaram a descê-lo até a água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capitão Bodardo estava pasmo. Lair quis segui-la, mas se conteve quando Lisandra olhou para ele balançando a cabeça em negativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coragem daquela menina ou sua loucura fizeram com que muitos a admirassem ou a repudiassem como era o caso de Fobia. A sereia guardava mágoas profundas pelo fato de Lisandra haver cruzado seu caminho. Era ela quem deveria estar no bote. Era seu o direito de tomar a carga para si. Um dia ela teria seu próprio navio para comandar e faria o que bem quisesse. Quem sabe se não conseguisse convencer as outras a derrubar a capitã e tomar-lhe o Ondinas. Magda estava fraca e tomava decisões que as incomodava. Não seria a hora de formar uma rebelião no seu amado navio? — perguntava-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fobia planejava seu próximo passo. Não via o momento de se tornar a nova capitã. Nesse dia atiraria aquela fedelha e a capitã aos tubarões. Será um dia glorioso! — sonhava ela já tecendo as tramas de se apossar do Ondinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem a capitã nem Lisandra podiam imaginar o mal que estava sendo cultivado às suas costas. Nesse momento apenas um pensamento guiava Lisandra e foi com forte determinação que remou de encontro ao cemitério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5904327481348795900?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5904327481348795900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5904327481348795900&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5904327481348795900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5904327481348795900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2010/08/fada-o-nobre-pirata-xv-sementes-da.html' title='A Fada o Nobre Pirata: XV - Sementes da Traição'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-1391667780097024751</id><published>2010-04-23T22:00:00.000-03:00</published><updated>2010-04-23T22:00:20.181-03:00</updated><title type='text'>A fada e o  Nobre Pirata:  XIV - Cemitério Flutuante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A brisa marinha carregava consigo um odor nefasto, que se infiltrava nas frestas do navio Tritão e incomodava seus tripulantes. Os negros cabelos de Lair estavam amarrados por uma fita azul e nos seus olhos via-se confusão e surpresa. Ele estava de pé ao lado do capitão Bodardo e sua mão direita pousava sobre o cabo da espada. O capitão segurava seu chapéu de três pontas sobre o peito e sua expressão denunciava respeito e temor. Os piratas do Tritão estavam inquietos. Sentiam que estavam muito próximos de presenciar algo muito ruim e desejavam se distanciar ao máximo do que quer que fosse.&lt;br /&gt;Uma nuvem negra fazia espiral no ar e ao longe dava para ver sombras monstruosas. Um pirata fez o sinal da cruz de forma errada, mas com intenção de ser livrado do mal, outro caminhava para trás em direção ao porão. Um deles teve coragem suficiente para chegar até seu capitão.&lt;br /&gt;— Capitão não siga em frente! — pediu Caniço, que tinha esse apelido por causa de suas pernas finas.&lt;br /&gt;— Por favor, capitão! Vire o navio para bombordo e vamos sair daqui. — implorou Sem Dentes o contramestre tremendo.&lt;br /&gt;O capitão Bodardo também não queria participar daquilo e já ia girar o leme quando avistou outro navio à frente.&lt;br /&gt;— Ela não seria louca a ponto de levar o Ondinas para aquele lugar horrível! — espantou-se o capitão deixando Lair ainda mais confuso.&lt;br /&gt;— O que há de errado Capitão? — perguntou Lair assustado com os olhos arregalados de seu capitão.&lt;br /&gt;Bodardo piscou tentando manter o foco e girou o leme na direção do Ondinas. Os piratas não acreditaram no que viam. O capitão devia estar louco, pois os levava para dentro do cemitério flutuante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ondinas a capitã Magda e as suas sereias passavam pelo mesmo sentimento que transtornaram os piratas do Tritão. O que viram foram a carcaça de três navios incendiados. As velas rasgadas e queimadas, madeiras flutuando por todo lado e o pior de tudo, corpos boiando. &lt;br /&gt;Magda tentou de todas as formas dissuadir Lisandra de sua decisão de navegar para o centro da nuvem negra, que se dispersava para todos os lados, levada pela brisa marinha. &lt;br /&gt;— Não há nada que valha a pena naquele lugar. — dizia Magda. Seu olhar suplicante encontrou os de Lisandra resolutos. Sabia que era uma batalha perdida, mas tentava fazê-la entender seu ponto de vista.&lt;br /&gt;— Talvez haja tesouros e bebidas. — Fobia tinha os olhos brilhantes de euforia enquanto pensava no que poderia ganhar com objetos valiosos, que com certeza encontraria nos navios incendiados.&lt;br /&gt;— Não somos esse tipo de piratas que roubam desafortunados. — indignou-se a capitã.&lt;br /&gt;— Ora eles estão mortos mesmo! O que deixaram para trás é tesouro de ninguém, ou melhor, de quem pegar primeiro! — explicou Fobia desatando o nó de seu saco de farinha há muito vazio.&lt;br /&gt;— Não! Eu não permitirei! — berrou a capitã. — Se você ou mais alguém quiser roubar dessas pobres almas pode se despedir do Ondinas. &lt;br /&gt;Ninguém desejava abandonar o navio, muito menos nessas condições. Isso era pior que a morte para a maioria dos piratas. Nenhum tesouro do mundo valeria se fossem abandonadas a própria sorte naquele cemitério maldito. Fobia percebeu que perdera a batalha quando viu as outras recuarem.&lt;br /&gt;— Capitã! — chamou Lisandra de pé na popa do navio, os olhos fixos na devastação a sua frente. &lt;br /&gt;Magda caminhou até a garota e se assustou quando esta virou a cabeça para o seu lado. Os olhos estavam opacos e sem brilho. A íris estava dilatada e a pele parecia a de um fantasma.&lt;br /&gt;— O que foi Lisandra? — perguntou a capitã preocupada.&lt;br /&gt;— Preciso que todas fiquem em silêncio para que eu possa ouvi-lo.&lt;br /&gt;— Ouvir a quem? Não há mais ninguém lá. — explicou Magda à garota.&lt;br /&gt;— Estamos muito longe. Leve o navio até mais perto. Não haverá problemas. Isso eu posso garantir. — Lisandra pedira com tanto empenho que a capitã não pode negar-se a atendê-la.&lt;br /&gt;Foi esse o momento em que o Ondinas se aproximava do cemitério flutuante, que surpreendeu a todos os piratas dos dois navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-1391667780097024751?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/1391667780097024751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=1391667780097024751&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1391667780097024751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1391667780097024751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2010/04/fada-e-o-nobre-pirata-xiv-cemiterio.html' title='A fada e o  Nobre Pirata:  XIV - Cemitério Flutuante'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-104898632103226517</id><published>2010-03-28T20:37:00.000-03:00</published><updated>2010-03-28T20:37:24.876-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata: XIII - Garganta Explosiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra acordou assim que o Ondinas zarpou do cais de Sotavento. Mal amanhecera e a capitã comandava sua tripulação a altos berros. As "sereias" apelidaram sua capitã de "garganta explosiva". Em dias assim era preciso ser muito cuidadosa com as palavras e as ações. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra levantou-se de seu catre recolhendo as parcas e esfarrapadas roupas de cama e guardou-as no cesto de palha debaixo da escada. Um barulho em seu estômago lembrou-a que havia horas que não se alimentava. Não havia mais ninguém no porão do navio e a gritaria que vinha lá de cima feria-lhe os ouvidos. O que estava acontecendo? Lisandra respirou fundo e se agarrando a um frágil fio de coragem subiu a escada. Não havia tempestade, nem ataque de outros navios pelo que pode vizualizar, mas a capitã não parava de berrar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Suas sardinhas de uma figa! Por que demoram tanto a acatar minhas ordens? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Estamos nos esforçando ao máximo capitã! - falou Madruga forçando os braços para frente enquanto ajudava as outras a remar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Não dá pra fazer mais do que isso! - resmungou a "sereia" conhecida como Carranca.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Por que aquela fedelha ainda tá roncando? - cuspiu Fobia com as narinas dilatadas pelo esforço de puxar a corda da âncora. - Ela pensa que é uma princesa? Devia estar aqui fazendo seu trabalho. Maldita hora que aceitamos ela no meu barco? - resmungou.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Seu barco? - a capitã virou-se para Fobia com os olhos rispados em chama. - Eu ouvi direito? - berrou mais uma vez, fazendo com que as demais tripulantes tremessem de medo. - O Ondinas não é propriedade sua minha cara Fobia e se depender de mim, nunca será. Agora vamos parar com essa conversa mole e mãos à obra cambada de preguiçosas. - Magda gritou novamente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra ouvira tudo parada no topo da escada. Sabia que Fobia não gostava dela, mas odiá-la era algo difícil de entender. Soltando um suspiro profundo ela subiu ao convés e encaminhou-se para a proa, seu local de trabalho. Sua doce voz ecoou acima do barulho das ondas e da gritaria cada vez mais grotesca de sua capitã, acalmando os nervos abalados de todas as integrantes. Até mesmo Fobia se acalmou mesmo contragosto. A capitã voltou sua atenção ao leme e navegou em completo silêncio pelas duas horas seguintes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Houve uma pequena pausa para um rápido lanche composto por pão com carne de frango desfiada e uma caneca de rum. Uma iguaria que apenas Sotavento podia proporcionar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Estando alimentadas, todas as tripulantes deram o máximo de si em suas tarefas até o anoitecer. A próxima parada seria no continente do Santuário. Os piratas acreditavam em deuses responsáveis pela sobrevivência dos homens e recentemente, das mulheres no mar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Na pequeno território as piratas podiam fazer suas oferendas e se guarnecer de mais rum e trocar mercadorias e armamento com os caravaneiros. Lisandra foi até a capitã e respirou o ar devagar. Inspirando e expirando até sentir as narinas arderem. Magda reparou na mudança de comportamento da garota.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- O que foi? Há algo errado? - perguntou temerosa. Já se acostumara com aquele olhar perdido no horizonte. A menina sentira algo estranho. Podia até apostar. Só não podia adivinhar o que as aguardava.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-104898632103226517?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/104898632103226517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=104898632103226517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/104898632103226517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/104898632103226517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2010/03/fada-e-o-nobre-pirata-xiii-garganta.html' title='A Fada e o Nobre Pirata: XIII - Garganta Explosiva'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3912820599540134565</id><published>2010-03-05T16:45:00.002-03:00</published><updated>2010-03-05T16:45:44.383-03:00</updated><title type='text'>Inesperado Amor 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;IV - Colégio Victoria's Queen&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros raios de sol incidiram nos olhos de Renan que custou a abri-los. Seu desejo era permanecer embaixo do edredom até o meio-dia, mas seu outro eu, aquele que se recusa a esquecer os compromissos, empurrou-o para fora da cama. Um banho frio era o que precisava. - pensou ele, mas logo desistiu quando viu a chuva fina molhando a vidraça da janela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Droga! - reclamou chutando os próprios sapatos enquanto se dirigia ao banheiro contíguo ao seu quarto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema de aquecimento era à gás, diferente do elétrico que Renan e o pai usavam em seu apartamento em New York. No centro do banheiro uma grande banheira circular branca com pés de mármore negro parecia pedir que a usassem, mas Renan preferiu uma ducha. Aquela banheira lhe dava pensamentos inapropriados para o momento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminado o banho, escovou os dentes e penteou o fartos cabelos castanhos. Voltando ao quarto, pegou o uniforme do colégio, camisa de cambraia branca e calça de linho azul-marinho e blazer da mesma cor da calça. Renan não estava acostumado que cuidassem de suas coisas e lamentou quando pegou os sapatos de couro preto lustrosos. Ficariam enlameados antes de chegar ao colégio. Tanto trabalho desnecessário! - resmungou pegando a mochila e saindo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Renan trombou com Catherine na escada e quase caíram. Ela o fuzilou com o olhar e saiu pisando duro. Renan segurou-se como pode ao corrimão e massageou o ombro dolorido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Belo começo de dia! - falou ele para si mesmo enquanto caminhava até a sala de jantar para tomar seu desjejum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa estava posta com chá e biscoitos, torradas, ovos, suco de laranja, leite e diversos tipos de pães. Se não ingressasse logo em algum esporte no colégio, Renan perderia a boa forma em um mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus tios pareciam estar esperando sua chegada, pois nada parecia ter sido tocado. Um olhar para sua prima e Renan percebeu que ainda estava emburrada. Bem vou tentar evitar esbarrar nela novamente. - pensou ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia! - disse os tios em uníssono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Espero que tenha dormido bem. Fiquei preocupada que a mudança de ares o deixasse com insônia. - comentou sua tia Ruth.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dormi bem sim tia. Não precisa se preocupar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hoje é seu primeiro dia de aula no Colégio Victória's Queen. - comentou o tio. - É uma excelente instituição de ensino, a melhor da Inglaterra ouso dizer. Sei que vai gostar dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou gostar sim tio. Obrigado. - disse Renan depois de engolir sua torrada com geléia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E quanto a você Cath espero que não seja suspensa logo no primeiro dia. Tente ao menos esperar passar um mês. - disse tia Ruth a minha prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mãe! Pare de me humilhar na frente dos outros! não tenho culpa se aquela diretora olhuda não vai com a minha cara! - respondeu Catherine levantando-se. - Já está na hora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Renan também se levantou, despediu-se dos tios e seguiu a prima até os jardins onde, para sua surpresa, uma limousine os aguardava. Bem pelo menos não sujaria os sapatos. - pensou Renan, mas por outro lado teria que se sujeitar a sentar próximo à prima e ignorá-la por todo o trajeto até o colégio. Isso seria difícil, pois não podia deixar de admirá-la em seu uniforme de camisa branca, saia azul marinho pregueada até os joelhos, meias brancas e sapatos pretos. O uniforme dos alunos possuíam a mesma cor, mas não havia como negar que o feminino tinha seus atrativos. Catherine passou o tempo todo olhando para a janela. Renan estava tão próximo que se levantasse o braço poderia tocar seu cabelo. Madressilva. Era esse o perfume que exalava daqueles anéis cor de fogo. Renan resolveu fazer o mesmo que ela. Pela janela não dava para distinguir muita coisa, pois a chuva aumentara e só podia ver borrões cinza correndo rápido enquanto o veículo rodava pela estrada de terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O carro parou em frente ao que parecia ser uma estupenda mansão vitoriana. Tinha cinco andares e sua extensão era dez vezes maior do que a casa de seus tios. O telhado era vermelho, as janelas de vidro claro, as paredes brancas com archotes pendurados próximo às portas duplas de carvalho que abriam-se para dentro. Renan contou seis só na frente do colégio. Parecia um museu ou um castelo de contos de fadas. No lado leste, um pouco ao fundo dava pra distinguir a torre de uma igreja tão alta quanto o colégio. Se não estivesse chovendo tanto, Renan poderia ter se surpreendido ainda mais com os jardins à frente da construção. Só o lago já o deixou estupefato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Só pode ser alucinação. - murmurou ele sem se importar que Catherine o ouvisse. - Vou levar mais de uma semana pra conhecer só a metade desse lugar. Se meus amigos estivessem aqui. Putz! - exclamou enquanto saía do carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subiram as escadas correndo para não se molharem. Catherine não deu uma única palavra, nem Renan se dispôs a puxar assusto. Estava demais deslumbrado pra se acercar da presença da prima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O hall de entrada estava apinhado de alunos. A maioria reunidos em grupos de três a cinco membros riam e falavam alto. Uma escadaria no centro do salão levava aos outros andares. Renan reparou que havia três elevadores no lado esquerdo da entrada e havia uma fila de alunos para utilizá-los. O teto era pintado com afrescos de cavaleiros medievais em luta de lanças e espadas, trajando mantos vermelhos com dourado e deuses de feições austeras lançando magias. Renan ficou tonto. Quando olhou para baixo percebeu que o salão estava quase vazio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Droga! Tenho que correr! - exclamou para si mesmo enquanto procurava a secretaria para pegar seus horários de aula. Quase se perdeu no emaranhado de corredores, mas conseguiu encontrar seu destino depois de alguns minutos. Uma mulher morena e idosa, trajando um terno azul marinho com o símbolo do colégio estampado no lado esquerdo do blazer, duas espadas cruzadas sob um falcão negro o recebeu com um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você é novo aqui não? Terceira série? - ele confirmou. - Aqui está seu horário de aula. É melhor correr. O sinal já bateu. - a mulher parecia um robô e Renan sentiu-se incomodado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Obrigado. Quinto andar? Sala 52 B? - perguntou ele para ninguém. Correu para o hall onde ficavam os elevadores e entrou afobado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao se aproximar da sala de aula hesitou, pois já havia começado. Bateu à porta, pediu licença e entrou. Sentou na primeira carteira vazia que encontrou, atrás de uma menina loirinha e começou a prestar atenção ao que o professor estava dizendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As aulas transcorreram tranqüilas. Quando Renan pegou sua mochila e encaminhou-se para a saída, um tufão em forma de uma garota morena de lindos cabelos negros até a cintura, se chocou a ele espalhando cadernos e folhas pra todo lado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha o que você fez seu idiota! - gritou a garota tentando recolher seu material. Um grupo de meninos dava risadas e apontava para eles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Perdão. Pode deixar senhorita que eu recolho seu material. - desculpou-se Renan. Ao ouvir sua voz a garota levantou a cabeça e por um momento esqueceu-se de tudo a sua volta. Foi como se tivesse sido sugada para o fundo do mar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você está se sentindo bem? - perguntou Renan preocupado, pois a garota tinha ficado pálida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Si... sim. Ah... é... obrigada. - gaguejou ela quando Renan entregou-lhe a última folha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não tem o que agradecer. Fui um completo idiota. Para me redimir peço que aceite almoçar comigo. Tudo por minha conta. - convidou ele oferecendo-lhe seu mais cativante sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos fazer isso direito. - disse ela sorrindo de volta. - Muito prazer! Sou Eloise Dolman e aceito seu convite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Encantado. Sou Renan Gabriel Williams, seu servo milady. - informou ele pegando a mão de Eloise enquanto fazia uma pequena reverência. Isso causou mais uma crise de risos nos alunos que presenciavam a cena. Renan deu o braço a Eloise e caminharam até o restaurante da universidade. Catherine que vira e ouvira tudo do lado de dentro da sala, saiu pisando duro e fuzilando a todo e qualquer ser vivo que cruzasse seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que esse idiota pensa que está fazendo? - perguntou para si mesma. - E o que a minha melhor amiga viu nele afinal? Já sei. Vou vigiá-los de longe e ver onde meu "querido" primo pretende chegar com essa palhaçada. - resolveu ela enquanto seguia o casal que não parava de falar e rir um com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3912820599540134565?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3912820599540134565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3912820599540134565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3912820599540134565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3912820599540134565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2010/03/inesperado-amor-4.html' title='Inesperado Amor 4'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7109857836076737288</id><published>2010-01-06T20:43:00.000-02:00</published><updated>2010-01-06T20:43:07.536-02:00</updated><title type='text'>Inesperado Amor 3</title><content type='html'>III - O primeiro dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o choque do primeiro encontro com a família de seu tio, da reação desproposital de sua prima Catherine e do entusiasmo contagiante de sua tia Ruth, Renan sentia-se perdido. Não estava acostumado com tais demonstrações de sentimento. Seu pai era muito polido, tratava-o com carinho e respeito, mas nunca chegara ao extremo nas relações pai e filho. O ambiente ao qual agora vinha a conviver era completamente diferente do que vivera anteriormente. O quarto que lhe fora destinado era, sem exageros, muito aquém do que pudera imaginar. Amplo e bem iluminado, as paredes revestidas de papel azul claro, a mobília de carvalho estilo Luiz XIV, francês, com ornamentação extravagante, a cama de dossel com entalhes de anjos na cabeceira, tudo fazia-o crer que estava na época errada e no lugar errado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Renan foi até a janela e afastou as cortinas de tafetá branco. Ficou quase uma hora apreciando a paisagem e a mudança de tonalidade das folhas das árvores enquanto o sol mudava de posição em sua eterna vigilância das horas. Não entendia muito de mulheres. - pensou ele. Depois da morte da mãe, seu pai não quis se casar novamente e as garotas da escola lhe eram indiferentes. É claro que namorara uma ou outra menina, mas nunca entregou seu coração a nenhuma delas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma batida na porta freou seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Com licença Renan. - tio Vicente estava bem a vontade de terno bege e gravata cinza. - Sua tia pediu para avisá-lo que o almoço será servido no terraço, próximo aos jardins, daqui a cinco minutos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Obrigado. Não vou me demorar. Já guardei minhas coisas. - respondi querendo parecer educado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Espero que tenha gostado do quarto. Confesso que não tive nada a ver com a escolha. Tudo obra de sua tia. - o tio parecia estar se desculpando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É um ótimo quarto. - respondi. E como ele parecia não crer em minha resposta acrescentei que não poderia ter escolhido melhor lugar e a vista era maravilhosa. Meu tio sorriu e deixou-me só novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegara a hora de encarar sua nova família. Renan não via a hora de sair e conhecer a cidade. Poderia comer um hamburger e tomar um refrigerante numa lanchonete, mas teve que se sujeitar a primeira refeição com pessoas que nada tinham a ver com ele a não ser os laços familiares.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desceu as escadas sem pressa. Virou a esquerda, atravessando a sala até avistá-los numa pequena mesa retangular de madeira escura e toalha branca. Ao menos era ao ar livre e Renan poderia respirar mais aliviado. Os tios estavam sentados um em frente do outro e sua prima, de cabeça baixa, ficara com a cabeceira de costas para a casa, assim só restara a Renan ocupar a outra que dava para os jardins.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Espero não estar atrasado. - disse Renan ainda de pé ao lado da mesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Em absoluto. Vamos começar agora que chegou. - disse tia Ruth fazendo sinal para um casal de garçons que só agora Renan percebia estarem um de cada lado da porta do terraço. Ele engoliu em seco, pois não havia imaginado que seria assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pratos eram variados e muito saborosos. A conversa fluiu sobre seu pai, o início de seu ano letivo e seus gostos a respeito de livros e música. Os tios lhe davam o direito de ouvir o estilo de música que desejasse, desde que respeitado os horários em que eles estivessem em casa. Vez ou outra faziam uma pergunta a sua prima e ela apenas movia a cabeça ou se expressava com monossílabos quase inaudíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a conversa chegou ao ponto das relações entre sexos, resolvi mudar de assunto para algo menos constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os jardins são muito bonitos. É a senhora mesmo quem cuida deles?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Às vezes quando sinto vontade, mas temos um jardineiro que cuida de tudo. Mas obrigada pelo elogio. Adoro meu jardim. - complementou ela enquanto pedia que enchesse meu copo com mais suco de laranja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado alguns minutos o silêncio voltou a reinar na mesa. Quando levantei a mão para pegar um guardanapo senti como se vários espinhos penetrassem minha pele. Catherine tinha feito o mesmo e por um instante nossos dedos se tocaram. Eu recolhi a mão rapidamente, enquanto ela levantara de um salto e sem pedir licença correu para dentro de casa. Perdi completamente o apetite depois disso. Recusei a sobremesa alegando não haver espaço para ela e tive que ouvir as desculpas de meus tios a cerca do comportamento inapropriado de minha prima à mesa. Agradeci o almoço e disse que gostaria de conhecer a cidade. Meus tios queriam que eu fosse com o motorista, mas recusei veemente alegando que gostava de caminhar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi uma lista do material escolar que deveria encomendar numa livraria da cidade e me despedi deles com a promessa de que voltaria para o jantar. Nada mais me faria feliz do que juntar minhas coisas e fugir daquele lugar. Preferia mil vezes o alojamento masculino do colégio ou um hotel, mas meus tios ficariam horrorizados se eu mencionasse qualquer lugar que não fosse seu lar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade era pequena, mas abrangia tudo o que eu pensava encontrar. Resolvi me livrar do incômodo de comprar os livros escolares, deixando a lista numa livraria e pedindo que fosse entregue no Solar Mrs. Vitória, onde meus tios moravam. Comprei um refrigerante na lanchonete Oxford e como ela estava praticamente vazia resolvi dar uma volta pelos arredores. Os prédios de pedra cinza pareciam frios por fora, mas eram quentes e aconchegantes por dentro. Resolvi descobrir o que era a Gruta do Vale e me surpreendi com uma taverna estilo medieval. Sentei numa mesa de fundo. Dali pude ver todo o ambiente. As janelas possuíam vitrais coloridos, o chão era de cimento, as mesas e cadeiras eram de madeira rústica bem desgastadas. Lampiões à óleo pendiam em correntes do teto todo em pedra. O balcão era feito de barris e o apoio de carvalho. A música era tocada por um grupo bem animado no fundo da taverna, bem próximo onde estava sentado. Amei o lugar. Aquele seria meu refúgio. A maioria dos frequentadores eram rapazes que variavam entre quinze e quarenta anos pelo seu modo de vestir e falar. Algumas moças freqüentavam o local, mas estavam acompanhadas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Renan ficou horas bebendo e ouvindo canções irlandesas. Fez contato com os músicos e acabaram virando amigos. Dois dos violeiros estudavam na mesma escola que ele iria freqüentar e a conversa seguiu com os comentários dois três sobre aulas, professores e métodos de estudo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passara da hora de voltar para o Solar e Renan muito a contragosto despediu-se dos novos amigos e voltou para o novo round com sua família. Era de se esperar que sua prima não comparecesse ao jantar, mas para surpresa de Renan ela estava presente. Catherine irradia felicidade e beleza em seu vestido azul turquesa de corte reto até os joelhos. Cumprimentou Renan quando ele entrou na sala de jantar e chegou até a lhe perguntar se havia gostado da cidade. Um olhar para o seu tio fora o bastante para Renan entender que o tempo que ficara ausente, fora gasto com uma conversa franca com a enteada. Renan não sabia no que aquela falsa cortesia iria dar, mas não se preocupou com mais nada além da hora de ir para seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava demais cansado da viajem e do encontro com seus parentes para não dormir de imediato. Renan teve pesadelos envolvendo sua prima. Ela implorava que a salvasse de algo ou alguém que ele não conseguia identificar no sonho. O choro de Catherine acabou acordando-o e Renan percebeu que o sonho se fora, mas aqueles soluços eram reais. Jogou os lençóis de lado e saiu da cama. Ao abrir a porta pode ouvir murmúrios e gemidos vindo do quarto de sua prima. Foi até lá e testou a maçaneta da porta. Estava destrancada. Abriu-a com cuidado e caminhou lentamente até o leito de Catherine. Quando removeu o véu que o cobria assustou-se com a expressão de pavor no rosto de sua prima. Ela também estava tendo um pesadelo e parecia estar sofrendo muito. Seus braços estavam arranhados e os lençóis bem amassados se amontoavam aos pés da cama. Seu rosto estava banhado de suor e lágrimas escapuliam de seus olhos. Era uma cena muito chocante e Renan não teve outra escolha senão abraçá-la com força. Ela tentou se libertar socando-lhe o peito e se sacudindo, mas as palavras de conforto de Renan logo a acalmaram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Shii! Está tudo bem. Foi só um pesadelo. Calma! Calma! - murmurou Renan embalando-a como a uma criança apavorada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina silenciou aos poucos e voltou a dormir agarrada ao pescoço de Renan que só a largou quando percebeu que seu sono voltara ao normal. Deitou-a novamente e a cobriu. Teve vontade de tocar o rosto frágil, mas temeu acordá-la. Não querendo se demorar muito no quarto da prima Renan voltou ao seu próprio, mas não conseguiu pegar no sono pensando no que houvera há pouco. Era muito para um único dia e a saudade de seu pai e seu antigo lar doía-lhe no peito. Esperava apenas que o dia seguinte fosse mais tranqüilo. Sentia que alguma coisa estava errada, mas não sabia o que era. Achou melhor tentar voltar ao sono e deixar que o futuro lhe desse as respostas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7109857836076737288?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7109857836076737288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7109857836076737288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7109857836076737288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7109857836076737288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2010/01/inesperado-amor-3.html' title='Inesperado Amor 3'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7939647520181986041</id><published>2009-12-16T10:50:00.000-02:00</published><updated>2009-12-16T10:50:44.450-02:00</updated><title type='text'>Inesperado Amor 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;II - Os sentimentos de Katherine&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;As cortinas balançavam ao sabor da brisa de outono no quarto do sótão onde Katherine dormia um sono agitado. O pesadelo de todas as noites desde que viera com a mãe morar na casa Vitoriana estava deixando-a exausta. Ela tentava desesperadamente fugir de algo, mas sempre a alcançavam e a prendiam novamente. Katehrine acordou sobressaltada. Os olhos frios pousaram sem brilho nos móveis de cerejeira espalhados desordenadamente por seu quarto. Ela já os mudara de lugar vezes sem conta. Nunca se sentia satisfeita. Os hematomas nas pernas eram constantes agora, pois sempre trombava com os móveis no escuro. A cama de dossel alta coberta por uma cortina de filó rosa era a preferida por seus joelhos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Um pensamento a fez bufar de raiva. Hoje seria o maldito dia em que o tal sobrinho de seu padrasto iria chegar para morar com eles. Não o queria ali por um dia quanto mais por um ano inteirinho. Katherine desceu da cama e calçou as pantufas de ursinho. Eram ridículas com aquelas orelhas penduradas, mas esquentavam bem o pé.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Será que o desligado de seu padrasto não havia entendido que não queria dividir a família e a casa com um estranho? - Já não tinha deixado claro desde o dia em que o padrasto viera contar a novidade no café-da-manhã que não queria intrusos em sua vida? Ele é claro, a ignorou por completo dizendo que era seu dever habrigar o sobrinho enquanto o irmão viajava a trabalho. O que lhe dava mais raiva era ver que sua mãe concordara com tudo e estava muito entusiasmada com os preparativos para a chegada e estadia do moleque em nossa casa. - Katherine pegou um bibelô de louça com o formato de um anjo e o jogou na parede a sua frente com toda força. Ela não aceitou ajudar a mãe em nada. Sempre estava ocupada estudando ou saindo com os amigos. Se recusava terminantemente a compactuar com aquela loucura. E olha que ela tentou dissuadi-los. Fez até greve de fome, mas desistiu antes que ficasse fraca demais. Nada que fizesse ou dissesse fez com que mudassem de idéia. No final fingiu aceitar o intruso, mas não iria facilitar as coisas para ele. Não mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Katherine sentiu a presença do moleque antes mesmo que o carro passasse pelo portão. Era uma presença forte, ousada e uma fonte de problemas intermináveis. Caminhou até a janela e o acompanhou com o olhar até que ele percera sua presença. A atmosfera do ambiente modificara completamente. O ar parecia sólido e eletrizante. Ela se afastou da janela ao ouvir a mãe chamá-la. Resolveu se esmerar no vestuário. Não apareceria na frente do intruso com desleixo. Vestira um terno de seda rosa com camisa de cambraia branca com babados na gola e uma saia pregueada também rosa que ia até o início dos joelhos. Calçou seu mocassins de couro branco e cobriu as pernas com meias finas cor da pele. O cabelo vermelho caía em cachos pelos ombros. Ao descer a escada ao lado da mãe Katherine se enfureceu ao perceber o quanto a outra parecia estar feliz com a presença do estranho em sua sala de visitas. Isso fez aumentar ainda mais a sua raiva. Quando os olhos do moleque voltaram-se para ela, Katherine teve que se segurar no corrimão da escada para não cair. Uma leve tontura tomou conta dela que devolveu o olhar chispado de ódio para aquele garoto detestável. Seria inimiga dele. Isso estava bem claro em seu olhar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7939647520181986041?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7939647520181986041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7939647520181986041&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7939647520181986041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7939647520181986041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/12/inesperado-amor-2.html' title='Inesperado Amor 2'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6503974443144857449</id><published>2009-11-28T11:26:00.005-02:00</published><updated>2009-11-28T11:43:04.630-02:00</updated><title type='text'>Inesperado Amor 1</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;I - Mudanças&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;As malas estavam prontas, as passagens compradas, o apartamento alugado. Não havia argumento capaz de fazer o pai de Renan voltar atrás na sua determinação em se mudar para a Nova Zelândia. Ao conseguir a tão sonhada promoção em seu trabalho, Pablo, seu pai, iria gerenciar uma empresa de artigos esportivos na Austrália. Renan ia ficar com o tio em Londres. O problema é que Renan vira o tio pela última vez no enterro da mãe quando ele tinha apenas seis anos. Já se foram onze anos desde aquele dia de tristeza. Renan mal se lembrava dele e agora teria que morar em sua casa pelos próximos doze meses. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Seria um martírio. – pensou Renan. Morar numa casa estranha com pessoas praticamente desconhecidas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— Você ficará bem filho. – disse o pai abraçando-o.&lt;br /&gt;Pai e filho eram muito parecidos. Os dois eram morenos, possuíam cabelos negros e lisos cortados bem curtos. Malhavam na academia diariamente, corriam no parque e nadavam no clube aos fins de semana. Renan raramente ficava doente, pois além de fazer exercícios regulares, ainda mantinha uma alimentação saudável fonte de vitaminas e fibras.Um último adeus e Renan embarcou no avião que o levaria para sua nova vida. Ao chegar a Londres caminhou vagarosamente até o saguão do aeroporto. Teria passado pelo tio sem o reconhecer se ele não tivesse chamado seu nome. Renan esboçou um meio sorriso e apertou a mão estendida pelo tio. Vicente era tão alto quanto o pai de Renan, mas a semelhança não continua. Pablo tem trinta e dois anos e Vicente trinta e nove. O tio tinha cabelos louros e cacheados. Pablo herdou os olhos e o cabelo da mãe.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— Espero que tenha feito uma boa viagem. — disse o tio interrompendo as divagações do sobrinho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— Fiz sim. — respondeu Renan e acrescentou: — Obrigado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— Por que agradece? — perguntou o tio confuso.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— O senhor não precisava aceitar-me em sua casa. Eu poderia ficar numa pensão ou república estudantil. — Renan estranhou o sorriso largo do tio, não estava acostumado com isso. O pai quase não sorria e mesmo ele só o fazia em raras ocasiões.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;— Não se preocupe rapaz. Não será incômodo algum. Minha esposa Ruth e minha enteada Katherine vão adorar tê-lo em nossa casa. Venha! Elas estão nos esperando para o chá das cinco. Você deve estar azul de fome. — o tio parecia entusiasmado com sua presença e isso o deixou um pouco feliz.Renan quase não comera durante a viagem, mas não se achava preparado para sua primeira refeição com sua nova família.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Fazia frio e ele aconchegou-se mais ao casaco de veludo marrom que o pai lhe comprara no último inverno. Um leve formigamento em sua orelha esquerda estava deixando-o mais nervoso do que o normal. Toda vez que isso acontecia era sinal de que teria problemas pela frente. Por esse motivo não apreciou a vista da janela do carro do tio. Vicente por sua vez nem reparara na mudança de comportamento do sobrinho. Ele falava sem parar sobre o trânsito, a família e a escola onde Renan faria o último ano do Ensino Médio. Pensar em uma nova escola embrulhou o estômago de Renan e o fez suar frio. Infelizmente teria que enfrentar mais essa chateação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A casa em estilo vitoriano deixou-o com dificuldade de respirar. Nunca imaginara que o tio tivesse condições de morar numa mansão como aquela, mesmo sendo dono de uma das empresas de segurança mais respeitadas de Londres. O portão automático abriu e a primeira impressão de Renan foi a de que estava dentro de um filme medieval. Apenas as câmeras de segurança nas laterais do muro lhe pareceram reais. A fonte em forma de cisne e as estátuas de anjo eram ou pareciam ser de outro tempo. Pedras cinza adornavam as laterais das paredes brancas da casa. As janelas largas possuíam vidros escuros e lisos. Eram nove janelas ao todo. Cinco no andar superior e quatro no térreo. Bougainvilles Amarelos ladeavam a entrada da casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o tio colocava suas malas no chão e abria a porta, Renan sentiu os cabelos da nuca arrepiarem. Alguém estava olhando para ele atrás das cortinas da janela acima da entrada. Parecia ser o sótão. Não sabia explicar a sensação, mas alguma coisa lhe dizia que nem todos estavam felizes com sua presença. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seu novo lar era mais impressionante no interior. O piso de madeira corrida estava lustroso. Renan olhou para o teto e se surpreendeu com os afrescos florais. Teve a sensação de que voltara no passado. Nas paredes pintadas de azul claro pendiam tapeçarias com imagens de carruagens, palácios e crianças brincando no bosque. Os estofados brancos e a aparelhagem de TV e som modernos não conseguiam quebrar a elegância vitoriana do ambiente. Uma lareira de mármore negro ocupava toda a parede em frente a porta de entrada. Havia fotos com molduras douradas na prateleira. Renan caminhou até as janelas duplas de vidro escuro que iam do teto ao chão. Os jardins eram os mais belos que vira na vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um barulho o fez voltar e olhar para o topo da escada de mármore branco coberta por um tapete azul marinho. Duas figuras femininas desciam os degraus graciosamente. Sua tia Ruth era a elegância em pessoa em seu macacão de linho bege e seus olhos da cor do céu de um dia de verão. Ela irradiava tranqüilidade e beleza. Seus cabelos castanhos cortados à moda Chanel emolduravam o rosto oval. Assim que viu Renan ela veio lhe abraçar e por mais que ele se sentisse constrangido com a demonstração de afeto da tia, ficou também aliviado. Uma vez mais sentiu aquele arrepio na nuca e o formigamento na orelha esquerda estava ficando insuportável. Renan olhou para a enteada de seu tio e recebeu em troca um olhar frio como gelo e cinza como as nuvens numa tempestade. Teve certeza que era ela quem o estava espionando da janela por trás da cortina e isso fez com que trincasse os dentes de raiva. O que aquela fedelha de cabelos cor de fogo tinha contra ele? Nem se conheciam. De uma coisa tinha certeza nunca esqueceria aqueles cabelos e o olhar penetrante. Foi inimizade à primeira vista.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6503974443144857449?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6503974443144857449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6503974443144857449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6503974443144857449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6503974443144857449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/11/inesperado-amor-1.html' title='Inesperado Amor 1'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-1191081098976299003</id><published>2009-11-17T13:25:00.003-02:00</published><updated>2009-11-17T13:39:50.275-02:00</updated><title type='text'>Sobre o conto atual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;DAREI UMA PAUSA NO CONTO ATUAL, POIS ESTOU COLETANDO DADOS PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;VOU PUBLICAR NO CAMINHO DOS CONTOS PELA PRIMEIRA VEZ UM CONTO DE AMOR E SUSPENSE. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;FAREMOS UMA VIAGEM PELO INTERIOR DA INGLATERRA, NO SÉCULO ATUAL. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O CONTO MOSTRA O ENVOLVIMENTO CONTURBADO DE DOIS ADOLESCENTES NO ÚLTIMO ANO DO ENSINO MÉDIO. SUAS EMOÇÕES CONFLITANTES, SEUS PRINCÍPIOS, SEUS SONHOS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;UMA SOMBRA PAIRA NO ENVOLVIMENTO DO CASAL PRINCIPAL: CATHERINE E RENAN.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;OS DOIS TERÃO QUE SER FORTES E DETERMINADOS PARA ALCANÇAREM O VERDADEIRO AMOR.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;NÃO PERCAM O PRIMEIRO CAPÍTULO DE: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;INESPERADO AMOR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Beijos doces a todos e sejam sempre bem-vindos ao Caminho dos Contos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-1191081098976299003?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/1191081098976299003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=1191081098976299003&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1191081098976299003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1191081098976299003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/11/sobre-o-conto-atual.html' title='Sobre o conto atual'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-990904326953343953</id><published>2009-08-28T16:21:00.003-03:00</published><updated>2009-08-28T16:41:00.653-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata: XII - O Rapaz da Pólvora</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SpgxUoeZTBI/AAAAAAAAA8s/u02RlMciD7U/s1600-h/barrel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375100385798736914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SpgxUoeZTBI/AAAAAAAAA8s/u02RlMciD7U/s400/barrel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (Caso saiba a autoria da imagem favor informar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os vestígios da noite se esvaíam no céu quando Lair se aproximou do grupo de homens que voltava a seus navios. As horas que passara na taverna Caneco de Ouro foram essenciais para obter as informações que precisava. Nunca estivera tão perto dos temidos piratas que povoavam sua infância e juventude. Agora ele seria um deles e obteria a confissão do mandante do massacre ao vilarejo levando-o preso. Poderia durar uma semana, um mês ou sabe-se lá quanto tempo, mas encontraria os culpados. Lair não tinha certeza sobre o porquê de começar sua busca se tornando um pirata, mas seu último sonho quando estava deitado na árvore das dríades mostrava-lhe esse caminho como o certo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma comoção se concentrava à frente do navio conhecido como Tritão - o Navio Negro. Lair resolveu se aproximar e descobrir o que estava acontecendo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Chee...ga! Basta! - gritou um homem de pele bronzeada, cabelos fartos encaracolados e músculos bem torneados. - Não vou suportar esse tipo de insinuação no meio de minha tripulação. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mas capitão... - um marujo tentou manter a desordem. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Se você não estiver satisfeito com o meu comando não precisa embarcar. As ordens foram claras. Se o sr. Raposo não aparecer até a hora de partirmos ele ficará para trás. Agora deixem de moleza e voltem as suas tarefas. - gritou o capitão Bodardo aos tripulantes de seu navio. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Essa foi a deixa para que Lair se apresentasse ao capitão. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Com licença senhor. - Lair quase se encolheu com o ríspido olhar do capitão, mas se conteve a tempo. Não queria demonstrar constrangimento. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Fala logo o que quer. Não tenho tempo para bater papo. - resmungou o capitão enquanto limpava a própria espada com um pano de cor indefinida. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem. Fui informado que o senhor está precisando de um empregado em seu navio. Venho oferecer meus serviços. - disse Lair mantendo o olhar firme. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bodardo olhou para o garoto à sua frente. Realmente precisava de alguém, já que o incompetente do Raposo nem se deu ao trabalho de informar seu abandono do cargo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Preciso de alguém com coragem suficiente para limpar e carregar as armas de meu navio. Essa é a função do Rapaz da Pólvora. - informou o capitão Bodardo olhando descrente para Lair e depois surpreso ao ver o rapaz aceitar de bom grado o perigoso cargo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Quero que saiba que nem todos sobrevivem muito tempo a esse serviço. - o capitão Bodardo ainda tentou desestimulá-lo. Não porque não precisasse de um substituto, mas porque o rapaz parecia tão fraco que não duraria nem um mês em seu navio. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Já fazia três meses que Lair se tornara pirata do navio Tritão. Houve algumas batalhas e ele pode mostrar sua competência, fazendo com que seus companheiros e até o capitão o tratassem como um igual. Nesse meio tempo, Lair veio a ser promovido a Homem de Armas. Mais de uma vez mostrou-se um excelente esgrimista e sua pontaria com armas de fogo era quase sempre no alvo. Isso causou uma certa estranheza ao capitão do Tritão, pois sabia que para atingir essa técnica avançada de tiro Lair precisaria de anos de treinamento. Certo dia enquanto seus homens jogavam baralho no porão do navio, o capitão chamou Lair até o convés e fez-lhe algumas perguntas. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Fico contente em ver que seu esforço tem nos garantido nossa vitória em várias batalhas. Agradeço o dia que o conheci, pois hoje somos amigos. No entanto parece que sei tão pouco a seu respeito que poderia achar que você não é tão inexperiente quanto tenta parecer. - comentou o capitão debruçado na amurada de seu navio os olhos fixos em Lair. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lair sabia que não podia revelar sua identidade, senão seu plano iria por água abaixo. Achou que não faria mal se contasse apenas alguma coisa de seu passado. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Houve um tempo em que eu ingressei na Guarda-Real e lá aprendi tudo o que sei agora, mas por motivos pessoais abandonei minha função e o exército. Vaguei por aí até que vim parar na ilha de Sotavento. Esse é o resumo de minha vida. - respondeu Lair esperando que o capitão engolisse mais essa e parasse de importuná-lo. Fizera amizade com o homem, mas sabia que não podia confiar cegamente em ninguém. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Entendo. - disse o capitão voltando-se para o porão. - Não tenho mais perguntas. Vamos quebrar a banca daqueles beberrões e fazê-los beijar nossas botas. - ria-se Bodardo enquanto descia as escadas. Lair ainda ficou no convés por alguns minutos e depois juntou-se a tripulação do Tritão. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-990904326953343953?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/990904326953343953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=990904326953343953&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/990904326953343953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/990904326953343953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/08/fada-e-o-nobre-pirata-xii-o-rapaz-da.html' title='A Fada e o Nobre Pirata: XII - O Rapaz da Pólvora'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SpgxUoeZTBI/AAAAAAAAA8s/u02RlMciD7U/s72-c/barrel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-292950482338712008</id><published>2009-08-02T21:03:00.004-03:00</published><updated>2009-08-16T20:25:37.419-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata XI - O diamante do punhal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SnYujo7GmeI/AAAAAAAAA8U/X5slGt9LzTs/s1600-h/adaga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365527195874138594" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 300px; height: 225px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SnYujo7GmeI/AAAAAAAAA8U/X5slGt9LzTs/s400/adaga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Imagem do google&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lisandra caminhava pelas ruas de Sotavento sem destino. Já era de madrugada e as ruas começavam a se esvaziar. A lua e a parca luz que vinha das casas iluminavam os seus passos. Ainda bem que usava o conjunto de viajem, caso contrário não aguentaria o frio que teimava desmanchar sua trança e fazer riscos em sua face. Lisandra queria apenas um lugar respeitável para passar a noite, mas sua busca estava sendo em vão. Olhou para os navios ancorados no cais e um calafrio se aventurou por sua espinha quando avistou o Tritão, o navio de seus sonhos. Parecia um gigante do mar, daqueles que povoavam suas histórias de infância em volta da fogueira. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Seus pensamentos foram cortados pelo som de passos apressados atrás de si. Lisandra assustou-se e tentou correr, mas não conseguiu um lugar propício para se esconder. Olhou novamente para o Tritão e foi em direção a ele. Agora já dava para ouvir a respiração rápida e os passos cada vez mais perto. Quando tentava subir pela escada de cordas do navio, braços fortes a seguraram pela cintura e a jogaram no chão. Lisandra lutou desesperadamente com o homem que tentava arrancar-lhe o casaco. O cheiro forte de bebida estava deixando-a tonta e o brilho selvagem daqueles olhos negros a amedrontaram. Ela tentou gritar, mas uma mão sebosa tapou-lhe a boca enquanto a outra se infiltrava grotescamente em seu corpete. Um grito de triunfo saiu dos lábios de seu agressor.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Enfim ele é meu! - gritou o homem ao segurar o punhal que Lisandra carregava junto consigo.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Por favor largue-o! - implorou Lisandra em desespero.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Fobia tava certa. Essa arma é uma beleza. Vou ficar com ela para mim. Só para...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não terminou de completar a frase, pois um raio de luz ofuscante saiu do punhal e envolveu o homem. Logo após o punhal caiu no chão com um baque surdo no lugar onde antes ele o segurava. Lisandra estava sozinha novamente. Olhou para os lados e não viu testemunhas do fenômeno que acontecera a sua frente. Arastando-se no chão arenoso pegou o punhal e guardou-o em seu corpete. Não poderia contar aquilo para ninguém, mas precisava obter explicações urgentes de sua avó, a rainha fada da floresta das brumas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lisandra se levantou e passou as mãos nas roupas e nos cabelos limpando-os e tentando parecer o mais apresentável o possível para que ninguém desconfiasse e fizesse perguntas. Ainda olhando para os lados, suspirou e apressou o passo até alcançar o Ondinas. Por algum motivo sentia-se protegida no navio e pensando bem aquele era um bom lugar para passar a noite. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lisandra caminhou até a proa do navio onde os raios da lua incidiam volumosos. Tirou o punhal do corpete e o elevou na direção de seus olhos, fechando-os e mentalizando a figura de sua avó.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Mãe das florestas, rainha das fadas, vinde a mim sua neta e seguidora. Meu coração está aflito. Venha! Preciso de seu conselho. - murmurou ela enquanto o punhal brilhava em suas mãos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Lisandra estou aqui. O que a preocupa? - disse a rainha fada em pensamento. Sua voz demonstrava preocupação e cansaço.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Descupe interromper seu descanso. Não queria incomodá-la.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Não é incômodo algum. Diga-me o que houve?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- O punhal foi tocado. Tentaram tirá-lo de mim, mas depois ele brilhou fortemente e o homem desapareceu. O que fiz minha senhora? Para onde ele foi? - Lisandra ofegava enquanto falava.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Você não fez nada de errado minha neta. Não se preocupe tanto. Como eu havia dito quando lhe dei o punhal sagrado, ninguém poderá tocá-lo a não ser você e a pessoa escolhida para empunhá-lo. Se alguém indigno o fizer uma pedra irá desaparecer do punhal e levará consigo o ser que o profanou. - respondeu sua avó. A voz doce e tranquila dela acalmou Lisandra fazendo-a relaxar a pressão que fazia com os dedos no punhal.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Para onde a pedra o levou? Ele está morto? - esse era o maior medo de Lisandra.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Nem morto nem vivo creio eu, apenas preso na espiral do tempo em outra dimensão até que aprenda com os erros do passado e deles se arrependa. Quando isso acontecer ele poderá viver uma vida normal. - disse a avó, sua voz cativante encheu de esperanças o coração aflito de Lisandra.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Agradeço por ter atendido meu pedido e tentarei estar mais atenta para que isso não volte a acontecer. - disse Lisandra abrindo os olhos. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Adeus rainha das fadas. Que nossos corações estejam sempre unidos e que seus desígnios sejam firmemente honrados.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;- Ouça seu coração minha neta. Ele lhe mostrará o melhor caminho a ser seguido. Você é forte e possui a coragem de seus antepassados. Sei que não vai desistir. Até breve.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O punhal voltou ao normal, apenas por um detalhe o diamante que adornava o cabo havia sumido e em seu lugar ficara um espaço vazio. Lisandra o guardou em seu corpete e desceu para o compartimento onde as "sereias" dormitavam enquanto estavam em alto mar. Não havia ninguém, mesmo assim Lisandra encolheu-se em seu catre segurando o cabo da espada. O cansaço e os acontecimentos daquele dia a fizeram dormir de imediato. Lá fora uma estrela brilhou intensamente e depois caiu na direção oeste de Sotavento. Um pedido foi feito por alguém que iria conhecê-la em breve.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-292950482338712008?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/292950482338712008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=292950482338712008&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/292950482338712008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/292950482338712008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/08/fada-e-o-nobre-pirata-xi-o-diamante-do.html' title='A Fada e o Nobre Pirata XI - O diamante do punhal'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SnYujo7GmeI/AAAAAAAAA8U/X5slGt9LzTs/s72-c/adaga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6676925786453298206</id><published>2009-07-20T11:47:00.003-03:00</published><updated>2009-07-20T12:19:41.218-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata X: A primeira aventura de Lair no mar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SmSIxxCu86I/AAAAAAAAA70/EggA45f8gBg/s1600-h/ft_talilan_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 384px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SmSIxxCu86I/AAAAAAAAA70/EggA45f8gBg/s400/ft_talilan_2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360559845037503394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Imagem do goog&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;le&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre; -webkit-border-horizontal-spacing: 20px; -webkit-border-vertical-spacing: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; line-height: 22px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O mar e seus mistérios desconhecidos sempre provocaram imenso fascínio em Lair. O som das ondas chocando-se com os rochedos próximos à praia de areias brancas e macias, as gaivotas mergulhando a captura de peixes que servirão de alimento a seus filhotes, os navios singrando águas profundas, formando espumas em volta do casco e as bandeiras coloridas balançando ao sabor do vento, tudo o fascinava. Não havia dúvida que adoriaria fazer parte de toda essa maravilha, muito melhor do que viver enfurnado dentro de um castelo abafado e sendo bajulado por homens sem caráter. No entorno da praia de São Miguel havia uma vila de pescadores. As casinhas de madeira e telhado de sapê não lhes davam muita proteção, mas como não podiam pagar os altos impostos cobrados pela coroa, não havia outra alternativa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre; -webkit-border-horizontal-spacing: 20px; -webkit-border-vertical-spacing: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; line-height: 22px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Lair avistou uma pequena embarcação atracada na praia e caminhou até ela. Algumas pessoas passaram por ele e o cumprimentaram sem no entanto o reconhecer. Na verdade ninguém poderia dizer que aquele rapaz barbudo, de cabelos compridos e desgrenhados, vestindo roupas sujas era o príncipe de Lamonte. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre; -webkit-border-horizontal-spacing: 20px; -webkit-border-vertical-spacing: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; white-space: pre-wrap; line-height: 22px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Com licença senhor. Estou procurando trabalho e gostaria de saber se posso ir com o senhor na próxima viajem.  - Sinto muito rapaz, mas não tenho lugar para mais um em meu barco. - disse o velho pescador enquanto terminava de enrolar a rede de pesca e colocá-la dentro do barco. - Não poderia ao menos me deixar em outra praia? Olha, posso pagar pela viajem. - Lair se agaichou e tirou de dentro de sua bota surrada um saquinho de tecido com algumas moedas. O velho pescador olhou intrigado para ele. - Bem talvez haja um jeito, mas vai ficar meio apertado. O meu compadre Dionízio tem um barco e faz entregas para um navio mercante. Talvez ele tenha algum serviço pro rapaz. São duas pratas. - informou o velho que se apresentou como Ademir. Lair não pestanejou e pagou ao homem pela viajem. Não tinha certeza porque agia dessa forma, mas alguma coisa lhe dizia que encontraria as respostas as suas dúvidas no mar. O barco pesqueiro era realmente pequeno. Tinha apenas uma vela e um par de remos. Não havia cabine, apenas a madeira do próprio barco servia de assento para Lair, o pescador e seus dois filhos Durval e Bené. Os rapazes cuidavam do movimento do barco, enquanto o velho Ademir guiava-os na direção programada com uma pequena bússola e um astrolábio muito velho. A viajem durou cerca de cinco horas segundo a posição do sol. No decorrer desse tempo Lair ouvia as façanhas empreendidas por aquele trio de pescadores. Num determinado momento teve que apartar a briga dos rapazes, pois não conseguiam decidir quem havia pescado o maior peixe de sua vida.  - Veja meu rapaz. - o velho Ademir lhe mostrava alguma coisa no horizonte. Era um barco bem maior do que o que Lair estava. Era pintado de vermelho, com velas brancas e tinha muitas caixas empilhadas no seu interior. - Acho que temos sorte. Aquele que vem lá é meu compadre Dionízio.  Lair levantou-se segurando na amurada do barco. Não demorou muito para que a outra embarcação emparelhasse com o barco pesqueiro. - Que o mar o traga e o leve de volta meu compadre. - disse o velho Ademir à guisa de cumprimento. - O mesmo pra você meu compadre. Hoje parece que a pescaria vai ser boa. Tem muita gente indo lá pras bandas da Meia Lua. Dizem que tá chovendo peixe por lá. - informou Dionízio. Aparentava ter uns cinquenta verões, mas com o físico de um gigante do mar. - Cumpadre esse jovem aqui tá precisando de serviço. Você não teria algo para ele? - o velho Ademir bateu no ombro de Lair amigavelmente. - Hum! Acho que posso levá-lo, mas apenas por hoje. Tenho um carregamento para a ilha de Sotavento à noite, após vou partir em uma longa viagem para Água Funda. - informou Dionízio alisando a trança em seu cavanhaque. - Você me parece um guerreiro da terra, mas será que tem peito pra ser pajem do mar? - perguntou ele troçando de Lair. - Sei do que sou capaz senhor e prometo que não vai se arrepender. - respondeu Lair estufando o peito como a se valorizar melhor perante seu novo patrão. - Agradeço a ajuda senhor Ademir e desejo uma boa pescaria. Lair pulou para o outro barco e foi guiado por Dionízio que o apresentou aos outros dez tripulantes. Lair nunca tinha carregado uma caixa tão pesada em toda sua vida e aquela parecia pesar toneladas. Não lhe foi explicado o que havia dentro delas, apenas que deveria carregá-las até a praia de Sotavento e depois receber o pagamento pelo serviço. Já fazia uma hora que estavam atracados no cais dessa ilha e ainda não haviam descarregado todas as caixas. Além do peso dificultar o trajeto até à praia, ainda havia a questão da fraca iluminação dos lampiões e da frágil rampa de madeira afixada no barco. Quando terminou o serviço, Dionízio pagou o combinado e despediu-se. Antes sugeriu que tomasse cuidado, pois Sotavento habrigava a maioria dos piratas mais temidos de todo o mar conhecido. Lair agradeceu e caminhou pelas ruas como se fizesse parte daquele lugar. Misturou-se aos beberrões que cantavam a altos brados na rua e foi levado por eles para uma taverna muito bem frequentada, a Caneco de Ouro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 22px; white-space: pre-wrap; -webkit-border-horizontal-spacing: 20px; -webkit-border-vertical-spacing: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6676925786453298206?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6676925786453298206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6676925786453298206&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6676925786453298206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6676925786453298206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/07/fada-e-o-nobre-pirata-x-primeira.html' title='A Fada e o Nobre Pirata X: A primeira aventura de Lair no mar'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SmSIxxCu86I/AAAAAAAAA70/EggA45f8gBg/s72-c/ft_talilan_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5247783443951810962</id><published>2009-07-10T17:02:00.003-03:00</published><updated>2009-07-10T17:11:31.292-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata IX: Sotavento e a Caneco de Ouro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SlefyXn1zaI/AAAAAAAAA7k/jZQXQmuQDS0/s1600-h/img.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356925969463889314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SlefyXn1zaI/AAAAAAAAA7k/jZQXQmuQDS0/s400/img.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando o Ondinas atracou no cais de Sotavento, Lisandra tinha um brilho nos olhos. Era aquele tipo de brilho de uma criança feliz com seus brinquedos novos ou da fascinação ao ouvir uma boa história. Navios, dezenas deles, todos piratas até onde a vista alcançava, estavam emparelhados no cais do porto. Um arrepio correu por sua espinha e seu olhar encontrou o mais belo navio que já vira na vida. Nem os navios do rei eram tão imponentes quanto aquele. Lisandra havia sonhado com ele enquanto estivera desacordada. Não sabia dizer se era negro ou apenas escuro, mas que era lustroso e emanava virilidade em todo seu casco. Piscou os olhos quando a capitã Magar passou na sua frente bufando e resmungando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lindo navio não é? - perguntou Fobia tão próxima que Lisandra deu um pulo assustada. - A capitã não está muito satisfeita e o capitão daquele navio é o culpado. Não sei se você sabe, mas eles são inimigos declarados além de amantes, em segredo é claro. - disse a outra sussurrando antes de pular do navio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisandra não entendia como uma pessoa podia odiar e amar ao mesmo tempo, mas não era problema dela o que havia entre sua capitã e o comandante do Tritão, o navio que tanto a fascinava. Resolveu descer pela escada de corda que saía do navio e correu para junto das demais tripulantes do Ondinas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um novo arrepio atingiu Lisandra. Sotavendo iria lhe proporcionar mais do que diversão. Uma salva de palmas e assovios abriram espaço para elas passarem. As outras nem ligavam para os elogios sórdidos e os olhares de cobiça dos homens a volta delas. Lisandra era a única que se importava. Não precisava ter experiência de vida para saber o que se passava por aquelas mentes de porão de navio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisandra deu um grito e sacou sua espada quando um velho desdentado e barbudo deu-lhe um tapa nas nádegas. O velho caiu ao chão enquanto os outros homens gargalhavam e batiam palmas. Lisandra tratou de apertar o passo antes que se perdesse das demais. Estaria segura com elas. Ao menos enquanto estivesse ao lado de sua capitã. - pensou ela estremecendo ao sentir o olhar de Fobia em seu busto. A pirata cobiçava seu punhal e Lisandra temia o que podia acontecer caso a outra tentasse lhe tomar a arma mágica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As ruas de Sotavento eram estreitas e mal iluminadas, tornando-se o ambiente perfeito para os piratas concretizarem suas atividades escusas. O ar ressendia a cheiro de peixe, bebida e gente. Lisandra absorvia tudo com um misto de fascínio e temor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma janela abriu-se acima de sua cabeça e ela teve que se abaixar para não ser atingida pela madeira. Um caneco de barro vindo lá de dentro, partiu-se a seus pés. Contornando a taverna ela conseguiu encontrar a entrada. A frente era toda de pedra negra e madeira já gasta. Numa placa de ferro, enferrujado pela maresia, estava pintado um caneco transbordando de cerveja. Era a Caneco de Ouro. A taverna mais movimentada de Sotavento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As portas de vai-vem rangeram quando Lisandra passou por elas. Engolindo em seco, tomou coragem e caminhou procurando pela capitã.  O dono da taverna, um senhor de meia idade, com uma pança avantajada e um bigode tipo espanador correu para atendê-la. Tinha um sorriso franco e falhado na frente, voz fina, careca engordurada e olhos miúdos, mas atentos. Lisandra gostou dele só de olhar, no entanto manteve-se um pouco afastada com medo que ele a abraçasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bem vinda ao meu humilde estabelecimento. Pode me chamar de Lion. A senhorita parece-me cansada. Venha! Venha! Tenho o tônico certo para ajudá-la a repor as energias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisandra não conseguiu se desvencilhar do taverneiro, pois o homem pegou seu braço e praticamente a arrastou até o balcão. Mal sentou no caixote de madeira um caneco contendo um líquido branco, fumegante, foi depositado à sua frente. Ela ficou com receio de beber o negócio, mas o taverneiro a incentivava e só sentiu-se satisfeito quando ela levou o caneco aos lábios. Não era nenhuma bebida forte e amarga, era apenas leite quente adoçado com mel e temperado com canela. O sorriso sincero dela deixou o taverneiro feliz. Para alívio de Lisandra ele foi atender os novos fregueses. Isso deu-lhe tempo para avaliar o lugar e tentar localizar sua capitã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como Lisandra nunca freqüentara uma taverna na vida, ainda mais pirata, sua primeira impressão foi de choque. As mesas estavam apinhadas de homens bebendo e rindo de qualquer coisa. Um palco de madeira com cortinas vermelhas abrigava os músicos enquanto cinco mulheres dançavam fazendo a alegria dos fregueses. Rapidamente ela desviou o olhar, pois as garotas usavam roupas mínimas que a deixaram com vergonha. Lamparinas à óleo animal iluminavam o ambiente que cheirava a tabaco e cerveja. Era difícil caminhar por entre as mesas e se esquivar das mãos pegajosas de seus ocupantes. Não conseguiu encontrar Magar em lugar algum, mas viu de relance algumas das outras piratas bebendo junto aos homens. Fobia estava sentada no colo de um deles rindo de alguma piada que o homem lhe contara ao ouvido. Uma escada próxima ao balcão levava ao segundo andar onde Lisandra soube serem os quartos. Talvez a capitã fora descansar da viajem ou talvez, bem isso não era da sua conta. Precisava sair daquele ambiente ou sufocaria. Não passaria a noite em uma espelunca como aquela. Haveria de encontrar um lugar mais honrado e limpo para se refazer da viajem. Enquanto caminhava para a saída da taverna não percebeu um par de olhos negros a seguindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5247783443951810962?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5247783443951810962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5247783443951810962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5247783443951810962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5247783443951810962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/07/fada-e-o-nobre-pirata-ix-sotavento-e.html' title='A Fada e o Nobre Pirata IX: Sotavento e a Caneco de Ouro'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SlefyXn1zaI/AAAAAAAAA7k/jZQXQmuQDS0/s72-c/img.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6034799980902733664</id><published>2009-06-26T13:02:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T13:07:51.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata VIII: Dríades</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SkTx2GcgTPI/AAAAAAAAA7E/urLiUyYSmo0/s1600-h/dr%C3%ADades.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 337px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SkTx2GcgTPI/AAAAAAAAA7E/urLiUyYSmo0/s400/dr%C3%ADades.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351668168968391922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 22px; white-space: pre-wrap; -webkit-border-horizontal-spacing: 20px; -webkit-border-vertical-spacing: 20px;"&gt;&lt;b&gt;Sons de lâmina contra lâmina ecoaram para dentro da floresta. Lair estava exausto e ferido pelas adagas de seu inimigo. Os outros aguardavam sua vez de se divertir com sua presa. Tratavam Lair como um brinquedo, jogando-o de um lado para outro e de vez em quando davam-lhes chutes e socos por pura diversão. Lair estava com o rosto inchado e roxo. Seus lábios estavam partidos e faltavam algumas mechas de cabelo em sua cabeça.  Quando pensou que não fosse mais resistir ele caiu de joelhos. A orda de assassinos fechou-se em círculo a sua volta. Em cada olhar o ódio se alimentava a ponto de ficar forte o suficiente para tirar-lhe a vida. Foi seu ato de desespero em fincar sua espada nos pés de um dos grandões que fez com que a floresta sibilasse agudamente em aprovação.  Os espíritos da floresta não gostavam de serem perturbados, mas também não gostavam de covardia. Estavam esperando o momento oportuno para se apresentarem. Não da forma cordial dos cavaleiros, mas de forma a amedontrar quem os importunava. Lair ouviu o vento mudar de direção e o som agudo feriu seus ouvidos. O mesmo acontecia aos outros, mas nem assim eles desistiram de realizar o serviço. Um machado foi erguido e teria decepado a cabeça de Lair se ele não tivesse sido içado para os galhos altos das árvores por uma corda de hera. O machado fez um corte fundo na terra enquanto cinco pares de olhos amedontrados olhavam para cima. Dez cordas de hera foram descendo rapidamente e firmemente iam se agarrando aos pés de cada membro do grupo. Um a um eles foram içados de cabeça para baixo, perdendo suas armas e jogados de um tronco a outro de cada árvore existente na floresta até que sumiram de vista. Apenas o eco de seus gritos ainda denunciava que estavam tendo o castigo que mereciam. Lair sentia-se zonzo. Quem seriam aquelas criaturas metade humanos metade árvore? E o que fariam com ele? Ainda de cabeça para baixo Lair foi levado para um imenso galho da largura de uma estrada e deitado em folhas macias e cheirosas. Ele ainda tentou se manter acordado, mas o aroma herbal deixou-o sonolento e ele então adormeceu.  Lair teve um sonho estranho. Estava em alto mar num navio bem equipado e ouvia o canto doce das sereias que desejavam levá-lo para o fundo do mar. Quando ele ia cair na água seu olhar vislumbrou o que pareceu ser uma bola com dois ossos. A última coisa que veio a sua mente antes que fosse ao encontro da morte foi a palavra Piratas. Lair acordou assustado e aliviado por não ter morrido afinal. Continuava deitado sobre o monte de folhas, mas estranhamente não sentia mais dor alguma. Reparou que havia compressas e uguentos de folhas cobrindo suas feridas. O que parecia ser uma moça estava espalhando um óleo refrescante em seus pés. Parecia que tinha voltado ao castelo e estava sendo tratado como o príncipe que era. - Oi. Voice istai bein? - perguntou a moça parando de massagear seus pés quando percebeu que ele estava acordado. - Ah. É. O-oi. Estou sim obrigado. - quase não podia acreditar na cicatrização de seu lábio inferior. - Muito obrigado por salvar minha vida e cuidar de mim. - disse Lair sinceramente fazendo abrir um leve sorriso no rosto esverdeado da moça. Só agora ele percebia o quanto era bonita apesar de ser estranha. Tinha o cabelo desgrenhado de um verde vivo, olhos da cor do cabelo e pele cor de carvalho. Não usava roupas. Apenas folhas cobriam seu corpo. Ao olhar por sobre o ombro da moça Lair sentiu-se estremecer ao ver mais quatro moças iguais a que estava a sua frente se aproximarem. - Verdha vai buiscá um poico de ága do riu po rapais bebe. Devie ista con muinta sede naon é? Lair fez que sim com a cabeça e realmente sentiu muita sede. Sua boca parecia ser feita de ar seco. As moças sentaram em torno dele e olhava-no com atenção. Parecia ser a primeira vez que falavam com um homem lá de baixo. Lair deixou seu medo de lado e as cumprimentou cordialmente. - Muito prazer em conhecê-las. Quero agradecer por haverem salvo minha vida. Se não fosse por vocês a essa hora minha cabeça estaria numa bandeja de prata sendo levada sei lá pra onde. - só esse pensamento fez Lair estremecer dos pés a cabeça. Engoliu em seco e esperou que elas dissessem algo. - Nois somu as driadis e nan goistamo de sermus pertubadas, mais naon aceitamos covardia. Voice pariece se um home de coracion bon e porisso nois o ajudou. Despois qi nosa irman voita con a aga voice devie parti. - disseram as quatro irmãs juntas como um cântigo entoado várias vezes até que após ser decorado agora encontrava seu destino. Verdha voltou com uma cuia feita de coco verde cheia de água. Lair bebeu todo o conteúdo e agradeceu mais uma vez as cinco irmãs. Novamente foi levado pela corda de hera, só que agora ficara de cabeça para cima. Quando suas botas tocaram o solo ele olhou mais uma última vez para os altos galhos e deu adeus as cinco dríades. Pegou sua espada que estava jogada no chão e partiu em direção ao rio. Seu corpo estava curado, mas seu espírito ainda agonizava da batalha sofrida e da crueldade com que seu povo fora tratado.  Uma imagem veio-lhe a mente de repente: uma bola com dois ossos. Agora sabia que caminho tomar. Seu destino ele mesmo o faria se pudesse, mas não recusaria ajuda se assim precisasse. Mesmo sem cavalo, Lair seguiu a pé para o caminho que dava para o rio. Em seu coração ainda batia uma leve esperança e em seus ouvidos uma linda canção tentava levá-lo ao encontro do mar.  Continua...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6034799980902733664?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6034799980902733664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6034799980902733664&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6034799980902733664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6034799980902733664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/06/fada-e-o-nobre-pirata-viii-driades.html' title='A Fada e o Nobre Pirata VIII: Dríades'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SkTx2GcgTPI/AAAAAAAAA7E/urLiUyYSmo0/s72-c/dr%C3%ADades.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6888001084608648218</id><published>2009-06-04T16:20:00.015-03:00</published><updated>2009-06-10T15:35:53.044-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata VII: Cobiça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Siu6UyU_NTI/AAAAAAAAA6Y/AhKZg1Q7lTg/s1600-h/pirata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Siu6UyU_NTI/AAAAAAAAA6Y/AhKZg1Q7lTg/s400/pirata.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344570249075176754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;As tripulantes do Ondinas voltaram a atenção as suas tarefas costumeiras, no entanto vez por outra olhavam para onde Lisandra se encontrava completamente adormecida. Especulações rolavam soltas entre as tripulantes e uma cobiça começou a se formar na mente de uma delas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra acordou com a sensação de que não estava em sua cama macia e aos poucos recordou-se onde estava e o que havia acontecido. Um forte cheiro de mar misturado com suor invadiu suas narinas. Ainda se sentia fraca, devido ao esforço por qual passara. Se algo desse errado ela não se perdoaria. Olhou para suas novas "amigas" e um sorriso frouxo caiu-lhe nos lábios rosados. Elas estavam bem. A capitã manejava o navio com primazia. Tudo voltara ao normal. Ao longe uma camada escura salientava que estavam próximas de terra firme. Lisandra voltou a sentar-se e guardou o punhal no compartimento secreto em  seu espartilho. Seu gesto foi apreciado por olhos perspicazes. Sua voz delicada espalhou-se pelo Ondinas como uma brisa suave após uma turbulenta tempestade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; A capitã Magar assustou-se com a mudança e olhou para a popa e um suspiro de alívio escapou.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Beca assuma o comando um instante. - ordenou a capitã. Os olhos azul-marinho de Rebeca fustigaram Magar por um instante, mas logo ela foi para seu posto temporário, os cabelos parecendo cordas em chamas toldando a imagem de seu belo rosto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Magar aproximou-se de Lisandra com cautela. Precisava conversar com a pequena. Não acreditava em bruxas, mas sabia que havia algo de especial em sua nova tripulante.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Você está bem? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Sim Capitã. Só um pouco fraca. Há muitas horas que não me alimento e o esforço de ontem tirou todas as minhas energias. - desculpou-se Lisandra como se fosse sua culpa o rodamoinho ter aparecido do nada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Sotavento está próxima. Lá terá tudo o que precisa para se restabelecer.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Obrigada. - disse Lisandra olhando timidamente para Magar. Alguma coisa na postura da capitã fazia com que ela se parecesse com uma deusa dos mares. Uma mulher firme e resoluta, dotada de uma beleza superior a todas as outras mulheres. Algo que Lisandra um dia desejava ser.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Sou eu quem deve agradecer. Se não fosse por você nem sei o que poderia acontecer. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Magar reclinou-se de modo a ficar cara a cara com Lisandra. Sua voz saiu baixa o suficiente para que Lisandra a ouvisse e as outras só especulassem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Quem é você? Não acredito que seja uma bruxa como Fobia crê, mas há alguma coisa em você e no que fez com aquele punhal que suponho ser algo parecido.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Lisandra olhou de esguelha para onde Fobia estava dando nós numa corda. Ela quase gemeu ao perceber os olhos flamejantes encarando-a. Virando-se para a capitã tentou dizer algo que não a entregasse de todo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Não sou bruxa, nem feiticeira. Apenas herdei alguns dons especiais de minha família. Pode deixar que não pretendo assustá-las novamente e se possível, gostaria que não contassem a mais ninguém o que houve ontem. - pediu Lisandra sua voz saindo um pouco mais alto para que as outras, principalmente Fobia, a ouvisse.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; - Há um código firmado em meu navio. Se alguém pede segredo sobre algo dentro do Ondinas ele permanecerá dentro de meu navio. Fique tranquila que ninguém vai abrir o bico. - gritou Magar para as demais tripulantes. Fobia torceu a boca num esgar de desdém. - Continue sua canção vamos chegar em instantes. Vamos suas molengas! Coloquem mais força nesses remos. Parecem mais um bando de maricas do que as piratas do Ondinas. Olha que posso trocá-las por material mais adequado em Sotavento. Beca volte a seu posto eu assumo daqui.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; O Ondinas seguia em velocidade constante deslizando pelo mar como uma sereia presunçosa com sua  beleza estonteante. Lisandra sentiu-se renovada. Seu canto chamou a atenção das gaivotas que vigiavam o mar a procura de peixes apetitosos. Uma delas pousou na popa do navio ao seu lado e lá ficou até que chegaram ao porto de Sotavento, a ilha mais apreciada pelos piratas. A diversão estava só por começar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Continua...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6888001084608648218?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6888001084608648218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6888001084608648218&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6888001084608648218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6888001084608648218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/06/cobica.html' title='A Fada e o Nobre Pirata VII: Cobiça'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Siu6UyU_NTI/AAAAAAAAA6Y/AhKZg1Q7lTg/s72-c/pirata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-4071056958937184324</id><published>2009-05-25T16:57:00.002-03:00</published><updated>2009-05-27T16:38:27.077-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata VI - A Emboscada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Sh2Wd5aHHGI/AAAAAAAAA6A/bUgoSXqP49A/s1600-h/dominion1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Sh2Wd5aHHGI/AAAAAAAAA6A/bUgoSXqP49A/s320/dominion1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340590173501987938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Imagem do google (caso conheça autoria informe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Lair secou as lágrimas na manga de sua farda. Não usava armadura, apenas uma cota de aço por debaixo da blusa de linho cinza escuro. Uma mera proteção, muito eficaz em combates corpo a corpo. Só não protegia contra ataques de lança e flechas, duas armas de arremesso que causavam grande impacto devido a velocidade e a força infringida a elas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Estava sozinho em sua busca aos assassinos de seu povo. Achava um absurdo um ataque dessa magnitude debaixo do nariz real e o chefe da guarda, seu tio, não dera ordens aos seus homens para partir ao encalço dos assassinos. Olhou a sua volta e seu coração fechou-se para tanta brutalidade. Tantas vidas ceifadas e para que? Quem e o que se ganharia com tal violência? Tantas perguntas. Seu desejo era decaptar todos os envolvidos e foi por esse motivo que criou coragem para levantar e seguir em frente. Difícil seria encontrar pistas do caminho feito pelos bárbaros, já que havia muito mato queimado e madeira destruída. Lair ficou mais de meia hora analisando a terra a seus pés e por pouco não deixou passar uma pegada humana. Tirou a luva e tocou-a com a mão direita. Tinha uns dois palmos de comprimento e não afundara demais no solo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- Estranho. Tenho a sensação de que não estão muito longe. - disse Lair para si. - Melhor assim. Será mais rápido concretizar minha vingança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Não havia estrada, nem trilhas na floresta densa à sua frente. Lair deixou o cavalo amarrado no tronco de uma castanheira e seguiu a pé. O sol já dava seus últimos sinais de vida e Lair ainda não havia encontrado o menor sinal de seus inimigos. Uma coruja piou em algum galho próximo e levantou vôo como se algo a tivesse assustado. Lair retesou o corpo e aguardou. Sentia que não estava mais sozinho. Havia algo ou alguém o espreitando. Podia quase sentir o cheiro de sua respiração abafada. Sacou a espada da cintura e a segurou firme com as duas mãos. Não precisou esperar muito para conhecer seu oponente, ou melhor seus oponentes. Cinco homens bem armados fizeram um círculo a sua volta. Trajavam pele de urso e usavam uma tira de couro na cabeça. Nos pés as sandálias de couro de lobo dançavam em posição de ataque. Eram eles, Lair não tinha dúvida, quem atacaram o vilarejo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- Assassinos! Vossa crueldade não ficará impune. Covardes! - gritou Lair virando-se para a esquerda e para a direita como a vigiar seus inimigos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- O principesinho ficou bravo. - debochou um dos atacantes segurando uma maça de bronze com as duas mãos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- O idiota veio sozinho. - gargalhou outro atrás de Lair portando um machado de cortar lenha. - Assim será mais fácil despachá-lo para o outro mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- Temos que arrancar a cabeça. O trato foi esse. - lembrou um outro que estava na lateral esquerda de Lair e segurava três facas em cada mão. Os dois restantes anuíram em confirmação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;- Bem se querem a minha cabeça então vão ter que fazer mais do que falar. - Lair girou a espada e atacou o guerreiro com as facas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Sua escolha foi a mais sensata, pois aquele era um oponente perigoso. A qualquer momento poderia atacá-lo com as facas e Lair não poderia se defender de todas. Era uma luta desleal. A intenção era acabar com a vida de Lair e levar a prova do crime ao chefe dos assassinos. Lair fora bem treinado, mas sabia que corria o risco de perder a vida. Fugir de nada adiantaria e Lair não era covarde. Lutaria até o fim de suas forças e protegeria sua cabeça a qualquer custo. Rezava aos deuses que o protegessem e guiassem seu corpo e mente na luta mais importante de sua vida até então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-4071056958937184324?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/4071056958937184324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=4071056958937184324&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4071056958937184324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4071056958937184324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/05/fada-e-o-nobre-pirata-vi-emboscada.html' title='A Fada e o Nobre Pirata VI - A Emboscada'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Sh2Wd5aHHGI/AAAAAAAAA6A/bUgoSXqP49A/s72-c/dominion1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8180698665375259518</id><published>2009-05-09T09:40:00.007-03:00</published><updated>2009-05-09T10:56:55.808-03:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata: V - A Marcha dos Guardiões: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SgWLYCQFGnI/AAAAAAAAA5o/VRuS3OE2ki0/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333822578727656050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SgWLYCQFGnI/AAAAAAAAA5o/VRuS3OE2ki0/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Um cheiro acre de fumaça e carne queimada atingiu em cheio as narinas de Lair deixando-o enjoado. O céu estava enegrecido tal era o volume de fumaça espalhado. O mato estava com uma tonalidade amarelada e em alguns pontos ainda havia resquícios de fogo. Das casas de madeira e telhado de palha só restaram escombros. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Os guardiões apearam e começaram a vistoriar o vilarejo. Lombada parecia um campo de guerra abandonado. Lair viu peças de barro quebradas, enxadas destruídas, roupas queimadas e brinquedos de madeira amontoados numa fogueira ainda crepitante, mas o que mais o chocou foram os corpos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Lair não aguentou e segurou-se em um galho de árvore e vomitou. O gosto amargo em sua boca não era nada se comparado ao ódio que nasceu em seu íntimo. Não queria olhar para os corpos esquartejados de seu povo e o que mais o revoltava era como os bárbaros os expunha. Tinha corpos dentro do poço amontoados uns sob os outros, alguns serviam de espantalho nas margens das plantações devastadas, ainda havia os que foram fincados ao chão por estacas de madeira. Nem as crianças foram poupadas. Lair tentava caminhar e a cada vez que via uma cabeça de criança, uma nova ânsia de vômito subia-lhe pela garganta. Reviraram todo o vilarejo e nenhum sinal de vida fora encontrado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não há ninguém aqui. Vamos voltar e comunicar a notícia ao nosso capitão. - comentou Deutério, subchefe da Guarda Real aos outros cavaleiros. Antes que os cavaleiros acatassem a ordem dele, Lair o interrompeu.&lt;br /&gt;- Não. Vamos ficar e enterrá-los. Eles lutaram sozinhos contra uma legião de assassinos e merecem serem enterrados com toda honra e dignidade com que serviram seu Rei. - disse Lair erguendo as mangas da camisa de linho nobre e caminhando em direção ao poço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não houve protestos. Eles eram os guardiões da coroa e como tais tinham o dever de zelar pelo bem do reino. Foi um trabalho desgastante tanto físico quanto mental. Os corpos foram enterrados em silêncio. Apenas o vento gania nos ouvidos dos guardiões como um lamento tenebroso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Senhor, podemos ir? - perguntou Deutério a Lair.&lt;br /&gt;- Vão vocês. Eu ainda ficarei aqui. - disse Lair recolhendo os objetos pessoais das vítmas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acabou senhor. Já fizemos tudo o que podíamos por eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Discordo. Na verdade ainda há muito o que fazer. Primeiro tenho que encontrar os assassinos. - o comentário de Lair deixou seus companheiros sem fala. Sabiam que ele estava certo, mas queriam desesperadamente voltar para a base e rever seus familiares. Se o capitão ordenasse que fossem atrás dos bárbaros eles iriam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensavam que Lair era um garoto fraco e mimado. Agora viam que estavam enganados, mas ainda assim estavam sob as ordens de seu capitão e não podiam ignorar essa condição. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Senhor, vá com os deuses e que eles guiem seus passos e protegam-no de todo o mal. - Deutério apertou a mão de Lair e chamou os outros cavaleiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por muito tempo Lair ficou a olhar seus companheiros partirem. Quando estavam longe o suficiente é que ele pode desatar o nó em sua garganta e deixar os soluços e as lágrimas limparem sua alma. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8180698665375259518?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8180698665375259518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8180698665375259518&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8180698665375259518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8180698665375259518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/05/fada-e-o-nobre-pirata-iv-marcha-dos.html' title='A Fada e o Nobre Pirata: V - A Marcha dos Guardiões: 2ª Parte'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SgWLYCQFGnI/AAAAAAAAA5o/VRuS3OE2ki0/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-4180762189428469634</id><published>2009-03-27T17:05:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T17:07:25.806-03:00</updated><title type='text'>Um novo conto</title><content type='html'>Acessem o site abaixo e leiam meu novo conto A Deusa de Anília pulblicado no Recanto das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/contosdefantasia/1318182"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/contosdefantasia/1318182&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto postado aqui terá continuação em breve. Aguardem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos doces de sol e de lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-4180762189428469634?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/4180762189428469634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=4180762189428469634&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4180762189428469634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4180762189428469634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2009/03/um-novo-conto.html' title='Um novo conto'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8202563257755365742</id><published>2008-11-28T10:26:00.004-02:00</published><updated>2008-11-28T11:04:45.867-02:00</updated><title type='text'>IV - A Marcha dos Guardiões</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SS_mo4rD3ZI/AAAAAAAAAoQ/mQYup8a-fKk/s1600-h/cav_f25.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273687278756289938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 377px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SS_mo4rD3ZI/AAAAAAAAAoQ/mQYup8a-fKk/s400/cav_f25.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bárbaros, sanguinários, gigantes sem coração. Liquidaremos sua corja. Nós que somos os guardiões da Corôa. Os guerreiros mais valorosos. Marchemos por nosso brasão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Avante guardiões&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Lutem por seu Rei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rujam como os trovões&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nossa espada é nossa lei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Avante proteja os fiéis&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dilacere os ventres dos assassinos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bárbaros, sanguinários, infames cruéis&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Somos guardiões de todos os destinos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Avante guardiões&lt;br /&gt;Lutem por seu Rei&lt;br /&gt;Rujam como os trovões&lt;br /&gt;Nossa espada é nossa lei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O canto de guerra era repetido por toda a tropa que seguia para Lombada, a aldeia que fora atacada por bárbaros assassinos. Lair não era mais príncipe, ao menos não entre os guerreiros de Sua Majestade. Agora ele era como eles, um guardião, destemido e valoroso. Defenderia com sua própria vida os fiéis do Reino Lamonte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia três horas marchavam pela estrada que ligava o coração de Lamonte à aldeia de Lombada. Os fiéis eram servos de Sua Majestade, criavam carneiros e cultivavam milho. Recebiam um terço do que cultivavam e uma pequena parcela, ajustada em juízo, da extração da lã e do leite. Eram gente simples, sem motivações para a guerra, apenas lavradores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa noite, após mais um dia de trabalho árduo, foram atacadso de surpresa por bárbaros que incendiaram suas casas, envenenaram a água, roubaram seus bens e pilharam suas mulheres. Lutaram como homens da terra, na base da enxada, paus e pedras. Foram massacrados e perderam seu bem mais precioso, a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lair e os guerreiros do Rei foram avisados do massacre em Lombada e sem demora trotaram para a aldeia. Em seus corações pulsava o ódio contra tamanha crueldade, mas também havia uma tênue esperança de encontrar algum sobrevivente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8202563257755365742?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8202563257755365742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8202563257755365742&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8202563257755365742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8202563257755365742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/11/iv-marcha-dos-guardies.html' title='IV - A Marcha dos Guardiões'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SS_mo4rD3ZI/AAAAAAAAAoQ/mQYup8a-fKk/s72-c/cav_f25.gif' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7491360388490750152</id><published>2008-09-28T17:29:00.001-03:00</published><updated>2008-09-28T17:37:48.681-03:00</updated><title type='text'>III - O Olho do Mar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SN_qrgQrX_I/AAAAAAAAAnM/_WRn55Ek1GQ/s1600-h/o+olho+do+mar.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SN_qrgQrX_I/AAAAAAAAAnM/_WRn55Ek1GQ/s320/o+olho+do+mar.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251173723652448242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A profissão de pirata não podia ser considerada como tediosa e rotineira. Lisandra estava adorando fazer parte da tripulação do Ondinas. Ela passava o dia sentada em seu banquinho de madeira, ora cantava ora vigiava o mar. As outras tripulantes não conversavam com ela, apenas obedeciam as ordens de sua capitã e vez por outra olhavam-na de esguelha, com desconfiança. Lisandra as entendia. Era uma estranha. Alguém que nunca passara o que aquelas mulheres passaram no mar e que apenas possuía um dom não seria digna de ser considerada como companheira. Não dava mais para voltar atrás. Esse era seu destino. O destino que sua avó Rainha-Fada traçara para ela. Algo estava para acontecer que ia mudar a imagem de Lisandra perante as "sereias".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Mar Impetuoso estava agitado. Parecia que algo o incomodava além do normal. As sereias trabalhavam incansáveis para que o Ondinas permanecesse inteiro e não naufragasse. O canto de Lisandra de repente tornou-se surdo diante de tamanha fúria marítima. O deus dos mares estava irritado. Suas ondas batiam impetuosas no casco do Ondinas como se fosse estraçalhá-lo. Todas estavam ensopadas e tinham a visão embaçada. A capitã manejava o navio com toda a destreza que possuía. Não era a primeira vez que o Ondinas era surpreendido por uma tempestade. Ao menos ela pensava que era essa a causa de tanto reboliço. Quando Magar pensou que não havia como as coisas piorarem, uma visão dos infernos causou-lhe um arrepio violento. Um rodamoinho imenso abrira-se a frente do Ondinas. Elas estavam perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ A gente não devia ter trazido essa moça. O deus Oceano está furioso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Não comece Fobia. Faça o seu trabalho e deixe de reclamar. - gritou a capitã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Você não entende. Ela é a causa dessa tempestade. - disse Fobia apontando para Lisandra. _ Vamos jogá-la no mar e talvez o Oceano fique mais calmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Ninguém vai fazer nada de cabeça quente. Se você não gosta da pequena não há nada que eu possa fazer. Vá ajudar as outras e pare de me azucrinar. Temos que desviar o navio antes que seja tarde! - gritou a capitã.&lt;br /&gt;_ Todos à bombordo! - gritou a capitã. _ Vamos tentar virar o Ondinas. Ao ouvirem a ordem todas as "sereias" fizeram o possível para acatá-la, mas era tarde demais. Já estavam na mira do Olho do Mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem saber como e apesar do barulho ensurdecedor, Lisandra ouvira a conversa. Orou baixinho pedindo ajuda das fadas. Foi aí que ela lembrou-se da adaga. Sua avó lhe disse que era mágica e que se tivesse em apuros era só pedir-lhe ajuda. Tirando a adaga de dentro do corpete elevou-a até a altura dos olhos. Agora Lisandra enxergava perfeitamente. O olho do mar estava próximo. Lisandra elevou a mão direita enquanto empunhava a adaga com a esquerda. Gritando em fabulês ela apontou a adaga para o olho do mar e este se fechou. Só voltou a abrir quando o Ondinas tinha passado por ele e já não corria mais perigo de ser sugado pelo mar. Uma luz dourada envolvia o corpo de Lisandra que caiu ao chão tremendo. As "sereias" estavam mudas de espanto. O que acontecera ali? Que arma era aquela? Será que a menina tinha morrido? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Magar correu pra acudir Lisandra, mas não conseguiu tocar na menina. Uma barreira invisível a impediu. Era como uma parede sólida e parecida com vidro, impenetrável. As outras se aproximaram cautelosas. Nunca tinham visto nada parecido. Quem seria aquela menina? Seria uma bruxa? Uma feiticeira?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7491360388490750152?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7491360388490750152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7491360388490750152&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7491360388490750152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7491360388490750152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/08/iii-o-olho-do-mar.html' title='III - O Olho do Mar'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SN_qrgQrX_I/AAAAAAAAAnM/_WRn55Ek1GQ/s72-c/o+olho+do+mar.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-2767166146378687388</id><published>2008-06-30T16:49:00.026-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:03.670-02:00</updated><title type='text'>II - Escolhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218029248947153010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SGop9KMX6HI/AAAAAAAAAkU/gaQakKeu_Uw/s400/Escolhas%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;Uma nova donzela foi recusada. As torres do Castelo Lamonte se encolheram diante da indignação de seu Rei. Um príncipe foi afastado de seus deveres reais, sendo obrigado a escolher entre liderar uma guerra atuante no sul do continente ou incorporar a Guarda Real. Um príncipe escolheu o caminho mais fácil. Um irmão tornou-se o braço direito do Rei e uma jovem recebeu uma missão na qual não podia haver falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;O mar esbravejava e socava as rochas do Penhasco das Brumas avisando de seu súbito mau-humor. Infeliz de quem estivesse navegando por aquelas águas temperamentais em um frágil barquinho. Nada sobraria para contar a história. Até os navios de porte, como os navios de Sua Majestade e os navios rebeldes sofriam com a violência gerada pelo Mar Impetuoso. Velas negras, muitas rasgadas e remendadas, cavalgavam aquelas águas. Eram piratas. Dentre eles, dois navios merecem destaque: o Tritão e o Ondinas. O primeiro era comandado pelo capitão Bodardo e composto de dez tripulantes. O segundo, o único existente, era comandado pela bela guerreira-pirata Magar e suas sereias. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Ao contrário do que sai das bocas dos beberrões das tavernas do porto, a tripulação do Ondinas não é composta de belas donzelas, seminuas e insinuantes, mas sim por doze guerreiras de pulso firme e temidas por todos os mares. Para os marinheiros a serviço de Sua Majestade é uma afronta que essas mulheres transitem pelo mares como se fossem homens, no entanto para a maioria dos piratas e da população litorânea é um colírio para os olhos e um suave toque aos ouvidos. As sereias, como são chamadas vivem do comércio de pérolas, da pesca e da caça ao tesouro, modalidade comum entre piratas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Dois destinos estão traçados. Dois jovens serão testados pelo mar. Um irá trabalhar arduamente e lutará contra as injustiças cometidas contra seu povo, outra irá encantar com sua voz toda uma legião pirata e buscará sua própria identidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- E essa agora? Onde vou encontrar alguém para substituir a Soraia? - perguntou Magar as tripulantes do Ondinas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Não olhe pra mim. Eu não tenho voz melodiosa. Vou espantar todos os peixes. - garantiu Rebeca limpando sua faca na manga da camisa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Eu também não sirvo. Sou capaz de morder até arrancar o coração de um homem, mas nunca de encantar os mares. - disse Fobia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;E assim uma a uma as "sereias" explicaram sua recusa para a função de Encantadora de Mares. Magar sabia o quão raro era encontrar uma boa encantadora. A última cedeu aos encantos de um jovem viajante e nunca mais voltou. Sabia que era um posto mal visto pela sua tripulação, pois não lhes traziam fama e dinheiro, nem era considerado perigoso. No entanto, Magar precisava encontrar uma com urgência. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos partir assim mesmo. - disse Cora. Não sei porque o Ondinas precisa de uma encantadora se nenhum navio pirata emprega esse tipo de gente. Dizem até que dá azar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Não fale bobagens. Precisamos atravessar o Abismo das Sereias e ao contrário do que dizem, não nos damos tão bem com o povo das águas. - afirmou Magar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Olá! vocês estão precisando de uma encantadora? - perguntou Lisandra se aproximando delas. Não parecia a moça que entrou escondida no castelo e conversou com o príncipe Lair, mesmo sem saber sua origem. Trajava vestes masculinas escuras e portava duas armas: uma espada presa no cinto e um punhal escondido em suas vestes. Os cabelos negros estavam presos numa trança e seus olhos mostravam confiança.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Estamos sim. Você conhece alguém criança? - perguntou Magar olhando-a intrigada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Estou oferecendo meus serviços.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Espera aí. Você não parece ter idade suficiente nem tem o físico apropriado para isso. - retrucou Fobia. Você não vai contratar esse bebê não é Magar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Sabe lutar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Sei.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- E cantar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- É o que faço de melhor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Já navegou antes?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Nunca, mas não tenho medo de nada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Ok. Vou contratá-la para essa viajem. Se você se sair bem, tomarei medidas para que seja incorporada à tripulação. O trabalho não é fácil e muitas vezes terá que ajudar as outras. O pagamento são duas moedas de ouro a cada trinta ciclos. Não admito brigas nem homens dentro do Ondinas. Fui clara?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Sim capitã! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos zarpar minha gente. Ainda quero chegar em Sotavento antes do sol se esconder no horizonte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra estava nervosa, mas manteve-se firme. Sentou-se no local ordenado, um banco de madeira na popa do navio. Dessa posição podia obter uma ampla visão da tripulação e do mar a sua volta. Lisandra começou seu trabalho cantando uma canção alegre e vibrante o que fez com que a tripulação trabalhasse com mais empenho. Ela nunca tinha vendido sua voz, mas sabia que era apenas por pouco tempo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;A uns quinze quilômetros de onde o Ondinas zarpava, o príncipe Lair treinava luta armada e desarmada com os demais integrantes da Guarda Real. A maior parte daqueles homens fora seu amigo na juventude e agora seriam seus companheiros. A primeira missão da Guarda era levar alimentos e vestimentas a uma aldeia que fora incendiada por bandidos. A segunda era prender os acusados de exercer um massacre contra o povo do Rei. Lair nunca se aventurara tanto e estava cheio de expectativas para sua missão. Agora sim sentia-se livre e o mundo parecia-lhe menos inatingível.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-2767166146378687388?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/2767166146378687388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=2767166146378687388&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2767166146378687388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2767166146378687388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/06/ii-escolhas.html' title='II - Escolhas'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SGop9KMX6HI/AAAAAAAAAkU/gaQakKeu_Uw/s72-c/Escolhas%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-4833325599000343661</id><published>2008-05-06T14:49:00.055-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:03.856-02:00</updated><title type='text'>A Fada e o Nobre Pirata - Capítulo I - O Baile</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SCNAzGLaFYI/AAAAAAAAAhI/w5qvIP-dv3Y/s1600-h/FIG.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198069641491649922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SCNAzGLaFYI/AAAAAAAAAhI/w5qvIP-dv3Y/s400/FIG.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O convite para o baile de máscaras fora enviado às famílias nobres, residentes nas imediações do Reino Lamonte. Uma moça da plebe só poderia ir ao baile caso fosse apadrinhada de uma família nobre. O requisito mais importante era a beleza, pois quanto mais bela fosse a moça, mais chances ela teria de conseguir um padrinho ou madrinha. Para um rapaz da plebe era ainda mais difícil. Por esse motivo, muitos deles ingressavam na Guarda Real ou tentavam, a todo custo, tornarem-se guerreiros de honra e renome. Para a maioria dos habitantes de Lamonte, o baile era um espetáculo magnífico. As carruagens enfeitadas carregavam luxo e beleza. Todos iam às ruas ver o desfile e admirar a nobreza. Jogavam-lhes flores e até tentavam dar-lhes presentes como galinhas e porcos. Ninguém nunca soube direito porque faziam isso e mesmo que os presentes fossem rejeitados, o que sempre acontecia, eles iam para casa felizes por terem visto os nobres de pertinho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Príncipe Lair estava em idade de casar e formar família, pois sendo filho único do rei deveria assumir o trono. No entanto, as tentativas de enlaçar em matrimônio esse jovem príncipe foram frustradas devido ao seu espírito livre e a sua veemente recusa de todas as pretendentes a ele apresentadas. Essa era a última tentativa do rei Lamonte. Caso o filho recusasse novamente alguma moça, o rei escolheria a nova princesa e o príncipe seria obrigado a aceitá-la ou seria deserdado e mandado para a guerra. Nesse caso, quem assumiria o trono, na falta do rei, seria seu irmão (do rei) que ocupava o posto de Primeiro Ministro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lisandra era uma plebéia que morava próximo à Floresta das Nuvens, num terreno elevado que ficava encoberto por nevoeiro constante. Ao mesmo tempo que era uma doce donzela também era uma exímia esgrimista. Aprendera a lutar com os garotos enquanto era apenas uma pirralha de tranças. Lisandra fazia incursões à Floresta da Nuvens com frequência. O que ela fazia lá, ninguém sabia. Uns achavam que ela era louca, pois muitas vezes a viram falando sozinha. Outros diziam que ela ia encontrar-se com seu amante, no entanto nunca a viram com nenhum homem. Na verdade ela conversava com as fadas, principalmente com sua bisavó - a Rainha das Fadas. Evelina se apaixonara por um humano e abandonara seu reino para viver com ele. Teve apenas um filho que também gerou um único filho. Lisandra é filha desse homem e por ser mulher recebeu alguns dons, como o de entender o idioma fabulês e (en)cantar como as fadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ravino é o irmão do Rei Lamonte e atua como Primeiro Ministro. Seu caráter define-se em duas palavras: ambicioso e inescrupuloso. Perto do irmão fazia-se de preocupado com a saúde do rei, poupando-lhe dos problemas que todo reino do porte de Lamonte era capaz de arrumar. Lamonte é o típico reino da Idade Média. Um belo e suntuoso castelo de pedra, dezenas de propriedades rurais pertencentes à nobreza e pequenas aldeias nas quais sobrevivem a maioria da população. Acontecimentos corriqueiros como duelos, guerras, enforcamentos eram tratados como algo comum na vida da população. Mas um baile era um acontecimento marcante, pois não era todo dia que se podia ver toda a nobreza junta. Para alguns era o momento ideal para aperfeiçoar alguns truques e levar o melhor proveito possível. Não era raro os calabouços ficarem lotados após o final de um baile e Ravino adorava usar seu poder contra os infratores.&lt;br /&gt;Uma música agitada tomou conta do castelo. Os pares formados das mais belas moças e jovens de Lamonte arrastavam os pés no assoalho de pedra, incrivelmente polida, do salão de dança. O príncipe Lair adorava bailes assim, pois amava as danças, a música e a alegria contagiante de um baile, além é claro do mistério escondido por trás de cada máscara. Amava as mulheres, mas não se via vivendo "para sempre" com nenhuma moça que conhecia. Desejava conhecer novas terras, singrar os mares, fazer fortuna e viver livremente. O único problema era ter nascido príncipe e ter herdado as responsabilidades que esse título representava.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ar dentro do castelo começou a sufocá-lo após ter sido apresentado a dezenas de moçoilas bem apessoadas e dançado com todas elas. Lair caminhou devagar pelos jardins do palácio, afastando ao máximo daquela chateação, pois só agora percebia o quanto era cansativo dançar durante horas e ouvir de bocas, consideradas puras, as mesmas lisonjas de sempre. Já não ouvia a algazarra da festa e o frio da noite dava-lhe arrepios, mas era assim que ele gostava. Um novo som, jovem e doce, veio perturbar seus ouvidos, insinuando-se como a enfeitiçá-lo. Seguindo a voz macia que entoava uma canção de amor, Lair encontrou uma bela dama balançando-se no balanço do jardim. Ela usava um vestido azul enfeitado com pequeninas borboletas de vários tons da mesma cor do vestido e uma máscara encondia-lhe a face. Sua pele era da cor do mel e seus cabelos, negros e ondulados, pareciam uma noite estrelada, tal brilho que continham. Pronto, o Senhor Cupido tinha feito mais uma vítima.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Que bela voz você tem. -disse o príncipe.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- De desculpe. Eu não o vi chegar. - disse a bela moça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Creio que não a vi dentro do salão de danças.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu não sou convidada. Só vim acompanhar uma amiga.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Sei. Como se chama?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Lisandra, senhor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu sou o Primeiro Ministro do Rei. Me chame de Rav. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por segurança, Lair não se apresentou como príncipe. Ele ainda ia se arrepender disso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Senhor Rav, permita-me desculpar-me se o incomodei com minha cantoria.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Incômo algum. Sua canção é primorosa e tão bela quanto o anjo que a entoa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não sou anjo senhor. Apenas uma plebéia que sonhava vir ao baile. Eu adoro cantar, mas não é permitido a uma moça como eu expor sua voz a um senhor da nobreza. Peço perdão pelo meu erro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Sem problemas. Disse que veio acompanhando uma amiga. Qual o sobrenome dela?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Senhor, o Rei aguarda vossa presença no salão principal. - disse um pajem. É urgente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mais essa agora. Bem minha jovem, vou ver o que meu Rei deseja e volto logo para continuarmos nossa conversa. Fique a vontade. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando o príncipe estava fora da visão de Lisandra, ela abandonou o balanço e saiu do castelo pelo mesmo buraco do muro por onde entrara escondida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;---&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esse foi apenas a introdução desse novo conto. Nele apresentei os personagens principais e suas características. Parece um conto de fadas como qualquer outro, mas não se enganem, muito aço e sangue irá rolar durante o desenrolar da história e muitos supiros, emoções e aventuras irão encontrar esses dois jovens - Lair e Lisandra. Se não gosta desse tipo de história, leia assim mesmo, pois como criticar sem conhecer o conteúdo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa vai para o amigo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mestre Splinter&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autoria de Cláudia Valéria Miqueloti (Bruxinhachellot)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Preserve os direitos autorais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Fiquem bem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-4833325599000343661?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/4833325599000343661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=4833325599000343661&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4833325599000343661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4833325599000343661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/05/piratas-e-fadas-captulo-i-o-baile.html' title='A Fada e o Nobre Pirata - Capítulo I - O Baile'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/SCNAzGLaFYI/AAAAAAAAAhI/w5qvIP-dv3Y/s72-c/FIG.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7206112193824824918</id><published>2008-04-04T12:11:00.033-03:00</published><updated>2008-04-04T16:47:07.266-03:00</updated><title type='text'>IX - O Urro da Montanha</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sem imagens.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Difícil dizer quem estava mais desanimado. Já fazia mais de três dias que saíram de Tremaría, junto à caravana do Sr. Primo e até agora nem sinal do monstro do gelo ou dos integrantes da caravana. Chegaram a pensar que era tudo invenção, que não havia monstro algum e aquela viagem era apenas um teste de resistência para escolher os melhores guerreiros a incorporar o destacamento da polícia territorial de Tremaría.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foram fustigados pela neve e pelo vento frio, enfrentaram um monstro marinho dentro da montanha e aranhas famintas. Por pouco não perderam suas vidas. Agora procuravam achar uma saída daquele labirinto o mais rápido o possível.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A terra tremeu por alguns segundos e um barulho surdo chegou até eles.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O que foi isso? - perguntou Armando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Acho que foi um terremoto ou uma avalanche. - cogitou Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Então estamos pertos da saída? - perguntou Sáfio animado com a idéia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É possível. Só espero que ela não esteja bloqueada pela neve. - respondeu Dovan apagando o sorriso do rosto do amigo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vira essa boca para lá. E aí pessoal, vamos nessa? Vamos sair dessa maldita montanha. - gritou Káji.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos saíram correndo, a esperança brilhando em seus olhos e a adrenalina correndo veloz por suas veias. Uma bifurcação quase fez arrefecer o ânimo desses valorosos guerreiros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- A não! Ninguém merece! - exclamou Sáfio pondo as mãos na cabeça. Os outros também pararam e tentaram descobrir qual dos caminhos levaria à saída.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Káji e Dovan entraram no túnel da esquerda. Jocelyn e Armando no da direita. Não foram muito longe. Só o suficiente para não se perderem e descobrir qual caminho era o correto. Sáfio, como sempre, permaneceu onde estava, alegando que seria mais seguro alguém ficar vigiando. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Káji e Dovan acenderam uma nova tocha e iluminaram o teto, as paredes e o chão do túnel averiguando se não havia perigos. Jocelyn e Armando fizeram o mesmo. Um dos caminhos era sem saída o que deixou dois guerreiros frustrados, fazendo com que retornassem. O outro caminho estava bloqueado por uma porta de madeira trancada. Só uma pessoa poderia abri-la e foi a única que ficou para trás.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sáfio! - gritou Armando e Jocelyn ao mesmo tempo. Como não obtiveram resposta, foram até o amigo. - O que está fazendo aí parado? Venha nos ajudar. - ordenou Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu?! Mas e os outros? - perguntou ele. Eu sou um ponto de referência para eles. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Para de charme Sáfio. Encontramos uma porta e você tem que abri-la. - falou Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu fico aqui aguardando Káji e Dovan. - disse Armando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Concordo. - falou Jocelyn. - Não sei o que encontraremos atrás daquela porta. Se demorarmos muito, vá até eles e diga que encontramos uma saída. - disse Jocelyn empurrando Sáfio pelo túnel da direita.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nesse meio tempo, Dovan e Káji retornaram cabisbaixos encontrando no lugar de Sáfio, o guerreiro Armando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu e Jocelyn encontramos uma saída. - informou Armando orgulhoso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Então vamos até eles. - disse Káji animado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto isso, Sáfio usava suas técnicas de ladrão para destrancar a porta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E então já abriu? - perguntou Jocelyn ansiosa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Calma! Falta pouco. Pronto. - disse Sáfio levantando-se.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vamos empurrar ou puxar? - perguntou Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Como não tem puxador, pelos meus cálculos, a porta se abre para fora. - respondeu Sáfio batendo o dedo indicador na testa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Precisam de ajuda? - falou Káji para os amigos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Empurrem essa porta com toda a força que forem capaz de usar. - disse ela.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sem problema. Vamos no três. É um, é dois, é três! - gritou Káji.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A porta resistiu um pouco, mas acabou cedendo a força bruta. Do outro lado vinha um vento gélido e um urro ensurdecedor chegou até eles. No centro de um salão abaulado um gigante de cerca de cinco homens de altura urrava feito louco. Três guerreiros disparavam flechas em sua direção. Um deles era um homem moreno e forte, os outros eram o Sr. Primo e seu filho. Havia alguns homens estirados no chão. Pareciam mortos, pois ninguém se mexia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vamos ajudá-los. - gritou Káji o que acabou atraindo a atenção da criatura. Uma cabeça descomunal acoplada a um corpo coberto por uma pelagem branca e pés grandes dotados de garras afiadas, começaram a se mover na direção deles. Seus olhos eram grandes e vermelhos e de seus dentes escorria uma baba nojenta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Começou a luta. Apesar de serem oito contra um, a criatura resistia bravamente. Suas armas eram as garras e uma grande cauda coberta por fincos pontiagudos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Káji bramia sua espada contra uma das pernas da criatura. Armando encontrou um machado de batalha e o ergueu com facilidade apesar do peso da arma. Dovan pediu proteção ao Deus Sumério e Jocelyn tentava fazer o gigante dormir, dedilhando seu alaúde. Sáfio revistou os corpos no chão e encontrou cinco adagas. O Sr. Primo estava muito ferido e não aguentou em pé por muito tempo. Seu filho e o outro guerreiro, também feridos, usaram suas últimas forças contra o monstro, tombando ao chão logo em seguida. Dovan foi até eles e encontrou em suas vestes dois frascos contendo poções de cura e fez com que eles bebessem o líquido. Revistou os outros homens e descobriu outras poções, moedas de ouro e uma caixinha de madeira.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A terrível criatura chutava, socava e arranhava seus atacantes com fúria. No entanto recebia golpes de espada e machado nos pés que sangravam em profusão. Sáfio arremessava as adagas em direção a sua cabeçorra e uma delas atingiu seu olho esquerdo. Um urro desesperado saiu de sua garganta fazendo a terra tremer novamente. Uma nova avalanche foi desencadeada. A montanha estava ferida e sua dor era sentida por todos. A criatura, enxergando de um único olho, investiu sobre os guerreiros que saíram de seu caminho. Uma parede foi derrubada cedendo ao golpe do monstro que desabou na neve do lado de fora e foi carregado por uma nova avalanche para o abismo aos pés da montanha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vencemos! - gritaram os guerreiros. - Valeu Sáfio!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Sr. Primo havia se recuperado, assim como seu filho. O outro guerreiro não aguentou os ferimentos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E agora como sairemos? A montanha está desmoronando! - disse Armando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Se não há saída por onde vieram, creio que devemos descer a montanha com o máximo de cuidado. - disse o Sr. Primo. - Estou contente de vê-los novamente e agradeço salvado eu e meu filho das garras da morte.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sei que faria o mesmo por nós. - disse Jocelyn. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vejo que estava enganado a seu respeito senhorita. Peço que me perdoe. - disse o Sr. Primo à Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não há o que perdoar. Apenas quero sair daqui e encontrar um local seco e seguro. - disse ela.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vamos amarrar as cordas umas nas outras e descer a montanha. - disse o Sr. Primo. - Também quero sair daqui o quanto antes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dessa vez ninguém caiu nem tropeçou. Ao chegarem ao pé da montanha encontraram a criatura do gelo congelada no leito de um rio. O Sr. Primo queria arrastar a criatura e levá-la até a próxima aldeia, mas os amigos não deixaram, estavam cansados e o esforço seria sobrehumano. As avalanches cessaram como a dizer que estava feliz com a saída dos invasores. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A próxima aldeia era Draco e foi para lá que os guerreiros se dirigiram. Algumas casas de pedra e vastos terrenos cultivados com milho, arroz, banana e cana compunham a aldeia. No centro desta, encontrava-se uma estátua de pedra do tamanho de 20 homens no formato de um dragão. Segundo a lenda, o coração de um dragão que arrasara o lugarejo séculos passados, estava guardado dentro de uma urna no interior da estátua.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao chegarem na única taverna da aldeia, a primeira coisa que pediram foi uma rodada de cachaça e um pernil assado. Após comerem com a costumeira animação, o Sr. Primo entregou a cada um uma sacola contendo 20 moedas de ouro cada. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Agora que receberam o valor devido, peço que me entreguem a caixa de madeira. - disse o Sr. Primo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Que caixa? - perguntou Sáfio interessado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não se faça de desentendido. Eu vi seu amigo pegar a caixa na sacola de um dos meus homens. - respondeu o Sr. Primo apontando para Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O que há de tão importante dentro dela? - quis saber Dovan. - Sei que emana magia, só não sei do que se trata.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Já sabe demais pelo visto. - comentou o Sr. Primo. - Agora me devolva, pois preciso entregar minha encomenda. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Devolve logo. - disse Armando. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Está bem. Apenas sinto que deveríamos saber seu conteúdo. - disse Dovan ainda desconfiado entregando a caixa de madeira.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não sei o que há dentro dela. Apenas estou entregando uma encomenda a um respeitado senhor de terras dessa região. - informou o Sr. Primo. - Agradeço novamente pela ajuda e espero que voltem em breve à Tremaría. A Festa das Duas Luas vai começar em breve e vocês não iriam querer perder tamanha comemoração.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Voltaremos assim que estivermos, saciados e descansados dessa viagem. Se acaso precisar de nós é só nos procurar. - disse Káji agradecendo ao homem que saiu da taverna com a caixa debaixo dos braços.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Qual o problema com a caixa Dovan? - quis saber Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não sei. Apenas senti que uma emanação de magia muito estranha vindo dela. Mas vamos esquecê-la e comemorar nossa vitória em mais uma aventura juntos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É assim que se fala! - disse Sáfio empolgado. - Senhor? Mais uma rodada de cachaça e traga a sobremesa. Hoje vou me esbaldar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos riram e esqueceram o episódio da caixa de madeira. A vida parecia mais leve e prazerosa. Jocelyn começou a tocar seu alaúde e a taverna se encheu de risos e cantoria.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este é o fim de uma etapa. Ainda tem muito mais pela frente. Vamos dar um descanso merecido aos nossos amigos. Em breve, esses bravos guerreiros participarão de uma nova e empolgante aventura, cheia de perigos, humor e tesouros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Espero que tenham apreciado esse conto. O próximo está sendo escrito e acredito que todos irão gostar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fiquem bem!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7206112193824824918?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7206112193824824918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7206112193824824918&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7206112193824824918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7206112193824824918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/04/ix-o-urro-da-montanha.html' title='IX - O Urro da Montanha'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-1126635751226909988</id><published>2008-02-05T15:21:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T01:29:04.036-02:00</updated><title type='text'>VIII - A Canção do Sono</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R6jFS6ZOlkI/AAAAAAAAAbI/5p4VTYXBC3Q/s1600-h/alaude.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163593901483660866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R6jFS6ZOlkI/AAAAAAAAAbI/5p4VTYXBC3Q/s320/alaude.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Uma coisa era certa: ninguém mais podia ficar doente ou impedido de prosseguir, pois as reservas de ervas curativas de Dovan tinham-se esgotado. Com isso, a atenção foi redobrada. Caminhavam com cuidado, pois não era raro, nessa parte do caminho, encontrar buracos no chão. Aliás esse era um fato que preocupava cada vez mais os aventureiros. Os buracos no chão não eram os únicos. Também as paredes e o teto estavam cheios deles.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Esse lugar me dá arrepios! Parece que estou dentro de um queijo. - comentou Sáfio esfregando os braços.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Espero que não haja um rato gigante à espreita. - zombou Armando rindo do comentário do amigo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Shiii! - Vocês ouviram isso? - perguntou Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu não ouvi nada, mas pressinto problemas. - respondeu Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Por que você diz isso barda? - perguntou um trêmulo Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- As paredes... Elas estão pegajosas. - respondeu Jocelyn enojada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Pelo Deus Sumério! São aranhas! - gritou Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E eram mesmo. Dezenas de aranhas brancas saíram de dentro dos buracos. As que vinham do teto, deslizavam pelas teias até o chão e as que saíam das paredes tentavam espetá-los. Tinham cerca de três a cinco palmos cada. Cada um pegou sua arma e puseram a atacá-las. Jocelyn entregou sua espada a Armando que perdera sua arma no rio subterrâneo quando lutara com o polvo gigante.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E você vai lutar com o quê? - perguntou Armando bramindo a espada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vou tocar uma canção para fazê-las dormir. Protejam seus ouvidos com isso. - disse Jocelyn dando-lhes um par de objetos pequenos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dedilhando as cordas de seu alaúde, Jocelyn produziu uma melodia calmante que flutuou no interior da caverna. Aos poucos algumas aranhas começaram a sentir uma necessidade urgente de dormir. Sentiam-se tão cansadas e sonolentas que se esqueceram do motivo principal de estarem ali: conseguir alimento para elas e seus filhotes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;Não percam o final dessa saga.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-1126635751226909988?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/1126635751226909988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=1126635751226909988&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1126635751226909988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1126635751226909988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/02/viii-cano-do-sono.html' title='VIII - A Canção do Sono'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R6jFS6ZOlkI/AAAAAAAAAbI/5p4VTYXBC3Q/s72-c/alaude.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7306345546685179600</id><published>2008-01-09T00:15:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T01:29:04.253-02:00</updated><title type='text'>VII - Águas Turbulentas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R4Qxu7TbfDI/AAAAAAAAAaA/OAiObCMGI4k/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153298555881618482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R4Qxu7TbfDI/AAAAAAAAAaA/OAiObCMGI4k/s400/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A força de vontade pode salvar um homem da ruína, mas o medo corrompe sua alma e o atira no abismo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Encontrar uma saída daquele túnel escuro foi difícil, mas a espera pelo retorno de Armando e Káji foi mais penosa. O que acontecera aos dois?Que perigos enfrentavam? - perguntavam-se.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;Káji mergulhara em busca de Armando. Uma busca guiada pela amizade e pela força de vontade de quem acredita em seus objetivos. Dentro d'água estava escuro. Aos poucos, Káji foi se acostumando com a ausência de luz. Algo se movia no fundo do rio subterrâneo. Não podia ser Armando. Pelo menos não era apenas o amigo que Káji via. Era algo maior e se movia por todos os lados. Após alguns instantes, Káji entendeu o que estava acontecendo. Armando estava lutando, ou pelo menos tentando se soltar do "abraço" do tentáculo de alguma criatura marinha, que por ironia do destino acabara atracada naquele rio.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Káji pegou sua espada e quis atacar o monstro, mas percebeu que seus movimentos eram lentos, pois a corrente de água, que levava o rio até os confins da montanha, também tentava arrastá-lo. Usando toda sua força de vontade, Káji conseguiu superar mais esse obstáculo e atacou um dos tentáculos da criatura, que se agitou ainda mais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Armando estava ficando sem ar. Sua arma estava perdida e sua última alternativa foi morder o tentáculo que o prendia. Com força e determinação conseguiu se soltar e se afastou da criatura. Precisava urgentemente de ar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nesse meio tempo, Káji foi atingido por um tentáculo e foi atirado contra a parede. Suas costelas protestaram. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Preciso achar Armando e sair daqui. Não há como lutar sozinho contra a criatura. - pensava Káji.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alguma coisa esbarrou em sua perna quando tentava retornar ao túnel onde deixara os amigos. Quando pensara ser outro tentáculo, descobrira que era um corpo que estava sendo arrastado pela correnteza. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Armando! - pensou Káji e nadou até ele.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seu único objetivo naquele momento era tirá-los da água e rezar para que o amigo ainda estivesse vivo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Acho que é melhor um de nós voltar. - disse Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eles estão demorando muito mesmo. - comentou Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Desculpem-me dizer isso, mas não contem comigo. Sou péssimo nadador e estou muito bem aqui. - informou Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Lembre-me de dizer o mesmo quando sua vida estiver em perigo. - disse Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ei! Nada de brigas! Somos amigos e vamos enfrentar o que for juntos! - exclamou Dovan e virando-se para Jocelyn: - Vamos averiguar o que está acontecendo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dovan fincou sua espada na rocha e amarrou uma corda nela. Dessa forma não seriam arrastados pela correnteza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vou ficar aqui de guarda. - disse Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Káji estava fazendo o que podia para nadar e segurar o amigo ao mesmo tempo. Seu ar estava no fim e suas forças também. Quando sua mente deixara de comandar seus movimentos, sentiu algo ou alguém segurando seu braço. Não tentou se esquivar. Não tinha mais força para tal façanha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Nos ajude aqui! Eles não estão respirando! - gritou Jocelyn para Sáfio. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sáfio desceu do buraco escavado na parede e foi ajudar a carregar os amigos para dentro. O buraco tinha cerca de um metro de altura por um de largura e, novamente tiveram que se arrastar para caber dentro dele. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dovan usou sua medicina de primeiros socorros aprendida com os antigos druidas de seu povo. Aos poucos Armando e Káji já estavam respirando, mas não acordaram.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eles estão vivos não é? - perguntou Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sim, estão. No entanto parece que lutaram muito pela sobrevivência. Veja essas marcas em seus braços e pernas. - aproximando a tocha Dovan mostrou as marcas que os tentáculos deixaram na pele de Káji e Armando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O que será que tem lá embaixo? - perguntou Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É melhor não sabermos. - respondeu Jocelyn. - Vamos descansar. Precisamos saber onde vai dar esse túnel que encontramos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vou tirar o primeiro turno. - disse Dovan. - Ainda tenho que fazer uns curativos e uma beberagem para quando eles acordarem. Ainda bem que meus frascos de remédios não se perderam. - exclamou ele.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Tá certo. Que assim seja então. - disse Jocelyn, que poucas horas mais tarde rendeu o amigo, sendo seguida por Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Uh! Minhas costas! - exclamou Káji ao acordar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como não sabia onde estava, resolveu sentar e bateu com a cabeça no teto do túnel. - Ai! Minha cabeça! - reclamou ele.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É melhor ficar deitado. Esse túnel que encontramos é muito estreito e alguém pode se machucar. - disse Sáfio sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Obrigado pelo aviso tardio. E Armando? Ele está bem? - perguntou Káji preocupado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Tá dormindo feito um bebê. - riu-se Sáfio como se tivesse contado uma piada muito boa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O que houve? - perguntou Káji.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Como vocês demoravam, Jocelyn e Dovan foram procurá-los. Eu fiquei de guarda. - informou Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Jocelyn e Dovan acordaram e ainda ouviram a última frase de Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O covarde guardou a própria vida ao invés de nos ajudar a encontrar vocês. - reclamou Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não foi bem assim. Olhe eu só tava...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Já sabemos! ... de guarda! - terminou Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Obrigado amigos. Como está Armando? - perguntou Káji a Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Se recuperando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não há como voltarmos pelo rio. Há uma criatura lá embaixo, cheia de tentáculos e muito perigosa. - informou Káji.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ainda bem que eu não fui. - disse Sáfio medroso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O caminho para a frente é sempre a melhor escolha. Não gosto dessa montanha. Só gostaria que todos nós saíssemos vivos dela e o mais rápido o possível - disse Dovan.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Primeiro temos que encontrar um caminho que nos leve a tal criatura das neves, acabar com ela, encontrar o Sr. Primo e retirar nosso pagamento. - disse Jocelyn.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Isso se ele ainda estiver vivo. - comentou Sáfio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Após a recuperação de Armando e de Káji eles seguiram montanha adentro, unidos num mesmo propósito: o de chegar ao fim da jornada são e salvos e, com as sacolas cheias de ouro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;PS.: Breve um conto diferente. Algo sobre fadas e piratas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7306345546685179600?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7306345546685179600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7306345546685179600&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7306345546685179600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7306345546685179600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2008/01/vii-guas-turbulentas.html' title='VII - Águas Turbulentas'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R4Qxu7TbfDI/AAAAAAAAAaA/OAiObCMGI4k/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5815918235374982307</id><published>2007-11-25T19:31:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T01:29:04.508-02:00</updated><title type='text'>VI - Nas Profundezas da Montanha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R0sRaZZtj6I/AAAAAAAAAW8/8t31Kacpv4E/s1600-h/CAVERNA2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R0sRaZZtj6I/AAAAAAAAAW8/8t31Kacpv4E/s400/CAVERNA2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137218945139183522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dovan recuperou a fé e suas preces foram atendidas. Um pouco mais acima de onde estavam, cerca de vinte metros, havia uma fenda na montanha. Parecia a boca de um monstro com estalactites sobressaindo da rocha gelada. Armando quebrou-as com seu machado e entrou na passagem agachado, pois ela tinha apenas um metro de altura por pouco mais de um metro e meio de largura. Para Káji, foi mais difícil, pois carregava Sáfio nos ombros, Dovan e Jocelyn precisaram apenas abaixar a cabeça. Ali estavam protegidos do vento gelado e da neve.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Como ele está? - perguntou Jocelyn a Káji, enquanto este depositava Sáfio no chão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Respirando, mas se não for aquecido poderá não aguentar por muito tempo. Vou acender uma tocha e ver se há um caminho para dentro da montanha. Aqui ainda está muito frio. - comentou Káji.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ele já tinha caminhado uns dez metros quando a abertura se alargou e ele pôde esticar o corpo. Seus braços e ombros estavam doloridos devido ao frio e ao peso extra que o amigo representara. Verificou se havia perigo no local, mas nada se movia.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Venham! Aqui está mais quente e tem mais espaço. - chamou ele.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Armando estava tendo dificuldade de caminhar, pois além de seus quase dois metros de altura, carregava uma clava pesada. Jocelyn e Dovan seguraram Sáfio pelos braços e pernas e meio que o arrastaram até onde Káji se encontrava.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem agora que estamos longe do vento, vou fazer um chá para nós e principalmente para Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- disse Dovan abrindo seu saco de ervas, pegando um bule e alguns gravetos dentro do saco de lona. Voltou a abertura e encheu o bule com neve.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu queria uma caneca de vinho e um assado. Isso sim iria me reanimar. - comentou Armando lambendo os beiços.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Só se você quiser assar seus miolos. É melhor comermos o que tivermos e bebermos o chá. Não é um chá qualquer, vejam bem. Ele vai nos aquecer e ajudar a curar nossos ferimentos. - explicou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Então eu quero. - disse Armando animado. - Mas como o garoto vai beber se ele tá dormindo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vou fazer uma dose mais forte e entornar na garganta dele. Se ele engasgar pode acordar e até comer um pedaço de pão. É claro que ele pode se sufocar, mas tenho que ariscar. - respondeu Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O que será que aconteceu com o Sr. Primo e os outros? - perguntou Jocelyn preocupada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Só espero que estejam vivos e protegidos como nós. - respondeu Káji.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Melhor descansarmos um pouco até recobramos nossas energias. - recomendou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Armando e eu tiramos o primeiro turno, depois vocês nos substituem. - falou Káji.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Passou-se duas horas sem que nada nem ninguém atrapalhasse o descanso dos aventureiros. Sáfio acordara, mas voltara a dormir após beber mais uma dose do chá e comer um pedaço de pão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E aí como está se sentindo? - perguntou Dovan a Sáfio que sentara e fazia massagem nas pernas para melhorar a circulação.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Melhor. Obrigado pelo que fizeram por mim. - agradeceu ele.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não íamos deixar você morrer enterrado na neve. - disse Armando com um sorriso maroto. - Você ainda vale alguma coisa seu ladrãozinho encrenqueiro. - Armando caçoou enquanto jogava pequenas pedras no amigo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ei! Isso machuca! Qual é o plano? - voltou-se para os amigos que traçavam metas a serem executadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O plano é encontrarmos uma passagem que nos leve até os outros. Como não sabemos onde encontrá-los, vamos ter que contar com a sorte e como nossos instintos. - disse Káji.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Estou precisando de uma boa luta para esquentar o sangue. - comentou Armando segurando sua clava e caminhando para frente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não sabiam quanto tempo seguiam dentro da montanha. A cada vez que encontravam uma curva ou passagem eles faziam uma marca na parede com a espada ou uma adaga. Se não houvesse saída, poderiam retornar sem que ficassem perdidos. O caminho que escolheram parecia levar às partes mais profundas da montanha. Ali não fazia frio. Após uma curva deram com uma grande abertura, uma caverna natural de rocha lisa onde corria um rio subterrâneo. a água fazia sombras onduladas nas rochas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Armando ilumina melhor aquela parede onde o rio corre. Deve haver uma passagem ali. - disse Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Há sim! - exclamou Armando. - Mas teríamos que entrar na água e nadar até lá. Não dá pra ver daqui a extensão da passagem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem, creio que todos sabem nadar. - disse Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Nadar eu sei, mas não consigo ficar muito tempo debaixo d'água e esta parece estar muito gelada. - comentou Armando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos nos livrar dos pesos supérfluos e levar somente o essencial. Assim teremos mais agilidade ao nadar. - recomendou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Com a roupa do corpo, uma pequena sacola amarrada na cintura e as armas, eles entraram no rio e começaram a nadar até a passagem. Num certo trecho tiveram que mergulhar para poder passar pela abertura na rocha que não era tão larga, mas que dava para passar um por vez. Mesmo não sabendo o que iriam encontrar no final do túnel eles se arriscaram. Armando, por ser o maior e por estar carregando uma calva pesada, estava tendo dificuldades de acompanhar os outros, ficando por último. No final do túnel puderam submergir, mas estava muito escuro e as tochas estavam molhadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Todos estão bem? - perguntou Káji tomando fôlego.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Estou. - responderam Jocelyn e Dovan em uníssono.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Tá frio! - resmungou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Armando? - chamou Káji. Nada. Nenhuma resposta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Será que ele se afogou? - perguntou Sáfio preocupado com o amigo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vou voltar e ver se encontro ele. Vocês tentem encontrar uma saída e um lugar seco. - disse Káji mergulhando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vou orar para que Káji possa encontrá-lo e trazê-lo até aqui, são e salvo. - disse Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos procurar um lugar mais seco e tentar iluminar esse túnel. - disse Jocelyn tateando as paredes em busca de outra passagem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enquanto vasculhavam o túnel, Káji foi em busca do amigo. As coisas dentro da montanha estavam ficando tão complicadas quanto do lado de fora. Agora sentiam o quão penosa se tornara a viajem e Jocelyn entendeu o que o Sr. Primo quisera dizer quando mencionara os perigos envolvendo aquela empreitada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5815918235374982307?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5815918235374982307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5815918235374982307&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5815918235374982307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5815918235374982307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/11/vi-nas-profundezas-da-montanha.html' title='VI - Nas Profundezas da Montanha'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/R0sRaZZtj6I/AAAAAAAAAW8/8t31Kacpv4E/s72-c/CAVERNA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8870583840987915206</id><published>2007-11-03T15:30:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T01:29:04.709-02:00</updated><title type='text'>V - Tempestade de Neve</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ryy6EFrHHEI/AAAAAAAAAU4/FrPA_aBXbS4/s1600-h/neve.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128678655073393730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ryy6EFrHHEI/AAAAAAAAAU4/FrPA_aBXbS4/s400/neve.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Assim como Dovan dissera, a vegetação foi se tornando cada vez mais escassa até sumir por completo. O solo era coberto por rochas lisas e escorregadias. Tiveram que desmontar, pois podiam ser derrubados dos cavalos que não conseguiam pisar firme sobre as rochas. Não viam nada no horizonte, nem árvores, nem montanhas, até o céu parecia invisível. Uma parede branca se estendia de leste a oeste e um vento gélido fazia ondas no ar, entrando pelas vestes e os fazendo tremer de frio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Os cavalos! Soltem os cavalos! - gritou Primo a seus companheiros. - Não podemos atravessar aquilo com eles! - exclamou apontando para a parede branca.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alguns seguiram suas ordens. Outros, teimosos, mantiveram os animais por perto segurando firmemente as rédeas. Não podiam perder animais tão valiosos. Muitos tombaram ao chão, pois era difícil se manter de pé. A neve alcançou-os antes como uma chuva fina e fofa e depois como uma tempestade agourenta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Cordas! Amarrem as cordas umas nas outras! Segurem firme e não soltem! Não dá para enxergar nada e será fácil alguém se perder. - ordenou Primo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu quero voltar! - reclamou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu também, mas temos que continuar. - gritou Jocelyn. - Não podemos deixá-los sozinhos nesse momento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Estou congelando. - gemeu Armando. - Não quero morrer aqui.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ninguém vai morrer. Vou prender minha corda na cintura, façam o mesmo com ela. Assim se der algum problema estaremos juntos. - gritou Káji para os amigos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dovan estava orando aos deuses para que os protegessem da fúria da natureza. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O vento e a neve se tornaram um só e chicoteavam a pele dos viajantes cortando tecidos, couro e carne. Muitos não aguentaram a surra provocada pela tempestade e soltaram a corda principal. Não haveria volta para eles.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O terreno começou a inclinar-se. Estavam subindo a montanha. Nada podia ser visto daquele ponto. Pararam de falar, pois o frio machucava a garganta e a subida íngreme dificultava a respiração.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cada um dos integrantes sobreviventes sentia o coração apertado e um gosto de bile na boca. Muitos perceberam o quão louca fora a decisão de continuar aquela viajem, mas lutavam bravamente contra o frio externo enchendo seus corações de calor e esperança de se salvarem e de sair daquele inferno o quanto antes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dovan e Armando estavam tendo dificuldade de segurar a corda, que cortava a palma das mãos e se tornava cada vez mais escorregadia. Dovan começou a perder as esperanças e a fé. Armando caminhava trôpego a ponto de tropeçar nas próprias pernas. A neve chegava-lhes ao joelho e cada passo tornava-se mais lento e cansativo. Sáfio, por ser o menor do grupo, tinha neve até a altura das coxas. Ele começou a esmorecer devido ao frio que lhe nublava a mente e enrigecia os músculos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sáfio, Armando e Dovan soltaram-se da corda principal e caíram ao chão. Káji e Jocelyn foram puxados pela corda que os prendia à cintura e foram jogados no chão. Os demais viajantes passaram por eles sem notar o que havia acontecido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Káji tateou o nada até encontrar o braço de Jocelyn. Chegando perto da garota falou-lhe ao ouvido: - Tudo bem? Vamos nos guiar pela corda e encontrar os outros.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Tá certo. - disse ela, os dentes tiritando de frio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os cinco amigos estavam juntos novamente, mas um deles, Sáfio Liso, estava inconsciente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Apesar de não pesar muito, foi com esforço que Káji o carregou ao continuarem a subir a montanha. Não havia guias para indicar-lhes o caminho. Subiram devagar, usando toda a energia que dispunham. O vento agora estava mais brando, apenas a nevasca dominava. Aos poucos a tempestade foi diminuindo sua intensidade e apesar do esforço e do cansaço da viajem, conseguiram vislumbrar o topo da montanha de gelo. O que mais precisavam agora era encontrar um abrigo, uma saliência na rocha para descansar e se protegerem do frio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8870583840987915206?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8870583840987915206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8870583840987915206&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8870583840987915206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8870583840987915206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/11/v-tempestade-de-neve.html' title='V - Tempestade de Neve'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ryy6EFrHHEI/AAAAAAAAAU4/FrPA_aBXbS4/s72-c/neve.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8526782048814468699</id><published>2007-10-12T09:18:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:04.896-02:00</updated><title type='text'>IV - A Caravana</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rw9onk1s54I/AAAAAAAAATU/fQPvj6bmZzw/s1600-h/caravana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120426330456647554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rw9onk1s54I/AAAAAAAAATU/fQPvj6bmZzw/s400/caravana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não tardou muito e a caravana se pôs em movimento. Ao todo eram cerca de duzentas pessoas contando os guerreiros, comerciantes, alguns aldeões, sem contar os cavalos, bois de carga, cabras, galinhas, porcos e cães de caça. Esses últimos iam à frente da caravana farejando o terreno. Se um deles voltasse correndo ou latisse nervoso era um sinal de que algo não ia bem e, assim podiam se prevenir. O Sr. Primo dava-lhes ordens para que encontrassem um bom lugar para o descanso e os animais latindo e abanando o rabo conseguiam encontrar boas clareiras com água potável. Era um investimento barato e o Sr. Primo era econômico.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tinha se passado três dias desde que Jocelyn, Sáfio, Armando, Dovan e Kági se uniram aos caravaneiros. Durante esse tempo, travaram contatos importantes com boa parte deles, afinal poderiam conseguir serviços extras, os quais obteriam lucros vantajosos. Como havia comida para todos, Sáfio ficou na dele, no entanto quase apanhou dos amigos quando tentou furtar uma pequena caixa de madeira de um dos comerciantes. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Durante o anoitecer, ergueram barracas e acenderam várias fogueiras. Cada grupo se distraía como era seu costume. Armando e Kaji, os menos falantes do grupo, davam boas risadas das histórias engraçadas que o Sr. Primo contava. Dovan e Sáfio, alvos de muitos olhares, o primeiro pela aparência nada convencional e o segundo por sua incapacidade nata de permanecer quieto e fora de confusões, jogavam um dado de seis faces no chão, apostando quem tirava o maior número. Jocelyn não era a única mulher do grupo, pois as esposas de alguns aldeões acompanhavam seus maridos. Pelo visto o objetivo daquela caravana não era unicamente destruir a fera que massacrara dezenas de homens na Montanha do Vento Cortante. Muitos se uniram a caravana do Sr. Primo com interesses próprios, seja comercializar com outras regiões ou povoá-las. Alguns poucos jovens, filhos dos homens mortos, iriam tomar conta dos negócios dos pais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ao raiar o quarto dia eles se depararam com uma vegetação fechada e muitas montanhas rochosas. Atravessavam um vale estreito e todos estavam muito quietos e apreensivos. Afinal estavam caminhando em terreno alheio, no qual os donos não eram pessoas amigáveis. Esse vale contornava parcialmente a cidade de Cancería, na qual a maioria dos habitantes eram bandidos, fugitivos e assassinos sanguinários. De repente ouviu-se gritos e sinais de luta vindos do final da caravana.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;_ Vamos ver o que está acontecendo lá atrás. - gritou Armando segurando seu machado e correndo para o final da caravana.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Impeçam seu amigo antes que seja tarde. - ordenou o Sr. Primo para Kági e Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mas por quê? - perguntou Kági, também pronto par a luta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;_ Porque não estão sendo pagos para defender e lutar por todos e si para neutralizar a criatura das montanhas. - disse Primo nervoso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E vamos deixar que roubem nossa comida e matem essas pessoas? - perguntou Jocelyn incrédula.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eles têm defensores próprios e além do mais eu já esperava por isso. - disse ele com uma calma irritante.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ah é? E se não conseguirem se defender? Vamos esperar que esses bandidos venham nos atacar? - perguntou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Quando um tocador de gado atravessa um rio com seus bois, sempre deixa os mais velhos e doentes para trás. Assim, as criaturas do rio não atacam o gado inteiro e ele poderá chegar a outra margem com segurança. - disse o Sr. Primo como se isso encerrasse a questão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Então você deixou que aquelas pessoas e o animais de carga viessem na retaguarda de propósito? - perguntou Kági enojado com tamanha crueldade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;_ Sim e se não impedirem seu amigo podem esquecer do serviço. Estou pagando muito caro e não tenho tempo a perder com bobagens. - disse o Sr. Primo esporeando seu cavalo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pagando quem? Ele não nos deu nada até agora e nem sabemos se haverá pagamento pelos nossos serviços. - resmungou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo revoltados eles correram atrás de Armando e o impediram de lutar a favor dos aldeões e de seus poucos guerreiros.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Isso não é justo! - reclamou Armando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Concordamos com você amigo, mas não foi para isso que fomos empregados nessa caravana. - disse Kági.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu sei. Só que é difícil não pensar naquelas pessoas entende? Eu sou um guerreiro, mas sou humano e não gosto de injustiças.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Também não gostamos Armando. - disse Jocelyn. - Agora já está feito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Temos que nos concentrar no resto da viagem, que parece trazer novas surpresas. - comentou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Por que diz isso? - perguntou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não estão sentindo que o vento está mudando? Vejam o solo, quase não tem mato, nem animais. Parece que a vida abandonou este lugar. - explicou Dovan apreensivo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É verdade. - constatou Jocelyn. - Será que a tal montanha fica aqui perto?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pode ser e se assim for é melhor nos agasalharmos, pois será um caminho muito penoso. - comentou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O incidente do ataque à Caravana deu lugar a um sentimento gélido que penetrava na pele e se espalhava por todo o corpo. Estavam chegando ao seu destino e não era uma sensação agradável pensar no assunto. Atravessaram todo o vale de Cancería temerosos de mais um ataque. Não imaginavam que coisas piores poderiam acontecer à eles, mas já podiam sentir na pele um vislumbre do que teriam pela frente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8526782048814468699?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8526782048814468699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8526782048814468699&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8526782048814468699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8526782048814468699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/10/iv-caravana.html' title='IV - A Caravana'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rw9onk1s54I/AAAAAAAAATU/fQPvj6bmZzw/s72-c/caravana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3640101703809648883</id><published>2007-10-06T11:40:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:05.066-02:00</updated><title type='text'>5 Estrelas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rweh001s51I/AAAAAAAAAS8/trqQtYHQamU/s1600-h/0005adzz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rweh001s51I/AAAAAAAAAS8/trqQtYHQamU/s400/0005adzz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118237430439012178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi da amiga Maria do blog "A alma não está à venda" &lt;a href="http://vahalla.blogs.sapo.pt"&gt;http://vahalla.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt; a nomeação para o Caminho dos Contos como sendo um blog 5 estrelas. Agradeço de coração e como se diz devo nomear 5 blogges, então segue os contemplados:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alex13-alexandra.blogspot.com/"&gt;http://alex13-alexandra.blogspot.com&lt;/a&gt; - A King of Magic II&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alittlefairy.blogspot.com/"&gt;http://alittlefairy.blogspot.com&lt;/a&gt; - A Little Fairy&lt;br /&gt;&lt;a href="http://antigasternuras.blogspot.com/"&gt;http://antigasternuras.blogspot.com&lt;/a&gt; - Antigas Ternuras&lt;br /&gt;&lt;a href="http://casadeleitura.blogspot.com/"&gt;http://casadeleitura.blogspot.com&lt;/a&gt; - Casa de Leitura&lt;br /&gt;&lt;a href="http://osibarita.blogspot.com/"&gt;http://osibarita.blogspot.com&lt;/a&gt; - O Sibarita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fiquem bem e não percam o próximo capítulo da nova jornada do Caminho dos Contos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3640101703809648883?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3640101703809648883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3640101703809648883&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3640101703809648883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3640101703809648883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/10/5-estrelas.html' title='5 Estrelas'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rweh001s51I/AAAAAAAAAS8/trqQtYHQamU/s72-c/0005adzz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-1104536952803789120</id><published>2007-09-16T09:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:05.280-02:00</updated><title type='text'>III - Pega ladrão!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ru0gHHcMVkI/AAAAAAAAAR0/5aDsGszx_dg/s1600-h/ladrao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110776458763851330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ru0gHHcMVkI/AAAAAAAAAR0/5aDsGszx_dg/s400/ladrao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gaivotas disputavam entre si as migalhas de pão atiradas na areia da praia por um velho de barba branca. Para muitos Arlindo Gaivota era considerado uma lenda, para outros um velho louco que conversava com as aves.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dovan Káji, Sáfio, Armando e Jocelyn caminhavam pela cidade atentos as conversas e ao movimento frenético do porto. Alguns homens uniformizados que compunham a Guarda do Comércio, fiscalizavam a entrada e saída de embarcações. O contrabando e a pirataria não regulamentada eram proibidos e passíveis de prisão, exílio ou morte dependendo da gravidade das acusações.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tremaría sustenta a maior parte da economia de todo o continente sumeriano. Em suas ruas estreitas, ligadas umas as outras, podemos encontrar mercearias, carpintarias, ferrarias, boticários, peixarias, pequenas tavernas, hospedarias, casas de banho e massagem, casa de grãos e uma loja de tranqueiras, a única da cidade, onde podemos encontrar diversos utensílios desde lamparinas à óleo animal a penicos furados, que segundo o dono do estabelecimento são os mais procurados.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A fome se contorcia feito cobra na barriga de Sáfio, que não conseguindo controlar seus instintos, passou a mão em algumas linguiças e em uma broa de milho na mercearia onde acabara de entrar. O dono, um homem moreno de bigodes, descobriu o roubo e correu atrás do ladrão segurando um facão em uma das mãos e um salame na outra. Sáfio Liso não tinha esse nome por acaso. Saltou por entre barracas, correu pelas ruas e deu a volta na praia tentando se safar da ira do mercador que gritava: - Pega ladrão! Guardas! Foi uma louca corrida, mas o homem não conseguiu alcançá-lo e nem a Guarda obteve sucesso em sua perseguição.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Você tá louco? Quer morrer? - perguntou Armando nervoso segurando com força o braço de Sáfio que se escondera atrás de uns sacos de trigo no cais do porto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu estou com fome. Não me olhem assim. - disse Sáfio quando os amigos se aproximaram. - Foram só algumas linguiças e essa broa. O bigodudo tem muito mais e não vai precisar desses.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Armando tem razão. Não queremos encrenca com a Guarda. Só que essa sua boca grande e as suas lombrigas vão acabar por nos colocar atrás das grades. - disse Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não pude evitar. Da próxima vez pego algo no depósito sem que ninguém perceba. - disse Sáfio, incorrigível.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não haverá uma outra vez. Não enquanto quiser permanecer em nosso grupo. - rebateu Káji apoiando Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em meio a essa discussão, Dovan conseguiu escutar um burburinho próximo as docas e identificou as palavras caravana e pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Silêncio! Creio que teremos trabalho pela frente. - comentou Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não me diga que a Guarda nos descobriu? - perguntou Sáfio já escondendo algumas linguiças num dos bolsos de sua vestimenta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não tem guarda nenhum. Parece que vai sair uma caravana da cidade e ouvi algo sobre pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos averiguar. - disse Kági.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Num local afastado do centro da cidade, alguns cavalos, charretes e homens se preparavam para deixar a cidade. Ao se aproximarem dos viajantes, os aventureiros sondaram com o guia da caravana informações sobre a mesma.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Recebemos a notícia de que uma criatura de tamanho monumental anda atacando viajantes na Montanha do Vento Cortante. - informou o guia, um rapaz franzino, com cerca de quinze anos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Por acaso vocês precisam de ajuda? Somos aventureiros e guerreiros. Se o pagamento for favorável, gostaríamos de acompanhá-los. - disse Dovan.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem senhores e senhora, creio que terão que falar diretamente com meu pai, que é o organizador desta caravana. É ele quem está recrutando o pessoal especializado. Vejam lá vem ele. - disse o rapaz apontando para um homem musculoso e de olhar sagaz.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Miriel creio que seja hora de partir. - disse o homem batendo no ombro do rapaz.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Muitos bons dias senhor. - disse Jocelyn. - Eu e meus amigos aqui estamos oferecendo nossos serviços.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Senhora creio que essa jornada não seja aprazível para uma moça tão bela. Haverá muitos perigos. - disse o homem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Onde está essa moça? Não estou vendo ninguém com essa descrição aqui. - disse Dovan zombando de Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Cala a boca Dovan! Não estamos brincando! Senhor, minha condição de mulher não me impede de lutar quando necessário. Além disso, precisamos de um serviço. Somos aventureiros e há muito não empreendemos uma jornada como essa. - disse ela em tom firme e decidido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem se a senhora não se importar com os perigos e a má acomodação, então acho que posso contratá-los como "buchas". - o homem ao perceber que ninguém o entendia tentou esclarecer. - Sabe aqueles caras que caem de frente nas batalhas? Enfim, vocês seguirão na frente da caravana, atrás virão meu filho e eu e, por fim os outros viajantes. Se houver sinal de perigo vocês devem nos avisar para que nos desviemos dele. O nosso propósito não é bater de frente com problemas pequenos, mas sim deter a tal criatura. - disse o homem que agora sabiam chamar-se Primo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Estamos de acordo então. - disse Káji.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E quanto ao pagamento? - perguntou Sáfio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bem, esse foi o maior problema ao contratar o serviço de guerreiros e homens habilidosos. Por enquanto só posso oferecer comida, acessórios e cavalos. Caso a criatura seja detida, cada um receberá 20 moedas de ouro na base de Virgo, a cidade mais próxima da Montanha do Vento Cortante. Devem levar agasalhos quentes. O frio lá no alto da montanha pode cortar a pele e a sensação não é nada agradável. - disse Primo dirigindo seu olhar a Jocelyn.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Fechado! - disse ela antes que alguém desistisse.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Nesse caso vou apresentá-los aos outros integrantes da caravana. Venham comigo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo a contra gosto os amigos de Jocelyn a acompanharam e ao homem. Essa seria uma aventura e tanto e apesar do pagamento ser pouco e duvidoso, eles terão muito o que fazer para preencher seus dias e quem sabe não sairão dessa com algo mais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-1104536952803789120?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/1104536952803789120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=1104536952803789120&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1104536952803789120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/1104536952803789120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/09/iii-pega-ladro.html' title='III - Pega ladrão!'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Ru0gHHcMVkI/AAAAAAAAAR0/5aDsGszx_dg/s72-c/ladrao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8651018182532375645</id><published>2007-09-07T13:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:05.459-02:00</updated><title type='text'>II - Na Taverna da Pedra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RuF_iEQbwvI/AAAAAAAAARk/h6PByTHJW9M/s1600-h/taverna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107503675649802994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RuF_iEQbwvI/AAAAAAAAARk/h6PByTHJW9M/s400/taverna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O som de canecos de barro sendo enchidos ressoava na taverna entupida de frequentadores dos mais variados tipos e condições sociais. Encontrar uma mesa vazia era impossível aquela hora da noite. A taverna, que fazia vezes de hospedaria, era toda de pedra retirada da Montanha dos Anões, no lado oeste de Suméria, inclusive as mesas e bancos. O local era iluminado por lamparinas à querosene e tochas aqui e ali. À direita, um ruidoso grupo de mercadores discutia produtos, preços e negociavam suas dívidas. À esquerda quatro pescadores jogavam cartas. Suas vozes alteravam-se a todo momento e, não era incomum que houvesse xingamentos e agressões entre eles. Expressões nada sutis eram cuspidas no ar para quem quisesse ouvir. À frente, ficava o balcão onde um homem marcado por algumas cicatrizes no rosto e nos braços, enchia os canecos com um líquido dourado. Num canto do balcão, um gato de pelagem escura dormia impassível a balbúrdia que dominava a taverna. Numa mesa ao fundo, cinco hóspedes conversavam enquanto lhes era servido hidromel e coelho assado na brasa. Um deles, de aparência nada convencional, chamou o servente e lhe fez um estranho pedido.&lt;br /&gt;- Você têm carne de cachorro? Venho há muito tempo desejando provar essa iguaria. E aí têm? - perguntou Dovan, um rapaz jovem usando um manto de couro escuro por cima de um corselete também de couro. Seus olhos eram azuis como o firmamento e os cabelos compridos tinham um tom prateado jamais visto por aquelas bandas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O senhor disse carne de ca-cachorro? - perguntou o homem espantado. - Não senhor. Aqui só temos coelho, cabra, veado e carne do mar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Quer dizer que não tem carne de cachorro? Que taverna é essa afinal? - reclamou Dovan desapontado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não assuste o pobre homem Dovan. - disse Jocelyn, uma bela moça de cabelos castanhos e olhos cor de avelã, trajada com uma túnica verde folha. Encostado a seus pés, um alaúde , um instrumento de cordas em forma de gota.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Senhor, se não tem carne de cachorro pode servir carne de gato mesmo. Aquele alí parece apetitoso. - comentou Jocelyn apontando para o felino no canto do balcão, que como sentisse o perigo no ar seus pelos se eriçaram de medo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Aquele gato pertence ao dono da taverna e eles são muito chegados. Se os senhores desejarem posso trazer o veado agora. - informou o servente e, após o consentimento dos outros ocupantes da mesa, voltou para a cozinha e de lá não saiu mais até que a taverna estivesse fechada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vocês deviam parar com essa brincadeira. O nosso propósito não é comer carne de cachorro ou gato e sim arrumarmos um serviço. Nossas moedas estão rareando e não tenho a intenção de roubar ou mendigar comida. - disse Kági, visivelmente um guerreiro obstinado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O que há de errado em roubar para comer? - perguntou Sáfio Liso meio que ofendido com o comentário do amigo. Sáfio era um rapaz magro e dono de um olhar atento e sagaz, que vestia uma roupa cheia de bolsos e pequenas sacolas penduradas na cintura. Usava um corselete formado por dezenas de chaves dos mais variados tipos e tamanhos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu concordo com Kági. Numa cidade como essa não deve ser difícil encontrarmos alguém que precise de nossos serviços. - disse Armando, outro guerreiro forte e robusto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vamos descansar por hoje. Amanhã caminharemos pela cidade e buscaremos algo de útil e lucrativo para fazer. - disse Jocelyn. - Agora que tal uma música para acalmar os ânimos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A moça pegou o alaúde e uma melodia suave e calmante encheu o ambiente agitado da taverna. Alguns frequentadores animados com a novidade, atiraram-lhe moedas que rapidamente foram parar nos bolsos de Jocelyn. Aos poucos só se ouvia o rumor das ondas do mar batendo nas rochas como a lançar um feitiço sobre a cidade adormecida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8651018182532375645?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8651018182532375645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8651018182532375645&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8651018182532375645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8651018182532375645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/09/ii-na-taverna-da-pedra.html' title='II - Na Taverna da Pedra'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RuF_iEQbwvI/AAAAAAAAARk/h6PByTHJW9M/s72-c/taverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8447592867119727278</id><published>2007-08-25T18:13:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:05.816-02:00</updated><title type='text'>O Sonho de Jorge - O Portal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RtgJv0QbwrI/AAAAAAAAARE/sPUTTFk1ERA/s1600-h/portal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104840894710530738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RtgJv0QbwrI/AAAAAAAAARE/sPUTTFk1ERA/s400/portal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;MYRIAN CÉSAR: PORTAL&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;VENHA CONTAR UM CONTO&lt;/strong&gt; acaba de ter a primeira participação. O conto segue abaixo e mais além a continuação enviada pelo amigo &lt;strong&gt;Mementos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Jorge não queria dormir, mas seus olhos teimavam em fechar e sua cabeça pesava. Ele já era homem feito e tinha uma vida equilibrada e sustentável. Morava sozinho, pois apreciava a liberdade. Não era casado, mas tinha seus rolos e isso bastava. O trabalho numa firma de eletrodomésticos era chato, mas o salário compensava. Pensar no trabalho causava-lhe mais sono e mesmo relutante, Jorge entregou-se a Morpheu. (Para quem não sabe Morpheu não era seu parceiro de cama e sim o manipulador dos sonhos)Jorge sentiu sua pele arrepiar. Queria acordar, mas o mundo dos sonhos o impedia. Detestava aquele lugar. Sempre o mesmo lugar, o mesmo cheiro, a mesma cor cinza e nenhuma luz. O caminho era estreito e lamacento. Não havia como ir para trás, pois seus pés não obedeciam. Não havia laterais no caminho, somente reta e sempre na mesma direção. Jorge decidiu seguir até o fim e ver o que o atraía. Depois de muito andar e já cansado ele parou e o que via a sua frente era algo assustador, tanto quanto aquele sonho estúpido." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você saberia dizer o que Jorge viu? Venha contar este conto. Aguardo a sua continuação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Jorge deu de frente com um portal iluminado por uma lamparina alaranjada, e por detrás desta um relógio que contava as horas ao contrário. Nada lhe foi dito, mas interiormente sabia que deveria fazer algo, mas o que? Percebeu que não poderia mais voltar atrás. Estava preso entre o passado e o devir."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Autor: Mementos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para participar é só enviar o texto ou um outro conto para o e-mail abaixo:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="mailto:chellot@gmail.com"&gt;chellot@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8447592867119727278?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8447592867119727278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8447592867119727278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8447592867119727278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8447592867119727278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/08/o-sonho-de-jorge-continuao.html' title='O Sonho de Jorge - O Portal'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RtgJv0QbwrI/AAAAAAAAARE/sPUTTFk1ERA/s72-c/portal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-2281661175422176300</id><published>2007-08-18T14:42:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:06.021-02:00</updated><title type='text'>I - Tremaría</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RsdHPUQbwpI/AAAAAAAAAQ0/jAIPn4_9FJI/s1600-h/Cidade4.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100123431481623186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RsdHPUQbwpI/AAAAAAAAAQ0/jAIPn4_9FJI/s400/Cidade4.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tremaria é uma cidade portuária que recebe diariamente visitantes, comerciantes e trabalhadores vindos de diversas partes do continente sumeriano, das ilhas próximas e de outras terras que vêem na cidade um meio de vida lucrativo e encontram diversões sem igual em qualquer lugar do Mundo Conhecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Porto das Gaivotas fervilhava na manhã ensolarada do quarto dia do Solário, período que predomina o clima quente e úmido. O forte odor de maresia, misturado ao suor e ao cheiro de especiarias dominava o porto. Pescadores traziam para a terra caixas de pescados, mercadores desembarcavam seus produtos importados como tecidos, alimentos e ferramentas em geral, alguns homens, nitidamente piratas registrados, carregavam baús contendo ouro e armas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma enorme muralha de pedra circundava a cidade, uma antiga proteção contra invasores e inundações. No lado leste via-se um aglomerado de pessoas formando um círculo fechado em torno de uma estrutura monumental: uma pedra redonda e lisa de cerca de cinco metros de altura. O que mais atraía a atenção dos homens e das crianças era um homem, visivelmente um guerreiro, erguendo um enorme machado. A pancada foi ouvida há vários metros de distância e o som de estilhaços ribombou pelo ar. O olhar admirado dos observadores notou que os milhares de cacos espalhados pelo chão pertenciam ao machado e não a pedra, que por sua vez continuava ilesa como sempre esteve, desde que apareceu misteriosamente na cidade do porto. A fisionomia do guerreiro era de pura frustração. As moedas passavam de mãos em mãos, pois sempre que alguém tentava quebrar a pedra as apostas de quem sairia vencedor, pedra ou homem, rolavam livremente pelo porto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De frente para a Grande Pedra, uma taverna também de pedra, acolhia os viajantes e qualquer um que desejasse uma boa comida, bebida &lt;em&gt;gelada&lt;/em&gt; e um canto para dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-2281661175422176300?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/2281661175422176300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=2281661175422176300&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2281661175422176300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2281661175422176300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/08/i-tremara.html' title='I - Tremaría'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RsdHPUQbwpI/AAAAAAAAAQ0/jAIPn4_9FJI/s72-c/Cidade4.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6789779310765539029</id><published>2007-08-05T12:17:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:06.199-02:00</updated><title type='text'>Suméria - Introdução</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RrX3ssG26sI/AAAAAAAAAQM/elopuFnVgK4/s1600-h/SUM%C3%83%C2%89RIA.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095250900565813954" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RrX3ssG26sI/AAAAAAAAAQM/elopuFnVgK4/s400/SUM%C3%89RIA.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suméria é um continente banhado a oeste pelo Mar Frígido, a leste pelo Mar do fogo e ao norte pelo Mar Meridional. O sul é uma região ainda desconhecida e inexplorada. Muitos foram os que se atreveram a desbravar seus domínios, seja por terra ou pelo mar, poucos voltaram para seus lares com vida, desolados. A região ganhou fama de ser mal-assombrada e assim, vem sendo evitada pela maioria dos habitantes do continente sumeriano. No Mar Frígido, fazendo fronteira com a Cordilheira Nevada, encontra-se a "Calota de Gelo Sempterna", local onde se originam os ventos e as correntes de ar frias que invadem o continente sumeriano. O Mar Meridional, pouco navegável, possui águas agitadas por redemoinhos constantes. No Mar do Fogo encontra-se a Ilha do Vulcão, Ilha da Morte e Ilha dos Piratas. Sendo o mais navegável, constitui na principal rota marítima que liga o continente sumeriano a outros continentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A origem de Suméria é ainda desconhecida. Seus primeiros habitantes, segundo as lendas, pertenciam a uma raça humana de inteligência notável e ilimitada. Estranhamente essa raça desapareceu do continente, porém os vestígios de sua ocupação ainda podem ser encontrados em alguns locais. A exemplo disso estão algumas construções, a maioria em ruínas, estradas, monumentos e objetos de grande valor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O continente sumeriano foi reabitado cerca de quatro séculos por diversas raças vindas de outros territórios além-mar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro século da chegada daqueles que se tornariam os primeiros novos habitantes a ocupar o continente foi denominado o Século do Terror. A costa leste foi invadida por um maremoto que inundou e destruiu grande parte das cidades costeiras. Além disso, segundo conta a lenda, um terrível monstro marinho emergiu do Mar do Fogo e atacou os habitantes causando mortes e destruição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O segundo século, tornou-se o Século das Fortalezas. Muralhas imensas foram erguidas da margem leste à margem oeste do continente. Tinha como objetivo conter uma nova invasão marítima. Neste século ocorreram algumas disputas de territórios e assaltos constantes às construções fortificadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O terceiro século, chamado de O Restaurador foi o mais tumultuado. Recheado de guerras e conflitos entre os clãs, indecisão quanto ao sistema de governo que deveria ser instaurado, disputas por territórios e pelas rotas comerciais, que só teve fim na segunda quinzena do quarto século.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir do quarto século, denominado Século Astral é que as peças começam a se encaixar. O Século Astral é marcado por grandes acontecimentos: os territórios são demarcados e divididos proporcionalmente aos clãs. Institui-se uma cidade neutra - Tremaria - a cidade portuária, na qual está localizada a Cúpula dos Doze, composta de doze representantes de cada clã. Todos os assuntos políticos, comerciais e pessoais são questionados e avaliados por essa instituição. Criou-se a Guarda do Porto com a finalidade de conter a pirataria ilegal, o contrabando de pérolas da Lagoa dos Corais e manter a segurança dos habitantes da cidade e das cargas armazenadas nos galpões do Porto das Gaivotas. Leis foram instituídas. Impostos foram criados com vistas a melhorar as condições de vida de cada habitante do continente. Desenvolveu-se o comércio entre os clãs e as rotas comerciais, terrestres e marítimas, foram ampliadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suméria ainda não foi completamente conquistada. Ainda existem muitos territórios a serem descobertos e muitos segredos a serem revelados. Este será o cenário de muitas aventuras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aguardem o primeiro capítulo dessa nova aventura e a quem interessar possa, gostaria da participação no projeto Venha Contar Um Conto, postado anteriormente e que começa contando a inusitada história de Jorge e seus sonhos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Fiquem bem e não percam o novo conto do Caminho dos Contos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6789779310765539029?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6789779310765539029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6789779310765539029&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6789779310765539029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6789779310765539029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/08/sumria-introduo.html' title='Suméria - Introdução'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RrX3ssG26sI/AAAAAAAAAQM/elopuFnVgK4/s72-c/SUM%C3%89RIA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5581736602112569522</id><published>2007-07-28T19:04:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:06.560-02:00</updated><title type='text'>Venha Contar Um Conto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RqvJV8G26qI/AAAAAAAAAP8/XBo-76RBOHU/s1600-h/venha+contar+um+conto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092385182421805730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RqvJV8G26qI/AAAAAAAAAP8/XBo-76RBOHU/s400/venha+contar+um+conto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esse blog tem por finalidade entreter os leitores com histórias fantásticas, mas também abre as portas para novas idéias. Venha contar um conto é a idéia inicial. Se você possui algum conto fantástico e gostaria de vê-lo publicado aqui, então escreva para o e-mail a seguir enviando seu conto em anexo ou no corpo do e-mail. Também pode participar seguindo o caminho do conto que darei início. (só para leitores que participarem e continuarem a história inicial) Venha contar um conto ou tentar levá-lo adiante. O final dependerá da sua criatividade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge não queria dormir, mas seus olhos teimavam em fechar e sua cabeça pesava. Ele já era homem feito e tinha uma vida equilibrada e sustentável. Morava sozinho, pois apreciava a liberdade. Não era casado, mas tinha seus rolos e isso bastava. O trabalho numa firma de eletrodomésticos era chato, mas o salário compensava. Pensar no trabalho causava-lhe mais sono e mesmo relutante, Jorge entregou-se a Morpheu. (Para quem não sabe Morpheu não era seu parceiro de cama e sim o manipulador dos sonhos)&lt;br /&gt;Jorge sentiu sua pele arrepiar. Queria acordar, mas o mundo dos sonhos o impedia. Detestava aquele lugar. Sempre o mesmo lugar, o mesmo cheiro, a mesma cor cinza e nenhuma luz. O caminho era estreito e lamacento. Não havia como ir para trás, pois seus pés não obedeciam. Não havia laterais no caminho, somente reta e sempre na mesma direção. Jorge decidiu seguir até o fim e ver o que o atraía. Depois de muito andar e já cansado ele parou e o que via a sua frente era algo assustador, tanto quanto aquele sonho estúpido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você saberia dizer o que Jorge viu? Venha contar este conto. Aguardo a sua continuação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="mailto:chellot@gmail.com"&gt;chellot@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Breve uma nova aventura, cheia de mistério e muita diversão!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5581736602112569522?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5581736602112569522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5581736602112569522&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5581736602112569522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5581736602112569522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/07/venha-contar-um-conto.html' title='Venha Contar Um Conto'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RqvJV8G26qI/AAAAAAAAAP8/XBo-76RBOHU/s72-c/venha+contar+um+conto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-2354870199664790233</id><published>2007-07-13T22:26:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:06.735-02:00</updated><title type='text'>VII - Cristais de Abssínea</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RpjBvVM1WgI/AAAAAAAAAPc/1p_SPnCHlEA/s1600-h/Espada+de+fogo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087028798003960322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RpjBvVM1WgI/AAAAAAAAAPc/1p_SPnCHlEA/s200/Espada+de+fogo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O bruxo era tão esperto que criara obstáculos para impedir a invasão de seus domínios. Se eu fosse um ladrão, teria imenso prazer em desarmar as diversas armadilhas que encontrei pelo caminho, mas como sou apenas um andarilho disfarçado de guerreiro, tive que passar por elas ao meu modo. Não vou entrar em detalhes, pois não gravei todos de memória. Tive um contratempo com uma infestação de ratos de tamanho avantajado e ataquei com minha espada enquanto os afastava com minha tocha. Alguns ratos saíram queimados, mas a maioria fugiu. Tive que saltar de buracos largos e por um descuido, cheguei a ficar pendurado na beira de um deles, mas por sorte consegui subir de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Ao passar por um corredor estreito fiquei admirado como até onde a loucura de um homem pode chegar. Por toda extensão da parede havia desenhos escavados na pedra onde mostrava o sucesso de cada maldade realizada pelo bruxo. Todas cravejadas em ouro, num espetáculo de luz, que chegava a cegar se fixasse o olhar em demasia para aquelas imagens.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Avistei uma porta de pedra em forma de arco onde, no topo, estava escrito a seguinte frase:&lt;/span&gt; &lt;em&gt;"&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Se entrar por esta porta, sua essência será sugada e nada mais restará do que foste um dia&lt;/span&gt;."&lt;/em&gt; &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não cheguei até aqui para voltar atrás amedrontado, sem antes terminar o que vim fazer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Arial;" &gt;Abri a porta com um pouco de esforço e me vi em um salão ovalado, iluminado por tochas e estranhamente decorado. Seis estátuas adornavam o salão, dispostas de forma a circundá-lo. Algumas tinham cabeça de lagarto e corpo de homem, outras era impossível de distinguir, pois os membros eram de raças diferentes e tinham muitos braços que terminavam em garras afiadas. Seria esse o exército de criaturas que fariam parte do império de Cormedhor, das quais Mellian dissera anteriormente? - pensei.&lt;br /&gt;- Cormedhor seu desgraçado! Apareça diante de mim e lute como um homem, se é que pode se dizer isso de alguém como você. - gritei enquanto olhava para a estátua de uma estranha ave no fundo do salão.&lt;br /&gt;O silêncio fora quebrado pelo movimento de asas e por uma voz de escárnio.&lt;br /&gt;- Então nosso nobre e respeitado Rei Damhor finalmente perdeu seu poder. Não sabe o quanto fico feliz com isso. Em vez de mandar seu exército, enviou um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ninguém&lt;/span&gt; para me enfrentar. Um covarde é isso o que ele é. - disse Cormedhor mostrando sua cara. Seus olhos eram duas bolas de luz e não havia nariz ou boca, só um longo bico. Ele transformara-se numa criatura alada e isso me espantou.&lt;br /&gt;- Não tenho medo de você. Pensei que iria lutar com um homem louco, agora vejo que também terei que depená-lo. - ironizei.&lt;br /&gt;- Vou me livrar de você, pois não tenho tempo a perder com brincadeiras. Sinta a dor da morte estraçalhando sua carne, criatura imunda. - Cormedhor segurava uma esfera de luz intensamente brilhante e virou-a na minha direção. Ergui &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Aniquilação&lt;/span&gt; e aguardei o golpe. O raio de luz chocou-se contra ela e foi desviado. Uma das estátuas fora atingida e tombou no chão destruída.&lt;br /&gt;- Como pôde fazer isso? - perguntou Cormedhor admirado.&lt;br /&gt;- Isso não importa agora. Sinta o poder de &lt;em&gt;Aniquilação&lt;/em&gt;! - consegui atingir uma das asas fazendo com que um filete de sangue escorre-se dela.&lt;br /&gt;- Seu verme imundo. Sinta as Garras da Devassidão cortando sua carne e espalhando seu veneno em suas entranhas. - Cormedhor agitou as asas e levantou vôo, mesmo estando com uma delas feridas.&lt;br /&gt;Um ataque aéreo não estava nos meus planos e sem saber direito o que estava fazendo, girei a espada em volta de mim. Uma corrente de cristais me envolveu e, quando o bruxo executou seu golpe, foi atirado no ar contra uma das estátuas que caiu por cima dele.&lt;br /&gt;- Que magia tem essa espada que reage a todo meu poder? - perguntou o bruxo perplexo. Cristais de Abissínea! Claro como pude esquecê-la. Pensei tê-la destruído, mas agora vejo que ela sobreviveu. - disse Cormedhor levantando-se. A raiva dele agora era palpável e me preparei para o golpe final.&lt;br /&gt;- Há muito tempo que pesquiso os poderes desses cristais e consegui encontrar um meio de me livrar deles: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:courier new;font-size:130%;"  &gt;shamanttah shamanttah goricah gruiahlha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Arial;" &gt;" eu ordeno que os cristais derretam no ar.&lt;br /&gt;Por mais inacreditável que possa parecer, o feitiço surtiu efeito. Espantado vi os cristais de minha espada escorrem como água pelo ar.&lt;br /&gt;- Veja você agora. Parece um coelhinho assustado! Meu raio desintegrador irá fazê-lo desaparecer desse mundo. Pena que não vai doer tanto quanto eu queria, mas não posso mais perder meu tempo com você.&lt;br /&gt;Era o meu fim. - pensei. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Aniquilação&lt;/span&gt; não poderia mais me salvar. Só tinha uma espada comum nas mãos e foi com ela que tentei me defender segurando-a na frente do corpo próxima ao peito.&lt;br /&gt;Subitamente algo começou a se mover no ar e no chão. Os cristais derretidos retornaram a minha espada no momento que o golpe de Cormedhor ia me atingir. &lt;em&gt;Aniquilação&lt;/em&gt; balançava-se freneticamente em minha mão enquanto raios cristalinos avançavam contra o bruxo, que não acreditava no que via. Os cristais atingiram a esfera luminosa que o bruxo segurava fazendo com que toda luz se esvaísse, deixando-a oca e sem brilho. Por fim o bruxo percebeu que suas asas estavam se desmanchando e que suas garras se transformavam novamente em mãos humanas.&lt;br /&gt;- Não pode ser! Eu não posso acreditar! - a revolta e a ira de Cormedhor fez com que as paredes tremessem e logo após o teto estava desabando sobre nossas cabeças. Tentando impedir que o bruxo escapasse por uma passagem no fundo do salão, lancei-me com &lt;em&gt;Aniquilação&lt;/em&gt; e a enfiei no peito do Bruxo, acabando por fim com o responsável por todo o mal causado a minha querida Razhenda.&lt;br /&gt;Para encurtar a história, posso dizer que a Torre de Pendólia foi totalmente destruída e os Búbettos também tiveram o mesmo fim. Caledien, Solhor, Lessoavi, Alirinn, Mellian e eu voltamos para o castelo. O Rei e a Rainha não cabiam em si de tanta alegria e satisfação e, finalmente fui bem recebido pelos membros do Conselho e por todos os nobres. O Rei Damhor queria me dar um lugar de grande importância no Conselho, além de terras e ouro, mas tive que recusar alegando que não poderia criar raízes. Meu lugar era na floresta, onde a liberdade me esperava. Já estava bastante recompensado só pelo fato de livrar Razhenda da maldade de um louco como Cormedhor. Sou um aventureiro e irei aonde &lt;em&gt;Aniquilação&lt;/em&gt; me guiar, seja para o bem ou para o mal.&lt;br /&gt;E assim termina minha história. Espero que tenha apreciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Arial;" &gt;&lt;em&gt;Kallinger.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aguardem a próxima aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-2354870199664790233?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/2354870199664790233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=2354870199664790233&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2354870199664790233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2354870199664790233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/07/vii-cristais-de-abssnea.html' title='VII - Cristais de Abssínea'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RpjBvVM1WgI/AAAAAAAAAPc/1p_SPnCHlEA/s72-c/Espada+de+fogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8221302424918788244</id><published>2007-07-03T14:16:00.001-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:06.919-02:00</updated><title type='text'>VI - A Torre de Pendólia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RouFCMDmFdI/AAAAAAAAAN0/zj7DpkESgLQ/s1600-h/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RouFCMDmFdI/AAAAAAAAAN0/zj7DpkESgLQ/s400/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083302877060273618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Conseguimos! - bradou Caledien eufórico, os braços levantados em sinal de vitória.&lt;br /&gt;- Até que enfim! Já estava me sentindo sufocado aqui dentro. - Lessoavi mostrava-se aliviado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Podem ter certeza de que o ar aqui fora não está melhor do que o de dentro da caverna. Nem a paisagem é tão bela. - comentei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descortinava-se a nossa frente uma paisagem de total destruição. Árvores derrubadas e queimadas, carcaças de animais espalhadas por um solo cinzento, que exalava um odor de morte nauseabundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Então é esta a Floresta dos Espíritos? - perguntou Caledien espantado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O que restou dela. Não imaginei que estaria desse jeito. - disse eu também abismado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Maldito! Mil vezes maldito Cormedhor! - exclamou Lessoavi tomado pela fúria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não podemos perder mais tempo! - disse eu enquanto corria em direção à Torre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Torre de Pendólia ficava no alto de uma montanha em formato de ferradura, onde as duas extremidades eram fincadas no solo. O mais assombroso era ver que sua fachada era composta de ouro e pedras negras, o que lhe dava uma aparência de poder inabalável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao subir a montanha não pensávamos em nosso reduzido número, mas em nossa ânsia de libertar Razhenda do abismo que se encontrava. A encosta circulava a montanha do lado leste e ia até o topo, que para nosso alívio estava deserta. Não havia nenhum ser a espreitar-nos e o silêncio era sepulcral. O ar ficava cada vez mais pesado, à medida que avançávamos aumentava nosso batimento cardíaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando chegamos ao topo foi possível ter uma visão significativa do que era a fortaleza da Torre. Ouvimos o som de vozes como trovões ribombando na montanha e logo após estávamos nos gladiando com dezenas de Búbettos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- É uma emboscada! - gritou Caledien.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vamos Aniquilação, sua hora de agir chegou! - ergui a espada e atirei-me na horda decepando tudo o que via pela frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se ouvisse o canto de centenas de pássaros identifiquei em meio a luta a voz de Solhor e no fundo o som agudo do machado de Alirinn batendo contra a armadura dos Búbettos. Dois ogres gigantes vieram se juntar a batalha e a coisa ficou feia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Kallinger! - gritou Alirinn. - Vá para a Torre! Deixe esses monstregos conosco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Assim que terminar de limpar essa sujeira irei te ajudar! - exclamou Caledien.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sem pensar duas vezes corri para a torre. Tive que enfrentar os guardas que protegiam o portão da torre. Penetrando a ponta da espada na fechadura do portão, consegui abri-lo. Lá dentro estava muito escuro e acendendo uma tocha pude perceber uma escada que descia. Ao final dela me deparei com um corredor estreito com três portas de ferro. Ao me aproximar da primeira percebi que era uma cela e estava aparentemente vazia. Um som estranho me chamou a atenção para a segunda porta. Pude identificar o som de um objeto de cobre sendo batido numa peça de metal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tentando não provocar ruídos com minha aproximação olhei para a abertura gradeada na parte de cima da porta. Era uma sala ampla e com iluminação suficiente para que eu pudesse vislumbrar o contorno de uma jovem dentro de uma espécie de jaula a minha frente. Do lado esquerdo da sala tinha um guarda sentado de maneira displicente e parecia estar dormindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Seu porco imundo! Vai me deixar morrer de sede? - gritou Mellian para o guarda que nem ao menos se moveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com uma imitação razoável de uma coruja, feita por mim, consegui que Mellian me visse e mostrei-lhe a insignea do Rei.  O que veio a seguir me surpreendeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Sabe seu guarda, estou aqui há tanto tempo e me sinto tão sozinha e desamparada! Sinto falta de um homem forte e vigoroso para aquecer meu corpo jovem e trêmulo de desejo. - disse Mellian com uma voz tão melosa que mais parecia uma gata no cio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O guarda logo aprumou o corpo e caminhou em direção à Princesa com uma jarra de água numa das mãos e um molho de chaves na outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vem meu guerreiro! Vem salvar essa donzela que clama por um pouco de carinho! - disse manhosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O guarda abriu a cela e começou a beijar o pescoço de Mellian e enquanto isso consegui abrir a porta com o auxílio de dois arames e avancei com minha espada penetrando-a nas costas do guarda que caiu ao chão deixando Mellian livre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vamos sair daqui. Sua vida ainda corre perigo. - disse eu agarrando-a pelo braço e tirando-a daquela sala imunda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Cormedhor está alucinado! Pretende "limpar" Razhenda, exterminando todos os seres que ele considera impuros e, criar uma legião de criaturas monstruosas para construir seu império. - informou-me Mellian.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- É melhor sair da torre depressa e tentar se abrigar até que seu irmão a encontre. Quando puder falar com ele, peça para que ele e os outros retornem ao castelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Caledien não vai aceitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Então convença-o. - disse eu dando-lhe as costas e indo ao encontro de Cormedhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;***&lt;br /&gt;Não percam o final dessa aventura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8221302424918788244?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8221302424918788244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8221302424918788244&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8221302424918788244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8221302424918788244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/07/torre-de-pendlia.html' title='VI - A Torre de Pendólia'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RouFCMDmFdI/AAAAAAAAAN0/zj7DpkESgLQ/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6079005214148942409</id><published>2007-06-29T14:29:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.162-02:00</updated><title type='text'>Uma pausa - As Sete Maravilhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RoVGz8DmFYI/AAAAAAAAANM/weL3q58GfQA/s1600-h/cristo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RoVGz8DmFYI/AAAAAAAAANM/weL3q58GfQA/s400/cristo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081545612665951618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.votecristo.com.br/index1.html"&gt;http://www.votecristo.com.br/index1.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meu Caminho foi indicado pelo amigo Marco do &lt;a href="http://antigasternuras.blogspot.com/"&gt;Antigas Ternuras&lt;/a&gt;, como sendo uma das sete maravilhas do mundo blogueiro e como recomendação devo indicar mais sete. Se algum dos indicados já recebeu a indicação então é porque as chances são grandes. É como o Oscar do blogger.&lt;br /&gt;Tenho muitos para indicar, mas as regras são claras, apenas 7 . Então abro uma pausa nesse conto para indicar as Sete Maravilhas do Mundo Blogueiro em minha opinião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Alquimista&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://alquimiadossonhos.blogspot.com/"&gt;http://alquimiadossonhos.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A King of Magic II&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://alex13-alexandra.blogspot.com"&gt;http://alex13-alexandra.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Sibarita&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://osibarita.blogspot.com/"&gt;http://osibarita.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anjo Demônio&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://anjodemonio.blogspot.com/"&gt;http://anjodemonio.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;a href="http://aoencontrodotempo.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Propósito&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://de-proposito.blogspot.com/"&gt;http://de-proposito.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Defensor Maldito&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://defensormaldito.blogspot.com/"&gt;http://defensormaldito.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nimbypolis&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://nimbypolis.blogspot.com/"&gt;http://nimbypolis.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As regras são as seguintes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1. Podem participar na votação todos os blogueiros que mantenham blogs ativos há mais de um mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2. Cada blogueiro deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;3. Cada blogueiro só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com&lt;/span&gt;. No e-mail, além das escolhas, os votantes deverão indicar o link para o post onde efetuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;4. Para evitar constrangimentos os organizadores avisam que serão considerados votos nulos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O voto do blogueiro em si próprio ou em blogs em que participe;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Os votos no blog O Sentido das Coisas. No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;------------------------------------------------------------------*****---------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Breve a continuação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6079005214148942409?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6079005214148942409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6079005214148942409&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6079005214148942409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6079005214148942409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/06/uma-pausa-as-sete-maravilhas.html' title='Uma pausa - As Sete Maravilhas'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RoVGz8DmFYI/AAAAAAAAANM/weL3q58GfQA/s72-c/cristo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-7128648156262147630</id><published>2007-06-16T18:31:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.304-02:00</updated><title type='text'>V - Abssínea</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RnRzmpOffnI/AAAAAAAAAME/-tzcdB4eqYA/s1600-h/Fairy+Green.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076809787692252786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RnRzmpOffnI/AAAAAAAAAME/-tzcdB4eqYA/s400/Fairy+Green.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RnRvFZOffmI/AAAAAAAAAL8/umPcx1J5Ysk/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seguimos em frente por algum tempo, entrando em túneis ora largos ora tão estreitos que tivemos que nos arrastar feito cobras para passar por eles. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Estão ouvindo esse barulho? - perguntou Caledien a um certo momento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Parece água! - exclamou Lessoavi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;À nossa frente, não muito longe de onde estávamos, cascatas de água desciam suaves por entre as rochas, indo formar um riacho estreito que corria por toda a extensão da caverna naquele trecho. Era um oásis se comparado aos rios de Razhenda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Será que é pura? - perguntou Caledien temeroso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Tão pura como há muitas luas eu não via. - respondeu Lessoavi levando a mão aos lábios, o que foi copiado por Caledien e por mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Foi uma alegria tal que nos banhamos, enchemos os odres e Lessoavi pode retirar a flecha de meu braço. Para que não inflamasse, ele aplicou um emplastro de ervas e amarrou um pedaço de pano em volta do meu braço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Vai doer por um tempo ainda, mas amanhã estará melhor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Obrigado. - agradeci com sinceridade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Resolvemos explorar o local e para nossa surpresa encontramos várias colunas de cristais multicoloridos aqui e ali. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Estamos numa "Caverna Rística". - comentei. - Vejam como brilham quando focalizamos as tochas sobre eles. Diz uma antiga lenda que a deusa Abssínea criara os cristais para proteger seus reinos de toda maldade e este paraíso perdido onde agora estamos parece ser um dos locais protegidos por ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Uma bela estória, no entanto não acredito que a encontraríamos por aqui nesses tempos. - disse Caledien. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Vou tentar encontrar uma passagem entre essas rochas. Não vejo a hora de sair dessa caverna. - disse Lessoavi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Vou com você. - falou Caledien. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Acho que vou descansar um pouco. Meu ombro ainda dói quando faço alguns movimentos. Se encontrarem algo é só chamar que seguirei os ecos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Sentei-me numa pedra e recostei minha cabeça numa coluna de cristal. Algum tempo depois senti que estava sendo observado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Então estava certo quando pensei tê-la visto! Não precisa se esconder, eu sei que você está aí. - disse eu sorrindo a olhar para a pequena figura escondida atrás de uma coluna de cristal, próxima ao teto da caverna. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Abssínea era uma criatura alada, aparentemente frágil como um galho fino e verde. Suas asas eram transparentes e tinham ramificações verdes por toda a extensão. Sua cabeça sustentava um cabelo negro e liso como uma noite sem estrelas e luar e usava um delicado tecido que cobria seu corpo. Ela se aproximou com cuidado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Ultimamente este tem sido o único lugar onde posso ficar e sobreviver. - disse Abssínea. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Então é por isso que a água que corre por entre as rochas é pura! - exclamei surpreso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Nem toda água de Razhenda foi envenenada. Cormedhor também precisa dela para auxiliá-lo em suas maldades e para continuar vivo e forte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Não havia pensado nisso. - disse sinceramente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Está indo para a Torre de Pendólia? O que pretende fazer quando chegar lá? - perguntou ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Ainda não sei. Minha única certeza é que temos que chegar até ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Você bem sabe que a Torre está protegida por magia. Vocês precisarão mais do que coragem e determinação para penetrar na fortaleza. - informou ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Então vai ficar difícil, pois não tenho conhecimento de magia. Só sei lutar com minha espada, esta mesma que você me deu. - disse mostrando-lhe Aniquilação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A espada tinha o punho de marfim incrustado com cristais verdes imitando folhas e uma lâmina com detalhes em cristais no centro seguindo até a ponta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Kallinger, lembre-se do que eu disse quando lhe dei essa espada. Ela tem um destino a cumprir e uma vez cumprido ela retornará ao seu local de origem. Não se apegue demais a ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Às vezes me esqueço de que Aniquilação não é realmente minha. O que não não posso esquecer é que tenho dois amigo perdidos dentro desta caverna e não posso ajudá-los. - disse eu angustiado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Deixe eles por minha conta. Agora no que se refere a magia, você a tem em seu poder. Use Aniquilação para desfazer o encanto que protege a Torre. Na hora certa coloque nela toda a força presente em sua alma e tenha fé. Agora tenho que ir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Adeus Abssínea e obrigado mais uma vez. Não vou me esquecer de suas palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Com o coração cheio de coragem e a alma energizada fui ao encontro dos outros. Agora tínhamos uma chance e eu sabia como usá-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-7128648156262147630?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/7128648156262147630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=7128648156262147630&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7128648156262147630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/7128648156262147630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/06/absnea.html' title='V - Abssínea'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RnRzmpOffnI/AAAAAAAAAME/-tzcdB4eqYA/s72-c/Fairy+Green.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3632463913395512874</id><published>2007-06-11T10:49:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.410-02:00</updated><title type='text'>IV - O Ataque dos Búbettos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rm1eDpOffkI/AAAAAAAAALs/_5wuEZfNnG0/s1600-h/b%C3%BAbetos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rm1eDpOffkI/AAAAAAAAALs/_5wuEZfNnG0/s400/b%C3%BAbetos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074815771815673410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sentia no ar um certo desconforto por estarmos num local estranho e não tinha como contornar essa situação até que encontrasse uma saída da caverna.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O que está fazendo aí agachado? - perguntou-me Lessoavi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Pegadas. - respondi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- E são de gente? - perguntou Solhor. - Talvez sejam do anão. - disse ele esperançoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Não são as de Alirinn, mas de criaturas conhecidas como Búbettos. Pelo que sei a fama deles não é muito boa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Como pode ter tanta certeza do que diz? - perguntou-me Solhor. Ele era quem menos confiava em meu julgamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você conhece algum anão que possua três dedos em cada pé e mão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Três dedos? - indagou Caledien espantado. - Meu pai uma vez, me contou uma estória desses bárbaros guerreiros. Lembro que eles haviam destruído uma aldeia de pescadores no extremo oeste, próximo ao Desfiladeiro dos Lamentos. Disse que os pés deles tinham três dedos apenas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Alguma coisa me diz que em breve estaremos encarando um belo grupo deles. - disse eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Falando assim, até parece que você está gostando dessa possibilidade. - disse Solhor, olhando-me de esguelha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Engano seu arqueiro, mas não posso descartá-la. Os servos de Cormedhor estão por toda parte e não me causaria espanto se os Búbettos se aliassem a ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Esplêndido! Quem diria que teríamos um guia tão sábio entre nós. - ironizou Solhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Será que pode parar de implicar com Kallinger, Solhor? Não estamos aqui para arrumar confusão, mas sim para destruir Cormedhor e resgatar minha irmã! - disse Caledien, sua voz soando como uma ordem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No momento que se seguiu as últimas palavras de Caledien, ouvimos um som fino e estridente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O que foi isso? - indagou Lessoavi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Creio que temos companhia. - disse eu olhando para cima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Numa abertura feita na rocha a uma altura de cinco homens, saíram nove Búbettos armados de machado, punhal e até arcete. Desciam por cordas amarradas pela cintura. A primeira coisa que notamos antes da batalha iniciar foram os pés de nossos atacantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O cansaço e a dor quase nos tinha dominado. A cada flecha atirada por Solhor, a cada corte que dávamos nos braços e pernas dos Búbettos com nossas espadas, mais nos sentíamos fracos e a vontade era sucumbir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Vejam! Estão retornando! Vamos atrás deles e acabar de vez com essa raça desprezível. - instigou Solhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Não! Deixe eles irem. Não sabemos quantos estarão nos esperando do outro lado.  Estamos feridos e seremos presa fácil para eles. - disse eu segurando o ombro direito que fora atingido por uma flecha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Se você quiser fique aí Kallinger. Eu não vou ficar parado enquanto tenho a chance de encontrar uma saída e talvez descobrir onde está Alirinn. - disse Solhor dando-nos as costas e indo atrás dos Búbettos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Temos que impedi-lo ou será morto! - exclamou Caledien, que ao olhar para mim quase concordou com Solhor. - Então vamos deixar Alirinn e agora Solhor para trás sem ao menos tentar ajudá-los? - indagou Caledien e pela primeira vez desde que saímos do castelo olhou-me com rancor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Eu entendo o que está sentindo Caledien, também sinto o mesmo. Só que não podemos deixar que Cormedhor continue com seu plano de dominação e destruição de Razhenda. É ele a quem temos que deter antes que seja tarde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Concordo com você Kallinger, mas minha alma se angustia toda vez que penso que posso perder meus companheiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Vamos então. - disse Lessoavi. - Kallinger você consegue aguentar firme com essa flecha até encontrarmos água?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Consigo sim e obrigado por se preocupar. - respondi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3632463913395512874?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3632463913395512874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3632463913395512874&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3632463913395512874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3632463913395512874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/06/o-ataque-dos-bbettos.html' title='IV - O Ataque dos Búbettos'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rm1eDpOffkI/AAAAAAAAALs/_5wuEZfNnG0/s72-c/b%C3%BAbetos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-2045403476236105875</id><published>2007-05-20T22:13:00.001-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.564-02:00</updated><title type='text'>III - A Caverna</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RmWa1ZOffhI/AAAAAAAAALU/5PFvcUMCctI/s1600-h/caverna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RmWa1ZOffhI/AAAAAAAAALU/5PFvcUMCctI/s400/caverna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072630797398146578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sol ainda não tinha nascido quando  retornamos à estrada. Após algumas léguas, sentimos que o vento norte estava se  tornando mais frio. Tempos depois começou a nevar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Temos que encontrar um abrigo! -  gritou Solhor em meio à tempestade que já se formava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- A temperatura está caindo muito  rápido! Vamos congelar! - exclamou Alirinn tremendo. Nem a pele de carneiro  conseguia aquecê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Estou vendo uma abertura há alguns  metros a nossa frente. Pode ser um abrigo! - gritou Caledien apontando para um  ponto escuro, não muito distante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando entramos, a neve caía  intensamente e o vento fustigava os galhos das árvores fazendo com que  parecessem braços prestes a nos golpear. A caverna tinha um teto alto até para  um urso adulto se abrigar, mas para nossa sorte, não havia ursos em  Razhenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No lado esquerdo da caverna vimos  alguns barris arrumados de forma desordenada. Era óbvio que foram abandonados há  algum tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Estão vazios. - disse Alirinn ao  examiná-los. - Podemos fazer tochas com alguns pedaços de madeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Fizemos as tochas e adentramos a  caverna tomando cuidado com as pedras pontiagudas que saíam do teto. À medida  que andávamos, o chão declinava para à direita, depois para à esquerda indo dar  num túnel escavado na rocha à nossa frente.&lt;br /&gt;- Acho estranho este lugar. - comentou Alirinn, que num passado não muito distante havia trabalhado arduamente  na extração de ouro de algumas minas de Razhenda.&lt;br /&gt;- Não sei porque, mas não estou gostando desse silêncio. - disse Caledien olhando para trás desconfiado.&lt;br /&gt;- Não estamos sozinhos aqui. Isso eu posso sentir. - comentou Solhor.&lt;br /&gt;- O que será aquilo? - perguntou Caledien apontando para cima, alguns metros à frente.&lt;br /&gt;- Abaixem-se! - gritei. - São morcegos gigantes!&lt;br /&gt;Mal acabei de falar e uma nuvem desses animais veio ao nosso encontro. Tinham cerca de oito palmos de largura com as asas abertas. Alirinn e Lessoavi correram para a entrada da caverna  e o restante tentava atingir as criaturas com espadas e flechas. Quando os morcegos se foram Lessoavi usou seus unguentos para curar nossos ferimentos.&lt;br /&gt;- Onde está o anão? - perguntou Solhor.&lt;br /&gt;- Não sei. - respondi.&lt;br /&gt;- Vamos voltar. Talvez esteja ferido. - disse Caledien.&lt;br /&gt;Não havia sinal de Alirinn. Decidimos continuar mesmo sem o anão. Depois voltaríamos para procurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:130%;" &gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-2045403476236105875?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/2045403476236105875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=2045403476236105875&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2045403476236105875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/2045403476236105875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/05/o-ataque-dos-bbettos.html' title='III - A Caverna'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RmWa1ZOffhI/AAAAAAAAALU/5PFvcUMCctI/s72-c/caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6412723776094428896</id><published>2007-05-20T19:42:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.805-02:00</updated><title type='text'>II  - Carniçais Vermelhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RlDP42XDqBI/AAAAAAAAAKY/d7GIgM5mvys/s1600-h/Carni%C3%83%C2%A7al.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066778156363655186" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RlDP42XDqBI/AAAAAAAAAKY/d7GIgM5mvys/s400/Carni%C3%A7al.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Ilustração por Pete Venters&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;O grupo caminhava em completo silêncio, por entre a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trilha&lt;/span&gt; coberta de folhas e galhos secos que estalavam quando pisados. A temperatura caíra um pouco e nos cobrimos com as capas de lã de carneiro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Caledien&lt;/span&gt; que caminhava ao meu lado era um jovem tranquilo e interessava-se por tudo que via ou ouvia. Era o único que se dignava a falar comigo e isso o preparou para o nosso primeiro obstáculo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Se não me falha a memória, estamos próximos da estrada que dá na Floresta dos Espíritos, correto? - perguntou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Caledien&lt;/span&gt; como para se certificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Sim, estamos. Agora vamos descer a trilha e logo adiante estaremos no meio da estrada. - disse eu, confirmando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- As pessoas não costumam andar muito por essas bandas não é? - perguntou-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Nem mesmo eu tenho esse costume, pois já vi criaturas selvagens que dão arrepio nos ossos só de olhar para elas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- São animais? - indagou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Caledien&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Portam-se como tais, mas infelizmente são humanos ou foram há muito tempo. São conhecidos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Carniçais&lt;/span&gt; Vermelhos. Vivem da caça e às vezes dividem o alimento com os abutres. Na maioria das vezes eles matam os abutres e os comem ainda frescos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Será que iremos encontrar algum por essa trilha? - indagou-me receoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Não vou descartar essa possibilidade. Esteja bem atento pois podem ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;arredios&lt;/span&gt; e nada amistosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Havia grandes pedras de cada lado da trilha e em determinado ponto a vegetação tornou-se mais densa, porém espinhosa. Sentia o nervosismo de meus companheiros no modo como apertavam suas armas. Não contei nada aos outros sobre as criaturas que habitavam aquele lugar. Descemos a trilha, que ficava cada vez mais estreita, prestando atenção ao mínimo ruído.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Caledien&lt;/span&gt; parou &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;de repente&lt;/span&gt; e apontou para algo a nossa frente. Vi os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;restos&lt;/span&gt; mortais de um cervo e um vulto sobre ele. O vulto percebeu nossa presença de imediato e ao se virar percebemos o quanto era pavoroso seu aspecto físico. Não havia pele cobrindo seu corpo, que era todo vermelho e no momento estava banhado em sangue do cervo. Seus dentes eram cerrados e finos e no lugar dos dedos se via garras disformes e perfurantes. Não tivemos coragem de verificar os olhos, mas eu já sabia que era feito de trevas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Aquela, talvez tivesse sido a pior maldade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Cormedhor&lt;/span&gt;, transformar pessoas comuns em criaturas abomináveis. Saquei minha espada ao que fui imitado pelos outros. Éramos cinco contra um, porém a criatura estranhamente não tentou fugir e logo entendi o porquê. Ao olhar para trás, vi que estávamos cercados por uma dezena delas, armadas com presas de animais e chifres pontiagudos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Ataquem! - gritei. - Precisamos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;detê&lt;/span&gt;-los antes que apareçam mais deles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;E foi com espada contra osso, carne contra carne que lutamos em nossa defesa. Não vou dizer que foi moleza, mas com nosso preparo físico e nossa inteligência conseguimos derrotá-los, não sem recebermos nossa cota de ferimentos. Saímos daquela trilha o mais rápido o possível. No entanto sei que nunca vamos nos esquecer da imagem daquelas criaturas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;estiradas&lt;/span&gt; ao chão e da crueldade com que foram &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;subjugadas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;- Vocês estão bem? - perguntei aos outros após algum tempo. Eles só assentiram com a cabeça. Dava para perceber que não confiavam em mim. Talvez até pensassem que provoquei aquele encontro como para testá-los. O que para mim era indiferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Depois da última curva, chegamos às margens do rio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Nevuen&lt;/span&gt;. Seguimos pela estrada sempre atentos a qualquer movimento. A lua, em sua forma gloriosa, já despontava no horizonte quando paramos para descansar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Kallinger&lt;/span&gt;, você tem certeza que esse lugar é seguro para passarmos a noite? - perguntou-me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Alirinn&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;- Nenhum lugar é seguro nos tempos de hoje. - respondi. - A questão é que estamos todos cansados para seguir noite a dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;- Vou ficar de guarda. - disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Solhor&lt;/span&gt;, o arqueiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;- Eu posso te render daqui um quarto de hora. - disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Caledien&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;- Já que está tudo acertado, vamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;descansar&lt;/span&gt;. - disse eu entrando na cabana já montada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Bruxinhachellot&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6412723776094428896?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6412723776094428896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6412723776094428896&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6412723776094428896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6412723776094428896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/05/caniais-vermelhos.html' title='II  - Carniçais Vermelhos'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RlDP42XDqBI/AAAAAAAAAKY/d7GIgM5mvys/s72-c/Carni%C3%A7al.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3493921567118003334</id><published>2007-05-05T23:28:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:07.984-02:00</updated><title type='text'>I - Os Escolhidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rj0-CF1zhEI/AAAAAAAAAKI/S_UAIxn0rko/s1600-h/barbaros-guerreiros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061269761882817602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rj0-CF1zhEI/AAAAAAAAAKI/S_UAIxn0rko/s400/barbaros-guerreiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A região de Razhenda fica próxima às margens do rio Nevuen, que era, sem sombra de dúvida, o rio mais extenso e rico de toda a região. Suas águas cristalinas abrigavam uma variedade de peixes sem conta, os quais serviam de alimento aos pescadores e suas famílias e eram vendidos nas feiras. Uma parte era destinada ao Rei Damhor e a sua família, bem como aos seus súditos e conselheiros. De seu solo brotavam as maiores riquezas: o trigo, a cevada, as macieiras e as oliveiras. O comércio era a grande descoberta. Recebíamos muitos visitantes de outras regiões, que vinham comprar ou vender mercadorias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O Rei Damhor regia com a nobreza de seu coração, não deixando que nada maculasse seu governo. Como nem tudo que é bom dura para sempre, as coisas começaram a mudar e, é dentro do próprio castelo de Damhor em que tudo deu início.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Damhor é casado com Sehian uma bela moça de família nobre e de grandes posses. Sehian teve com Damhor dois filhos: Caledien, o jovem mais corajoso que já conheci e Mellian, uma jovem atraente que foi o pivô dessa história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Mellian estava então com 16 anos e já tinha recusado a proposta de casamento dos mais nobres e distintos cavaleiros, além de proprietários de terras de regiões próximas a Razhenda. A menina não fazia idéia de que seu instrutor e conselheiro do Rei tinha planos para torná-la sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Cormedhor de Austrúccia sempre foi um homem inteligente, de percepção aguçada e dominador. Sabia como ninguém ludibriar até as mentes mais espertas. E assim foi com o Rei Damhor, influenciando suas ações perante o Conselho, redigindo seus discursos, enfim manipulando-o como a uma marionete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Embora agisse de modo a conquistar a confiança plena do Rei, não conseguiu que a jovem Mellian se interessasse por ele. Num rompante de fúria cega, após ela tê-lo desprezado uma vez mais, Cormedhor jurando vingança raptou a jovem e fujiu para bem longe do castelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Ao saber do ocorrido o Rei enviou tropas para trazê-la de volta, mas foi em vão. Como último recurso, Damhor convocou uma reunião com os poucos amigos leais que lhe sobraram, tomando a decisão de enviá-los às regiões mais distantes de seu reino e trazer sua filha de volta com vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Solhor, meu ágil arqueiro escolho-o para essa missão. Alirinn o pequeno minerador mas de grande habilidade com o machado, também escolho-o. Lessoavi, o curandeiro que conhece toda erva que brota do solo de nossa terra e meu filho Caledien, hábil no uso da espada e possuidor de grande coragem. Por fim escolho um guia que conhece cada recanto de Razhenda, o jovem Kallinger. - pronunciou o Rei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A menção de meu nome, muitos se indignaram. Afinal quem eu era? Um simples andarilho das florestas que nunca fincou raízes nem nada construiu de útil para a ganhar a confiança do rei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Eu aceito vossa convocação majestade, mas permita-me dizer que será uma tarefa muito árdua, pois não sabemos o que encontraremos pelo caminho. Ouvi dizer que Cormedhor se refugiou na Torre de Pendália e que está envolvido com magia negra. Há relatos do aparecimento de criaturas estranhas que servem a ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Eu sei que não será fácil, mas tem que ser feito. - afirmou o Rei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Quem dentre vós conhece a estrada que liga a região leste de Razhenda à entrada da Floresta dos Espíritos? - perguntei aos Escolhidos. Um silêncio foi a resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Nada do que fizeram até hoje poderia prepará-los para enfrentar aquele lugar medonho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Foi exatamente por isso que escolhi você, jovem Kallinger para ser o guia dessa missão. Sei que cumprirá seu dever com bravura e juntos aos Escolhidos trará minha filha Mellian de volta. - disse o Rei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;- Mesmo que tenhamos sucesso em nossa missão, isso não fará com que as maldades de Cormedhor se findam. Ao contrário, irão aumentar em proporções vertiginosas. Temos que destruí-lo antes que todos pereçam e nada mais reste de Razhenda para as futuras gerações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E assim tudo foi cuidadosamente preparado para a terrível jornada que nos fora destinada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3493921567118003334?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3493921567118003334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3493921567118003334&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3493921567118003334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3493921567118003334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/05/i-os-escolhidos.html' title='I - Os Escolhidos'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rj0-CF1zhEI/AAAAAAAAAKI/S_UAIxn0rko/s72-c/barbaros-guerreiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-6773366540701962234</id><published>2007-04-28T20:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:08.329-02:00</updated><title type='text'>O Inferno de Razhenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RjPdEF1zhDI/AAAAAAAAAKA/6YRplUgM_G8/s1600-h/aventureiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058629868824265778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RjPdEF1zhDI/AAAAAAAAAKA/6YRplUgM_G8/s400/aventureiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu nome é Kallinger. Sou um aventureiro e a única coisa que tenho a oferecer são minhas lembranças. O resto me foi sugado pela crueldade de um homem chamado Cormedhor, mago maléfico de Razhenda minha terra natal. Ouvir falar do Caminho dos Contos e pensei ser esta minha oportunidade de relatar a destruição que se seguiu à ascensão de Cormedhor e, por fim, a esperança de salvar o que restava de Razhenda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez meu relato não sirva para nada, mas algo dentro de mim me impulsionou a escrever isso quando me vi diante da oferta desse blog de escrevermos nossos próprios contos, que poderiam ser publicados aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico agradecido se houver algum interesse sobre essa história de sangue e glórias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então é isso. Não sei o que me deu para estar escrevendo isso e revivendo toda dor que senti ao ver as atrocidades que o mal causou à minha querida Razhenda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kallinger.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-6773366540701962234?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/6773366540701962234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=6773366540701962234&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6773366540701962234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/6773366540701962234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/04/o-inferno-de-razhenda.html' title='O Inferno de Razhenda'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RjPdEF1zhDI/AAAAAAAAAKA/6YRplUgM_G8/s72-c/aventureiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-315138599174920868</id><published>2007-04-23T13:42:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:08.477-02:00</updated><title type='text'>V - O Guardião (Final)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Riz7-7RPLhI/AAAAAAAAAJo/aZGPRyGLnFo/s1600-h/regaleira4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Riz7-7RPLhI/AAAAAAAAAJo/aZGPRyGLnFo/s400/regaleira4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056693540110675474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao fim do corredor, encontraram uma nova passagem, na qual tinha um arco de pedra, que ia do teto ao chão. Algumas inscrições numa língua antiga estavam encrustrada nas pedras do arco. Se eles conhecessem a linguagem leriam:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; "&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;" &gt;Um passo em falso cairás nos braços da morte&lt;/span&gt;". &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Passaram cautelosos por ele. Por muito pouco não caíram no Fosso das Almas Perdidas donde nunca retornariam. A luz de suas tochas tremeluziam a cada passo que davam rumo ao desconhecido. Contornando o fosso foram descendo, cada vez mais cautelosos.&lt;br /&gt;- Acredito que algum ser das profundezas desse lugar está de posse da harpa. - disse Mielim. - E nós vamos encontrá-la e levá-la de volta ao seu lugar sagrado.&lt;br /&gt;Os outros elfos caminhavam em silêncio. O rapaz era muito corajoso. - pensou Lemual. Seu temor era que essa coragem o levasse a um caminho sem volta.&lt;br /&gt;Aprofundaram-se cada vez mais pelo estreito corredor. O fosso parecia atraí-los e com muito custo não cederam a tentação de deixarem-se levar pelos murmúrios que lhe nublavam a mente. As almas que ali pereceram tentavam sugar-lhes a energia. Mielim sentiu tonturas, mas sua determinação em resgatar a harpa era mais forte. Outro arco semelhante ao primeiro, mas que não continha inscrições, finalizava o caminho.&lt;br /&gt;Nesse exato momento, Tulleir e Legaldi, que já tinham visto os sinais de batalha contra os orcs travada por Mielim e seu grupo, chegaram ao primeiro arco.&lt;br /&gt;Mielim tomou a dianteira do grupo, pois estava inquieto. Iluminando o caminho entraram num salão circular. No centro havia um altar de sacrifícios e sob ele estava uma estátua de pedra. Era a estátua do Deus Caos, uma divindade que possuía seguidores em várias partes do mundo. Um homem trajando um manto negro estava ajoelhado perante a estátua disforme da divindade, balbuciando palavras desconexas. Percebendo a presença de intrusos virou-se rapidamente e encarou um a um dos elfos, detendo-se em Mielim.&lt;br /&gt;- Há muito que espero uma visita de sua pessoa.&lt;br /&gt;- Quem é você? - Lemual foi o primeiro a perguntar.&lt;br /&gt;- Não me conhecem? Sou Lamuriam, sacerdote do Deus Caos a quem me dedico integralmente. Sou a sombra do nada no coração dos que já perderam a esperança.&lt;br /&gt;- Onde está a Harpa Dourada? - perguntou Mielim.&lt;br /&gt;- Trancada num lugar onde ninguém poderá libertá-la.&lt;br /&gt;- Isso é o que vamos ver. - contradisse Mielim.&lt;br /&gt;- Pobre criança! A Harpa Dourada desaparecerá para sempre assim que minha mágica destruí-la.&lt;br /&gt;- Nunca! - exclamou Mielim.&lt;br /&gt;- Eis uma palavra que não permite dimensões. Vamos ver quanto tempo irão resistir ao meu poder. Vocês serão os próximos a serem sacrificados.&lt;br /&gt;Lamuriam investiu contra eles liberando um sopro paralisante. Lemual foi atingido e não pode se mover. Cada um dos elfos lutou bravamente contra o mago, porém suas forças esvaíam-se e seus pensamentos tornaram-se confusos a tal ponto de não saberem o porquê de estarem lutando. Somente Mielim não cedera à magia de Lamuriam. No instante em que o mago pensava em investir contra Mielim, um grupo de elfos chefiado por Tulleir entrou no salão. Tulleir assustou-se ao ver seu filho ali, mas recuperando o controle investiu contra o mago.&lt;br /&gt;- Mielim tente encontrar a harpa! - gritou Tulleir.&lt;br /&gt;Após esquadrinhar o salão, Mielim avistou uma estranha caixa de madeira atrás da estátua. Tentou abri-la, mas não obteve êxito. Após estudá-la descobriu se tratar de uma espécie de quebra-cabeça, pois estava dividida em nove quadrados dispostos em cada face do cubo.&lt;br /&gt;Mielim girou os quadrados para mudá-los de posição, no entanto não conseguia abrir a caixa. Quando pensava em desistir ouviu um sussurro inconfundível chegar até ele.&lt;br /&gt;- Não adianta torcer o cubo, não é assim que libertará a harpa.&lt;br /&gt;- Como devo proceder criança guardiã?&lt;br /&gt;- Faça com que o encantamento seja quebrado. Cante para ela e verás o quão iluminada e agradecida ela possa se tornar.&lt;br /&gt;Mielim solta a voz e uma suave melodia enche o salão. Seu pai fica encantado. Lamuriam, em um grito enfurecido tenta atingir Mielim, mas a tontura que o atinge o impede. Inesperadamente uma luz incandescente começa a sair de dentro do cubo, que se abre desintegrando-se. Livre, a Harpa Dourada reluz e cai nos braços de Mielim. Ao primeiro toque de suas cordas Lamuriam se desespera e tenta o golpe final. Avança contra Mielim com toda sua fúria, mas é jogado para trás. Soltando injúrias e maldições Lamuriam se precipita, passando pelo arco e fatalmente caindo no Fosso das Almas Perdidas.&lt;br /&gt;A criança mostrou-se agradecida pela ajuda dos elfos. Honrou Mielim fazendo com que daquele momento em diante fosse o guardião da Harpa Dourada.&lt;br /&gt;Como em um sonho, os elfos foram levados de volta a floresta. O templo dedicado ao Deus Caos foi destruído, assim como sua estátua. A Harpa Dourada voltou ao seu local sagrado afastando todos os males da Floresta dos Elfos. Mielim, apesar de ter desobedecido a ordem de seu pai de não sair da floresta, foi homenageado com uma grande festa na qual todos os elfos bendisseram seu nome e o acolheram entre os adultos.&lt;br /&gt;- Cante para nós Mielim. - pediram os elfos.&lt;br /&gt;E o seu canto se espalhou pelas montanhas, pelos mares, pelos ares chegando até aos seres de coração puro. O som da Harpa Dourada foi ouvido em todos os lugares, encantando a todos e enviando muitas esperanças as almas aflitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Espero que tenham apreciado o conto. Breve novidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-315138599174920868?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/315138599174920868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=315138599174920868&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/315138599174920868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/315138599174920868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/04/v-o-guardio-final.html' title='V - O Guardião (Final)'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Riz7-7RPLhI/AAAAAAAAAJo/aZGPRyGLnFo/s72-c/regaleira4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3411872472394948931</id><published>2007-04-19T09:43:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:08.633-02:00</updated><title type='text'>IV - O Desfiladeiro da Caveira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RidoDbRPLeI/AAAAAAAAAJQ/39ZErOkqJ4E/s1600-h/Desfiladeiro+da+caveira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RidoDbRPLeI/AAAAAAAAAJQ/39ZErOkqJ4E/s400/Desfiladeiro+da+caveira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055123514815622626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Desfiladeiro da Caveira era assim batizado por ter encravado em uma rocha o esqueleto de uma criatura milenar desconhecida. O terreno, muito pedregoso, dificultava a caminhada. Aquele era o habitat dos terríveis escorpiões de fogo. Uma ferroada dessas criaturas chegava a queimar a pele e a carne.&lt;br /&gt;- Vamos parar. Temos que recuperar nossas energias para o longo caminho que teremos a frente. - falou Damásio.&lt;br /&gt;- Será que papai e os outros estão bem? - perguntou Mielim apreensivo.&lt;br /&gt;- Espero que sim meu jovem. - respondeu Lemual, um dos elfos que o acompanhava.&lt;br /&gt;Naquele momento Tulleir, Legaldi e seu grupo cruzavam uma velha ponte de madeira, já um tanto apodrecida pela ação do tempo. Era a única passagem para a Torre das Ruínas, que outrora servira de vigília de um povo conhecido como Meninotes. Por ser um local isolado, era muito raro alguém pernoitar ali.&lt;br /&gt;- Estamos caminhando há dias e até agora não encontramos nenhuma pista que nos leve até a harpa. - queixou-se Legaldi.&lt;br /&gt;-Não desanime irmão. Sabe, não sei porque, mas estou com um forte pressentimento de que ela está mais perto de nós do que pensamos. Vamos descansar agora. Amanhã será o nosso dia. - animou-se Tulleir.&lt;br /&gt;Mielim sentia saudades dos pais, mas seu firme propósito em encontrar a harpa não deixou que desanimasse em sua busca.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte chegaram a uma encruzilhada e decidiram ir pelo caminho da direita. Essa trilha era coberta pelo mato e por arbustos espinhentos. O final dela dava numa caverna.&lt;br /&gt;Após algum tempo de caminhada pelo estreito e tortuoso caminho da caverna, chegaram a um salão circular de teto baixo e encurvado. As paredes de pedras eram frias ao contato. Quatro portas de madeira estavam dispostas nas direções, norte, leste, oeste e sul do salão. O silêncio chegava a incomodar, mas Mielim pressentiu a presença de alguém. Só pode ouvir nitidamente uma respiração abafada vinda detrás de uma daquelas portas.&lt;br /&gt;- Vamos nos posicionar atrás de cada uma das portas, pois creio que teremos que lutar. - informou Mielim aos outros.&lt;br /&gt;Ele estava certo, pois a seguir as portas foram abertas com estrondo e um grupo de orcs invadiu o salão atacando todos os elfos. Foi uma luta árdua, mas serviu de ânimo para nossos heróis. Alguns elfos saíram feridos, no entanto levaram a melhor.&lt;br /&gt;- E agora em qual das passagens devemos entrar? Não é certo nos separar agora. - Indagou Damásio.&lt;br /&gt;Mielim fechou os olhos e fez um pedido a criança da harpa.&lt;br /&gt;- Vamos pela passagem oeste. - respondeu Mielim. - Ela nos levará ao local onde está escondida a Harpa Dourada.&lt;br /&gt;- Como pode ter certeza disso? - perguntou Lemual em dúvida.&lt;br /&gt;- A criança mostrou-me o caminho. Vamos! Pois não temos muito tempo.&lt;br /&gt;- Eu vou na frente. - disse Lemual.&lt;br /&gt;A poucos passos de distância da caverna, um grupo de elfos aproximava-se. Tulleir e Legaldi, atravessavam a mesma trilha que Mielim seguira. As pegadas dos elfos serviram de guia para eles.&lt;br /&gt;O caminho pelo qual Mielim e seu grupo seguiam parecia não ter fim. Suas respirações eram rápidas e intercaladas. A pele há muito banhara-se de suor pegajoso. Um olhar apreensivo e uma secura na garganta que água alguma poderia aliviar atormentava-os.&lt;br /&gt;Um ruído que mais parecia um zumbido chegou até seus ouvidos. Em seu coração Mielim teve certeza que chegara em fim ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3411872472394948931?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3411872472394948931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3411872472394948931&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3411872472394948931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3411872472394948931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/04/iv-o-desfiladeiro-da-caveira.html' title='IV - O Desfiladeiro da Caveira'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RidoDbRPLeI/AAAAAAAAAJQ/39ZErOkqJ4E/s72-c/Desfiladeiro+da+caveira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-4561003117194068822</id><published>2007-04-13T14:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:08.815-02:00</updated><title type='text'>III - A Floresta dos Centauros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RiDAYlVGo6I/AAAAAAAAAI4/S4r-FxxWn94/s1600-h/centauro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RiDAYlVGo6I/AAAAAAAAAI4/S4r-FxxWn94/s400/centauro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053250310479717282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ar não era tão puro quanto o respirado dentro da floresta dos elfos, mas era tolerável. Pelo simples fato de nunca ter se afastado da floresta, Mielim sentiu uma espécie de temor e excitação ao mesmo tempo pelo desconhecido.&lt;br /&gt;Por muito tempo caminharam solitários por um terreno íngreme e escorregadio. Pararam somente para descansar e se alimentar. Grandes rochas cobertas por musgos estavam espalhadas pelo caminho. A trilha era ladeada por árvores de tronco fino e copas altas e folhosas. Após um declínio acentuado do terreno, os elfos avistaram uma aglomeração de árvores em grande extensão.&lt;br /&gt;- Que floresta é aquela? - perguntou Mielim. - Será que existem elfos nela?&lt;br /&gt;- Aquela é a floresta dos Centauros, criaturas que possuem o torso humano e o restante do corpo de um cavalo. - respondeu Damásio, o elfo mais velho da expedição.&lt;br /&gt;- E eles são amigáveis? - quis saber Mielim.&lt;br /&gt;- Somente com elfos e criaturas da natureza. Seus inimigos são os anões, os orcs e os Kobolds. - respondeu Damásio.&lt;br /&gt;- Acho que já perceberam nossa presença. - disse Mielim apontando para a entrada da floresta onde dois centauros, armados de arco e flecha, galopavam na direção deles.&lt;br /&gt;- O que vocês querem aqui? - perguntou um centauro de cabelos negros e lisos até a cintura. Mais tarde Mielim ficou sabendo que seu nome era Péricles.&lt;br /&gt;- Nossa floresta foi invadida por lobos e a Harpa Dourada foi roubada. - disse Damásio.&lt;br /&gt;- Então é verdade o que dizem as canções? A harpa existe mesmo? - perguntou um incrédulo Péricles.&lt;br /&gt;- Sim, mas nesse momento não sabemos onde ela está e nem quem a levou. Tulleir, nosso líder, foi atrás do ladrão. Esse rapaz aqui é filho dele, seu nome é Mielim. Ele teve uma visão da criança e cremos que seu pai esteja seguindo o caminho errado. - respondeu Damásio.&lt;br /&gt;- Então você viu a criança? Isso deve ser um sinal. Nesse caso, ofereço nossa ajuda para o que for necessário.&lt;br /&gt;- Obrigado. Toda ajuda será bem-vinda, pois não sabemos que perigos iremos enfrentar. - disse Damásio. - Não sabemos qual caminho devemos seguir.&lt;br /&gt;- Se forem para o este terão um caminho árduo, pois o deserto esconde muitos perigos como areias movediças. Se forem para oeste encontrarão um pântano escuro e lúgubre. Não aconselharia este caminho. Em vista disso é melhor que entrem em nossa floresta. Lá poderão descansar e abastecer seus suprimentos de viajem. - opinou Péricles.&lt;br /&gt;- Sejam bem-vindos a Floresta dos Centauros. Contem tudo o que aconteceu até agora. - convidou um outro centauro, chamado Cáucazo.&lt;br /&gt;Mielim e os elfos caminharam lado a lado com os centauros, pois não era permitido a nenhuma criatura a montaria desses seres imponentes. Mielim ficou deslumbrado com a beleza das construções. Não  havia casas nos galhos das árvores, no entanto as casas fincadas no solo possuíam um grande espaço interior e eram ricamente ornamentadas com plantas trepadeiras e roseiras, as quais era possível sentir seu perfume de longe. Havia poucos centauros fêmeas e esse fato foi explicado por Cáucazo.&lt;br /&gt;- Nossa raça está desaparecendo desse mundo. Por isso cada centauro fêmea pode ter até três centauros machos para procriar e assim tentar preservar a espécie.&lt;br /&gt;- Qual a atividade principal de seu povo? - perguntou um curioso Mielim.&lt;br /&gt;- Vivemos da caça, da pesca e da colheita. Porém não caçamos os animais em sua época de reprodução. Também temos filhotes e sabemos o que a perda de um deles significa.&lt;br /&gt;Mielim e seus amigos partiram na manhã seguinte. Cáucazo os acompanhou até a fronteira da Floresta dos Centauros com o Desfiladeiro da Caveira. Foi uma difícil despedida, pois todos se tornaram amigos, no entanto sabiam que teriam aliados para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continua....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por Bruxinhachelot.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-4561003117194068822?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/4561003117194068822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=4561003117194068822&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4561003117194068822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/4561003117194068822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/04/iii-floresta-dos-centauros.html' title='III - A Floresta dos Centauros'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RiDAYlVGo6I/AAAAAAAAAI4/S4r-FxxWn94/s72-c/centauro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-8743206067468286961</id><published>2007-04-05T09:46:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:08.924-02:00</updated><title type='text'>II - O Sonho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RhUB2wi9qeI/AAAAAAAAAIM/IsXdzJW1Wvg/s1600-h/elfo5medio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RhUB2wi9qeI/AAAAAAAAAIM/IsXdzJW1Wvg/s400/elfo5medio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049944597421992418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O coração do jovem elfo estava comprimido por ter sido negligenciado. Seu pai foi em busca da harpa levando consigo seus mais bravos guerreiros e Mielim não estava entre eles. Mas a aventura que ele tanto desejava estava vindo ao encontro dele, como se ouvisse os pedidos de seu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um uivo cortou o ar frio da madrugada. Mielim acordara assustado. Esperou até que ouviu os ecos do primeiro uivo vindo de várias direções. Os lobos tinham invadido a floresta. Desde que a harpa dourada fora colocada no alto do rochedo Mielim nunca mais ouvira o som agonizante e medonho daquelas terríveis criaturas.&lt;br /&gt;Mielim saltara de sua cama e num instante já retesava seu arco, apontando as flechas para os pontos escuros que se moviam a alguns metros da copa das árvores. Garien, sua mãe, estava apavorada. No entanto qualquer um que a visse de arco em punho perceberia o quanto ela era corajosa.&lt;br /&gt;- Atirem as flechas! - ordenava alguém numa árvore próxima.&lt;br /&gt;- Não deixarei que escapem. - disse Mielim atirando uma flecha que atingiu o alvo derrubando-o.&lt;br /&gt;O zumbido das flechas que varriam a escuridão da floresta parecia que não ia cessar. Alguns lobos mostravam as mandíbulas e rosnavam assustando as crianças elfas. Foi uma noite cansativa e perigosa. Quando os primeiros raios de Sol entraram pelas frestas das copas das árvores, a luta entre elfos e lobos tinha terminado. Tulleir também passara por maus momentos quando ele e seus guerreiros foram atacados por um banco de orcs, criaturas nojentas e cruéis.&lt;br /&gt;Mielim e seus companheiros queimaram os corpos dos lobos e espalharam armadilhas por toda floresta.&lt;br /&gt;O jovem elfo estava muito taciturno, com olhar vago e somente respondia as perguntas de sua mãe através de monossílabos.&lt;br /&gt;- O que há com você filho?&lt;br /&gt;- Essa noite, antes dos lobos aparecerem, eu tive um sonho estranho. Mãe, eu sei que posso encontrar a harpa. Só preciso de sua autorização. - implorou Mielim.&lt;br /&gt;- Já conversamos sobre isso filho e você já sabe minha resposta.&lt;br /&gt;- Mãe, a senhora acredita na lenda da Harpa Dourada? - perguntou Mielim como se não tivesse ouvido a resposta de sua mãe.&lt;br /&gt;- É evidente que sim Mielim. Seu pai não tinha motivos para mentir sobre esse assunto. Lembre-se que ele não foi o único que viu a criança.&lt;br /&gt;- Eu sonhei com aquela criança mãe. Ela me dizia que sou o único capaz de encontrar a harpa e que papai e os outros estão muito longe do paradeiro dela, de modo que eu quero me aventurar nessa busca.&lt;br /&gt;- Se isso não tiver sido apenas um sonho, fruto de sua imensa vontade de encontrar a harpa, então só vejo uma única alternativa. - disse Garien.&lt;br /&gt;- Qual alternativa mãe? - quis saber ele esperançoso.&lt;br /&gt;- Vamos reunir os elfos do Conselho Menor para tomarmos a melhor decisão possível. - disse a mãe de Mielim sentindo um aperto no coração, pois sentia que iria se separar de seu filho.&lt;br /&gt;No fim da tarde Mielim arrumava sua sacola e colocava o arco no ombro. Sua mãe, muito emocionada lhe entregou um medalhão, símbolo da árvore mais antiga ainda existente na floresta dos elfos.&lt;br /&gt;- Esse medalhão foi usado por seu pai na batalha contra os anões e eu o guardei para lhe dar numa ocasião especial. O carvalho é a árvore da sabedoria e vai protegê-lo de todo perigo que por ventura cruzar seu caminho.&lt;br /&gt;- Muito obrigado mãe. A senhora verá que não irei desapontá-la. Logo estaremos de volta e a Harpa Dourada retornará ao seu local sagrado.&lt;br /&gt;Mielim abraçou a mãe e em seguida partiu junto com cinco elfos mais velhos e experientes. A aventura de sua vida iria enfim começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-8743206067468286961?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/8743206067468286961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=8743206067468286961&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8743206067468286961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/8743206067468286961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/04/o-sonho-parte-ii.html' title='II - O Sonho'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RhUB2wi9qeI/AAAAAAAAAIM/IsXdzJW1Wvg/s72-c/elfo5medio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-5383302906254770459</id><published>2007-03-31T21:37:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:09.073-02:00</updated><title type='text'>Mielim e a Harpa Encantada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rg8KK4zli5I/AAAAAAAAAIE/Vn5bSNz7JIo/s1600-h/j_inharpa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rg8KK4zli5I/AAAAAAAAAIE/Vn5bSNz7JIo/s400/j_inharpa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048264889469340562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Encravada no rochedo, as cordas tilintando estava a harpa dos Elfos.&lt;/span&gt;" (Bruxinhachellot)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;I - A Lenda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Numa floresta distante vivia um jovem elfo muito corajoso, cujo nome era Mielim. Como filho dedicado que era, ajudava seu pai na caça de pequenos animais, os quais alimentariam sua família. Possuía uma voz primorosa, com a qual animava as festas de sua tribo.&lt;br /&gt;Um dia quando voltava de uma de suas caçadas, percebeu uma agitação anormal ao redor de uma clareira, local onde ocorriam as reuniões do Conselho Élfico. Mielim tirou o cervo morto de seus ombros e foi mostrá-lo ao pai.&lt;br /&gt;- Pai olha o que eu trouxe! - Disse Mielim mostrando o cervo com um certo orgulho no olhar.&lt;br /&gt;- Entregue-o a sua mãe. - disse Tulleir, pai de Mielim.&lt;br /&gt;- O que está havendo? - perguntou Mielim.&lt;br /&gt;- Uma coisa terrível aconteceu, filho. A harpa dourada que protegia nossa floresta, foi roubada. - respondeu Tulleir visivelmente preocupado.&lt;br /&gt;- Mas ela tava protegida! - afirmou Mielim.&lt;br /&gt;- Seu tio Legaldi foi desacordado e assim ela pode ser levada. Não sabemos quem a levou e nem para onde. - disse Tulleir tristemente.&lt;br /&gt;- Temos que trazê-la de volta. O senhor sabe que ficaremos desprotegidos e a mercê do ataque de lobos.&lt;br /&gt;- Deixe que os adultos cuidem disso filho. Vá para casa. Sua mãe deve estar preocupada com sua demora.&lt;br /&gt;- Eu não sou mais criança, pai. Hoje foi a primeira vez que caçei sozinho e acho que me dei bem. - reclamou Mielim.&lt;br /&gt;Mesmo inconformado com a descrença de seu pai em sua capacidade de agir como os adultos, Mielim foi para casa. Lá chegando, amarrou o dorso do animal com uma corda, a qual estava atada a um grosso galho da Grande Árvore, que era seu lar. Subiu a escada de nós e quando chegou ao galho, começou a puxar o animal para cima. Era uma tarefa árdua, mas Mielim queria mostrar a si mesmo que tinha condições de realizá-la sem ajuda.&lt;br /&gt;Mielim nem conseguiu comer direito, tal era sua ansiedade de saber o que estava acontecendo. Desejava estar participando da conversa dos adultos e até trocar opiniões com eles. Toda essa confusão do roubo da harpa o fez lembrar de uma história que sua mãe lhe contava quando criança. Aquela harpa não aparecera ali por acaso.&lt;br /&gt;Durante uma batalha contra os anões, no qual seu pai e avô participaram e venceram, uma imagem translúcida pairou entre eles. Parecia-se com uma criança e carregava consigo uma pequena harpa dourada. Um som magnífico e ao mesmo tempo tenebroso foi ouvido por todos os combatentes. Naquele momento, os anões tiveram medo e fraquejaram, sendo assim derrotados. Ao fim a criança desapareceu deixando a pequena harpa sob uma pedra. Desde então a harpa foi posta no alto de um pequeno rochedo e todos que a viam acreditavam que ela protegia a floresta e os seres que a habitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Bruxinhachellot&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-5383302906254770459?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/5383302906254770459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=5383302906254770459&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5383302906254770459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/5383302906254770459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/03/mielim-e-harpa-encantada.html' title='Mielim e a Harpa Encantada'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/Rg8KK4zli5I/AAAAAAAAAIE/Vn5bSNz7JIo/s72-c/j_inharpa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1803720531965544558.post-3279139158237019702</id><published>2007-03-29T13:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-13T01:29:09.466-02:00</updated><title type='text'>Caminho dos Contos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RgvnjIzli2I/AAAAAAAAAHo/5UIMekKSVLs/s1600-h/caminho+bambu+getty.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RgvnjIzli2I/AAAAAAAAAHo/5UIMekKSVLs/s400/caminho+bambu+getty.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047382398244064098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apresento-lhes um novo caminho - o caminho dos contos. Nele você encontrará contos de minha autoria em que você poderá comentar a vontade e até criar um conto partindo de um tema proposto. Espero que apreciem. O primeiro post é sobre uma harpa mágica. Aguardem a primeira parte do conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autora: Bruxinhachellot.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1803720531965544558-3279139158237019702?l=caminhodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/feeds/3279139158237019702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1803720531965544558&amp;postID=3279139158237019702&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3279139158237019702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1803720531965544558/posts/default/3279139158237019702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhodoscontos.blogspot.com/2007/03/caminho-dos-contos.html' title='Caminho dos Contos'/><author><name>Chellot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07391837550001774439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://img218.imageshack.us/img218/530/labirintosolelualz1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e2mGBvi4NN0/RgvnjIzli2I/AAAAAAAAAHo/5UIMekKSVLs/s72-c/caminho+bambu+getty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
